A Papua Nova Guiné nunca mais vai ser a mesma coisa

Para começo de conversa, esclareço que nada me move contra reality shows. Não sou adepto deste tipo de programas mas respeito os gostos de quem seja. Discuto, porque estas coisas discutem-se sempre, mas respeito.

O que me indigna é que haja destes programas a conspurcar comunidades que vivem sossegadas e em paz no seu cantinho.

Papua-Nova Guiné

Que metam uns “famosos” a conviver numa quinta, numa casa ou num quartel, vá que não vá, agora numa comunidade da Papua Nova Guiné já ultrapassa os limites da decência.

Entre os “famosos” (não sabemos porque são famosos mas sabemos que o são) estão, diz o Público, José Castelo-Branco, Cláudia Jacques, um Kapinha, e, entre outros, José Carlos Pereira, que diz ser uma oportunidade para “tirar umas férias”.

Vão para a Papua Nova Guiné, país localizado no Oceano Pacífico, e indicada como uma das nações mais heterogéneas do mundo, sendo constituída por centenas de grupos étnicos, salienta a mesma notícia. Parece que os “famosos” vão ter de viver como as comunidades locais. Mas só durante três semanas, que aquelas almas não aguentam mais. Não os “famosos”, mas os habitantes locais, que terão de suportar as brilhantes personalidades lusas na sua terrível luta contra a falta de electricidade, de água quente e outras mordomias, como discotecas. Deve valer-lhes uma fogueira, um qualquer rio e as danças típicas.

Parece que será um Conselho Tribal a avaliar “a capacidade de adaptação dos concorrentes ao novo estilo de vida, determinando se estes devem continuar em jogo ou se merecem ser expulsos”. E é isto.

Não há por aí uma qualquer coligação militar que impeça este desvario? Pelo menos que haja um qualquer sacrifício…

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A Papua Nova Guiné nunca mais vai ser a mesma coisa