Quando a sustentabilidade é selectiva

Há deputados que acham que um cidadão com 40 (quarenta) anos de trabalho e descontos para a segurança social deve ainda contribuir com mais, mesmo que ache que é a altura de passar a descobrir novos horizontes e decida reformar-se.

O Bloco de Esquerda e o PCP propõem na Assembleia da República o acesso à reforma sem penalizações dos trabalhadores que tenham 40 anos de trabalho e descontos para a Segurança Social, independentemente da idade. O PS e o PSD vão inviabilizar. Em nome da "sustentabilidade" da Segurança Social. Dizem que, com esta proposta, a ruptura da Segurança Social não era para daqui a uns anos, era no próximo Orçamento do Estado.

Pergunto-me se não seria má ideia, em nome da sustentabilidade do país, termos uma despesa do Estado menor. Por exemplo, ter menos cargos políticos, com agentes que gastem menos e melhor, com cortes nos desperdícios. Por exemplo, não ter deputados e outros elementos políticos que obtém capacidade de reforma após 12 (doze) anos. São apenas dois exemplos, mas posso arranjar mais.

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