O Pai Natal não existe. Pronto, está dito!

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Sejamos directos. É tempo de descer à terra. Cá vai: O Pai Natal não existe! Pronto, está dito. Da forma mais directa, simples e, vá lá, também da mais dura. Mas é melhor enfrentarmos a realidade.

Apesar da componente esotérica da questão, que poderá permitir uma leve – muito leve, e algo inútil discussão, basta uma simples análise matemática para mostrar o disparate que é a ideia de ter um senhor idoso, algo anafado, montado num veículo puxado por renas, percorrer todo o planeta com um saco de presentes, verificar a lista das crianças que se portaram bem ao longo do ano, descer a chaminé nas casas que as têm (como seria nas que não têm chaminé), depositar embrulhos junto de uma árvore, subir a chaminé, regressar ao trenó, passar para a casa seguinte e recomeçar todo o processo milhões de vezes. Pense dois segundos neste assunto e chega à mesma conclusão: não é possível. A existir, S. Nicolau terá de ser mais rápido que Usain Bolt, que Lucky Luke ou o Super-Homem.

Vamos directos ao assunto. Toda a história do trenó cai por terra por uma simples evidência: as renas não voam. Nenhuma espécie de rena voa. Pelo menos, até ao dia de hoje. O argumento não chega? Há mais e com argumentos imbatíveis. Matemáticos.

Um grupo desses cépticos, que só vêm números e não têm ponta de imaginação, fizeram contas, que agora partilho, e concluíram que o Pai Natal não pode cumprir a tarefa que lhe está acometida.

No mundo há cerca de dois biliões de menores de 18 anos. No entanto, pela lógica, o senhor de barbas brancas apenas aparecerá a crianças Cristãs, o que reduz o âmbito de intervenção a cerca de 375 milhões. Se retirarmos cinco milhões de crianças mal comportadas, sem direito a presentes, e aplicarmos uma média de três crianças por cada casa em noite de consoada, resulta em cerca de 123 milhões de casas.

Ora, beneficiando das diferenças horárias e aproveitando a rotação da Terra, assumindo que o Pai Natal viajará de este para oeste, o senhor distribuidor terá 31 horas. Feitas as contas, representa 3 967 741 de casas por hora, equivalendo a 66 129 por minuto. Tudo isto, recordamos para estacionar o trenó, saltar pela chaminé, descer, deixar os presentes, petiscar qualquer coisa que esteja na mesa, subir pela chaminé, entrar no trenó e avançar para a casa seguinte.

Nem será necessário avançarmos para o processo de carregar os milhões de embalagens. Está bom de ver que seria impossível um trenó puxado por renas transportar todos os presentes.

Logo, é fácil verificar que o Pai Natal não existe. Ou se existe não é quem pensamos.

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O Pai Natal não existe. Pronto, está dito!