Naga Viper, o Frankenstein das malaguetas

É a Lei de Murphy aplicada aos picantes. Quando já não se esperava que pudesse haver mais picante, descobre-se que, afinal, há mesmo. Até há pouco tempo, pensava-se que não havia picante mais picante que a Bhut Jolokia, conhecida como “ghost chili”. Mas há.

Naga-Viper-Chilli

Os últimos dados apontam para que seja a Naga Viper, a malagueta mais picante do mundo, que bate aos pontos a acima referida. Sim, aos pontos, porque há uma escala científica para a coisa. 300 mil pontos separam na Scoville Scale (sim, existe mesmo) a Naga Viper da Bhut Jolokia.

Investigadores da Warwick University fizeram os testes e apontam à Naga Viper 1,359,000 pontos na Scoville Scale. Uma enormidade de picante.

E onde se produz esta espécie? Índia, México, Indonésia, um qualquer país de África? Nada disso. Produz-se na quinta de Gerald Fowler, um produtor britânico, que cruzou três das mais picantes malaguetas do mundo, incluindo a Bhut Jolokia.

Fowler, uma espécie de Frankenstein das malaguetas, explicou a experiência de comer uma das suas criações: “Adormece a língua, ‘queima’ quando está a descer. Pode ficar-se com o sabor durante uma hora. Mas é uma maravilhosa correria de endorfinas. Faz-te sentir bem".

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Naga Viper, o Frankenstein das malaguetas