José Mourinho, Gilberto Madaíl, a selecção nacional e o biscate

Mourinho sentiu depressa a pressão de ser treinador do Real Madrid, que não é a mesma coisa que treinar o Chelsea ou o Inter de Milão. Nos últimos dias enviou um recado para ‘dentro’ ao pedir “tempo” ao presidente do clube. Recentemente tinha dito que, em caso de emergência, estaria disponível a ajudar a selecção.

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Gilberto Madaíl pensou ou disseram-lhe que esta sim, seria a solução ideal para os próximos tempos. Não hé tempo a perder. Há jogos a caminho e em breve haverá eleições e há aquela trapalhada da utilidade pública a tratar e não se pode falhar na escolha do novo seleccionador e…

Vai daí aborda o mais relevante treinador do mundo. Noutras circunstâncias, Mourinho tinha mandado Madaíl dar uma volta ao estádio nacional. Mas, neste momento, deu jeito. Que sim, está disponível, e a custo zero. Até paga a gasolina das deslocações. O problema é o Real. Madaíl saí de Madrid sem falar com o rei do Real, que diz nada saber. Mourinho admite que será difícil. Há a pressão dos adeptos, dos dirigentes. Nada fácil.

Se nos próximos dias houver acordo entre a FPF e o Real, porreiro. Mourinho aceita o biscate. Se não houver, porreiro na mesma. Fica como um héroi, disponível para ajudar nos momentos difíceis. Madaíl fica com o menino nas mãos, mas, enfim, sempre pode chamar o piloto automático.

(Também em Aventar)

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