“Faço filmes porque gosto e é uma forma maravilhosa de viver a vida”

Sidney Lumet, 86 anos, morreu. O realizador que preferia as ruas de Nova Iorque às paisagens de Hollywood morreu este sábado, em casa, em Mahhattan.

Realizou alguns filmes que ficam para a história da sétima arte, como 12 Homens em Fúria, Serpico, Um dia de Cão, O veredicto e Escândalo na TV (Network).

Sidney-Lumet

”Embora o objectivo do cinema seja entreter, o tipo de filmes em que acredito vai um passo mais longe. Obriga o espectador a examinar um factor ou outro da sua própria consciência. Estimula o pensamento e faz fluir a mente”, anunciou um dia o realizador.

12 Homens em Fúria, o seu primeiro filme, foi um sucesso e marcou uma série de fitas relacionadas com o funcionamento dos tribunais nos EUA. Cerca de duas décadas depois fez o seu mais relevante filme. Network (1976) foi baseado num texto de Paddy Chayefsky e abordava o universo da televisão e a hipocrisia da sociedade do país.

Tinha William Holden, Faye Dunaway, Peter Finch e Robert Duvall no elenco. Foi nomeado para 10 Oscars, incluindo melhor filme e realizador, e venceu quatro, incluindo melhor actor, para Finch, actriz, para Dunaway, argumento, para Chayevsky, e melhor actriz secundária, para Beatrice Straight.

Apesar dos seus filmes terem acumulado cerca de 40 nomeações para os Oscars, Lumet nunca venceu, apesar das quatro indicações para melhor realizador. Em 2005 a Academia entregou-lhe um Oscar honorário.

Sidney Lumet nasceu a 25 de Junho de 1924 em Filadélfia. O pai tinha nascido na Polónia e era actor. O seu último filme foi Antes que o Diabo saiba que Morreste, de 2007,

Numa entrevista, há uns anos, disse não acreditar que a arte mude alguma coisa. Quando lhe perguntaram porque, então, fazia filmes, respondeu da forma mais simples: “Faço-os porque gosto e é uma forma maravilhosa de viver a vida”.

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“Faço filmes porque gosto e é uma forma maravilhosa de viver a vida”