E, afinal, quem mais perde com a pirataria?

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As mihas desculpas. Não me resta alternativa que não seja penitenciar-me. Errei. Terá sido por desconhecimento, pois, mas não fui mal intencionado. No passado disse e escrevi que não eram os músicos os mais prejudicados pela pirataria de música. Mal. Os músicos são, de facto, os mais prejudicados.

A imagem do CD que acompanha este texto permite verificar que são os músicos, sim, artistas individuais ou bandas, aqueles que menos recebem na hora de dividir o apuro. Todos os outros agentes em redor da indústria da música ganham mais com a capacidade técnica e criatividade dos artistas. Sim, daqueles que ganham menos.

Feitas as contas, quanto mais pirataria menos recebem os artistas.

No passado errei. Há que assumi-lo. Cometi o sacrilégio de pensar que quem mais berrava contra os piratas, os sanguessugas da indústria musical, isto é, as grandes editoras, produtoras e etiquetas do sector, era quem mais tinha a perder. Errado. Afinal, mesmo com a pirataria ficam sempre com a maior parte. Melhor: a muito maior parte. Por isso, nunca perdem. Podem é não ganhar tanto. Mas, ainda assim, ganham muito mais que quem faz música.

Ficam pois as minhas sinceras desculpas aos artistas. Afinal, são eles mesmos, no fim da cadeia, aqueles que menos ganham, os mais prejudicados pela pirataria.

Quanto a mim, vou ali buscar a corda para a colocar ao pescoço…

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E, afinal, quem mais perde com a pirataria?

2 pensamentos sobre “E, afinal, quem mais perde com a pirataria?

  1. Rui Fonseca diz:

    Sim, mas todos os músicos sabem À partida que não é na venda dos CDS que vão ganhar dinheiro. As bandas criam CDS para promover o seu trabalho. É de facto um investimento para o futuro. Eles ganham dinheiro nas vendas de bilhetes para concertos e de merchandising oficial da banda.

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