Aperto de mão, abraços, isto também é política

É fascinante a sequência fotográfica da chegada de Silvio Berlusconi à cimeira dos G20, em Pittsburgh, nos EUA. Depois de abraçar Angela Merkel, Gordon Brown e Dmitri Medvedev, o que fez a primeira dama anfitriã à chegada do fogoso Silvio?

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Ele, sorriso matreiro aberto, à italiano puro, pose machista e ar de aprovada avaliação, como quem diz que vale a pena dar um abraço à senhora Obama. Braços abertos. Ela sorriso aberto mas algo nervoso, braço muito e bem esticado. Quanto mais longe o cumprimento for, melhor, pensará a senhora primeira-dama. Ao meio, um muito desconfiado Barack. O homem olha, atento. Veja-se o rosto fechado, o olhar seguro e algo duro. Nota-se que não gosta do parceiro italiano que lhe saiu na rifa. Não vai com o estilo de ‘Il cavalieri’. (1)

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Michelle parece descomprimir. Obama não e Silvio mantém a mesma pose. “Bela”, pensará o italiano. (2)

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O abraço foi-se. Silvio desistiu e parece menos satisfeito. A senhora Obama aperta a mão. É um cumprimento distante. Ela baixa o olhar. O marido parece mais descontraído. O pior terá passado. (3)

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Barack vai ao abraço. Tem de corresponder a Silvio e Berlusconi não pode sair demasiado embaraçado desta fria recepção. Obama curva-se. Parace indicar que não pode mesmo ficar mais distante, sob o risco de se estatelar. O rosto continua fechado. Um sacrifício, deve suspirar Barack. (4)

E Sílvio, o que pensará Sílvio?

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