A rede social “date my single kid” ou levem-me o trambolho daqui para fora

Fartas de ver os idosos rebentos a incomodarem a rotina dos seus dias de donas de casa desesperadas, um grupo de mães resolveu passar à acção. Como é moda, fizeram uma rede social.

A “date my single kid” (que se pode traduzir livremente por ‘namore com o meu filho solteiro’) pretende encontrar parceiras para os ditos rebentos das senhoras promotoras. Apesar da vontade de despachar a rapaziada de casa, as potenciais futuras sogras não querem qualquer uma para nora e vai daí até indicam o perfil pretendido.

Os moçoilos andam pela casa dos 30. E há quem proponha já sobrinhos e netos.

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A ideia não é má. Mas reconheço que preferia que esta ‘venda’ fosse feita ao jeito das feiras e romarias de outros tempos. Por exemplo, uma das mães, das mais palradoras e versadas nas artes do parlatório, pegava num microfone embrulhado num lenço de pano por causa dos perdigotos, e partia para a exposição:

“Não estou aqui para enganar ninguém. Este é o melhor negócio de toda a vossa vida, um momento único, uma oportunidade inesquecível. Por este belo exemplar de homo sapiens não têm de pagar 100, nem 90, nem 80, nem sequer 50, é grátis minhas amigas (e meus amigos, que aqui não discriminamos ninguém). Totalmente gratuito. E ao levarem um para casa, levam ainda um trem de cozinha, dois jogos de lençóis e um conjunto de pratos e copos, além do inevitável faqueiro de altissíma qualidade”.

A apresentação, claro, seria acompanhada de uma passagem do garoto por três vestimentas, fato e gravata, traje casual e de fato de banho. Depois cabia à maralha feminina (e alguma masculina, porque não queremos discriminar ninguém) fazer as devidas opções e deixar umas quantas potenciais sogras muito contentes.

Como lhes faltou arte e engenho para fazer a coisa de forma catita, ficaram-se pela rede social num site destinado a mulheres maiores de 50. Para entrar é preciso um registo, por isso não sei se os petizes têm alguma coisa a dizer da iniciativa das mamãs casadoiras. Mas se tiverem, aposto que dizem maravilhas.

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A rede social “date my single kid” ou levem-me o trambolho daqui para fora