A Execução das Penas, segundo o Simplex

Sim, há as questões constitucionais. Mas no caso do novo Código de Execução das Penas há ainda a questão do bom senso. Depois do facilismo nas escolas, comprovada pelo facto de um aluno (?) com nove negativas poder transitar de ano, chegou o facilitismo às prisões.

O diploma que o Governo quer aprovar permite a colocação do recluso em regime aberto no exterior, mediante simples decisão administrativa do Director-Geral dos Serviços Prisionais.

Enfim, pergunto-me se não haveria maneira de simplificar mais as coisas. Tipo, deter o indivíduo, que é um criminoso por um qualquer motivo que lhe é certamente alheio, dar-lhe uma reprimenda das antigas, numa espécie de sermão, talvez um pequeno puxão de orelhas, sem exagerar por causa da Amnistia Internacional, e depois manda-lo à vida com duas palmadinhas no ombro.

Se o bandidola (encarar como um termo carinhoso) voltar a infringir as regras, sempre pode ficar uma tarde virado para a parede e uma semana sem tocar na consola de jogos.

Os castigos, claro, podem ir subindo de nível, mas nem pensar em enfiar o coitado numa cela pelo tempo a que foi condenado pelo tribunal. Não. Isso pode ser penalizador para a personalidade do ser reprimido. Pode mesmo afectar a sua reabilitação. É preciso dar muitas e muitas oportunidades. Novas oportunidades. As democracias modernas são assim.

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A Execução das Penas, segundo o Simplex