O tabaco, o fundamentalismo, Lucky Luke e o cão dele

É uma verdade comprovada pela ciência: o tabaco faz mal à saúde. Fumar as folhas secas da famosa planta já é mau quanto baste. Com os aditivos que lhes são acrescentados, ainda pior. Ao todo, um fumador absorve cerca de 400 mil substâncias prejudiciais à saúde. É verdade: O tabaco mata.

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Mas tal como o tabaco, os fundamentalismos também são prejudiciais à saúde. Já levaram a muitas guerras e mortes e, por eles, defendem-se comportamentos absurdos e acções parvas em nome de excessos ideológicos e outros parecidos.

Como, por exemplo, o fundamentalismo contra o tabaco, que está em crescendo nos últimos anos. As mensagens gigantes nos maços do dito, parecem-me bem, não vá algum míope se lembrar de tirar umas passas. As fotografias de pulmões encharcados de alcatrão nas referidas embalagens também não me afectam, porque já vimos muito pior em noticiários televisivos. Subir os preços e os impostos, até acho piada, porque quem se quer matar graças ao tabaco merece pagar bem cara a portagem desta vida.

No entanto, probir tudo o que tenha a ver com o tabaco é exagero. É quase tão parvo como o Rantanplan (a que propósito vem o canídio mais burro do oeste será explicado daqui a pouco).

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Não fumar em espaços fechado, concordo, vá lá, há que olhar por quem não tem nada a ver com a fumarada e com os cheiros pestilentos destilados pelos cigarritos e afins. Agora um dependente da chucha não poder matar o vício em casa, isso já não me parece nada bem. Pior ainda é proibir o fumo em espaços abertos, como parques e praias. Ou alterar fotografias e filmes para substituir o tabaquito por outras coisas. Ou trocar o cigarro enrolado de Lucky Luke por uma palha. Alguém acredita que um cowboy do velho oeste tinha uma palha no canto da boca?

Assim, com estas limitações todas, será quase impossível um fumador continuar a saga do suicídio!

Não era melhor proibir o tabaco? Assim acabava-se de vez com esta coisa de ir proibindo aos poucos, como quem não quer a coisa mas afinal até quer.

Declaração de interesses: Não sou, nem fui, fumador. A única coisa que, neste aspecto, me chateia a valer é terem acabado com os ‘cigarros’ de chocolate. Não deviam ter feito isso.

(Também publicado em www.aventar.eu)

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