Leo Fuchs, grande fotógrafo das grandes estrelas

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Shirley MacLaine
“Irma la Douce” | With Daughter | Paris
© Leo Fuchs 1963

Leo Fuchs era filho de pasteleiros austríacos. Tinha 9 anos quando fugiu, com a família, para Nova Iorque. Foi em 1939. Em 1944 começou a fotografar e foi ainda como recém adolescente que vendeu a sua primeira imagem. Por cinco dólares o comprador levou uma fotografia de Elenor Roosevelt.

Com 14 anos foi trabalhar para a Globe Photos, de Nova Iorque. Não tardou, apenas dois anos, até se estabelecer por conta própria, trabalhando na fervilhante Broadway, nos clubes nocturnos e como fotógrafo de vedetas e vips para jornais e revistas, que, tal como hoje, ansiavam por fotrografias exclusivas dos famosos. No início dos anos 50 foi cumprir serviço militar na Alemanha, como camaraman. Estabeleceu residência na Europa e por cá foi contratado como fotógrafo no filme “Magic Fire”, realizado por William Dieterle.

Em Roma acompanhou a rodagem de “Come September”, com Rock Hudson. O actor gostou de Fuchs e recomendou-o aos responsáveis da Universal. O fotógrafo aceitou o convite e regressou aos Estados Unidos para trabalhar em “Lover Come Back”, interpretado por Hudson e Doris Day. Corria o ano de 1961 e por lá ficou, a fotografar grandes filmes da Universal, até 1965, como “To Kill a Mockingbird”, “Cape Fear”, “40 Pounds of Trouble” e “Strange Bedfellows”, entre outros.

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Tony Curtis & Jack Lemmon
Smoke Talk | Hollywood
© Leo Fuchs 1963

Era um dos raros “fotógrafos especiais” nos plateus dos filmes e, aos poucos, foi-se tornando amigo de algumas das estrelas da sétima arte. Respeitava-os e mostrava sempre as imagens antes de as libertar para publicação. Se algum dos actrores ou actrizes não gostasse era garantido que as fotografias nunca veriam a luz do dia. Como aconteceu na morte de Tyrone Power. Na rodagem de “Salomão e a Rainha do Sabá”, em 1958, o galã sofreu um ataque de coração e morreu. Fuchs fotografou. Foi assediado por jornais e revistas mas recusou sempre divulga-las. Não era um paparazzi.

Há uns anos atrás, o filho, Alexander, quis manter o pai activo, logo depois da morte da mulher. A ideia era revisitar alguns retratos e anotar a sua história. Encontrou 30 malas cheias de fotografias, negativos, provas e notas escritas. Ambos passaram meses a explorar as milhares de imagens. Leo recordava a história de cada uma, Alexander gravava tudo.

Leo Fuchs morreu em 2009 e o filho continuou o trabalho. O resultado foi “Leo Fuchs: special photographer from the golden age of Hollywood” (editado pela Powerhouse Books).

LEO FUCHS: Special Photographer From the Golden Age of Hollywood from powerHouse Books on Vimeo.

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