De tanto bater o meu coração parou

debattre

Para o efeito não interessa a história, as interpretações, a realização, a música, enfim nada daquilo que se chama cinema. Interessa apenas o título. Dei-me conta que os filmes europeus têm títulos de muito melhor qualidade que os aqueles que chegam ao velho continente vindos de outras paragens.

“Ladrões de bicicletas”, italiano, é muito superior a “A golpada”, dos EUA, por exemplo. “A angústia do guarda-redes no momento do penalti” tem uma poesia superior a “A ponte do Rio Kwai”, para falar de adaptações literárias, num outro exemplo.

Mais dia menos dia apresento mais provas, por hoje fico-me por “As asas do desejo”, “As vidas dos outros”, “Mulheres à beira de um ataque de nervos” e o meu favorito, “De tanto bater o meu coração parou” (De battre mon coeur s’est arrêté, no original). É um filme de 2005, de Jacques Audiard. Nunca o vi, talvez o faça num destes dias. Mas o que hoje me interessa é apenas o título. Poético e trágico.

Se houvesse um Oscar para o melhor título, em 2005, este filme tinha -o vencido. Apesar da forte concorrência de uma das excepções à regra, “Eternal Sunshine of the Spotless Mind” (O fraquinho “Despertar da mente” português não faz jus à bela estética do título original).

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De tanto bater o meu coração parou