Embora pareça, a Google não brinca

No cada vez mais competitivo mercado dos smartphones e das aplicações para eles criados, a Google acaba de lançar mais uma importante ‘arma’. O App Inventor, hoje oficialmente lançado, permite a qualquer um com capacidades mínima de utilização de computadores criar uma aplicação para funcionar num terminal Android.

appinventor

Permite, de forma simples, criar aplicações mais ou menos complexas. Podem ser feitas para um grupo de amigos, para famílias, para grupos mais ou menos alargadas ou para o mundo. Isto é, o mercado de aplicações para Android pode ganhar, muito rapidamente, milhares de novas aplicações.

Acontece que, ao contrário da App Store, da Apple, aqui não haverá qualquer entidade supervisora e que exija fazer aprovações prévias. Claro está que a qualidade e a utilidade podem ser as primeiras vítimas desta fórmula de abertura total. A segurança pode vir a seguir.

Mas, na perspectiva da Google, este é um risco calculado. O que a empresa quer, ao democratizar a construção de aplicações para Android, é ganhar massa crítica, conquistando mais clientes para o seu sistema operativo, sempre a pensar em obter outro tipo de massa no futuro. Se até uma criança pode fazer uma app, claro que essa criança tem de ter um telefone com Android. E os amigos também.

Neste aspecto, a Google ganha por larga vantagem à Apple, que ainda ‘exige’ a elaboração de aplicações em computadores com o sistema operativo da empresa da maça e impõe um sistema de aprovação prévia.

Até ver o iPhone – e respectiva família, iPod e iPad –, ainda tem mais e melhores aplicações. A médio prazo pode até ter melhores mas pode já não ter mais. E isso pode ser importante.

 

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Embora pareça, a Google não brinca