John Ford, as histórias do homem que chegou de comboio

Não sou grande fã de efemérides relativas a falecimentos, prefiro assinalar os nascimentos. Mas por John Ford faço uma excepção. Um dos mais importantes e mais relevantes cineastas da história morreu num dia assim, um 31 de Agosto, foi em 1973, depois de 79 anos cheios, a esmagadora maioria deles dedicada ao cinema.

Quando lhe perguntaram como tinha chegado a Hollywood, respondia que tinha sido de comboio. Um sinal de que a vida não foi fácil para este descendente de irlandeses, que homenageou as suas origens no excepcional O vale era verde.

Divertia-se a contar histórias. Em privado, aos amigos e àqueles com quem trabalhava. E aos espectadores dos seus filmes. Mais do que planos, cenários, detalhes, o que interessava a Ford era contar histórias. Sempre através das suas personagens. Eram as personagens que faziam girar as roldanas do guião. E aqui, por personagens, há que contar com o Monument Valley, a região do oeste dos EUA que serviu de cenário, perdão, de personagem, dos seus filmes.

Muitos deles, de resto, poderiam ter sido feitos hoje. Como o brilhante The Searchers (A desaparecida), onde os silêncios dizem muito mais que as palavras.

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