Vamos ver o lado belo da vida

Os Monty Python vão juntar-se, de novo, para preparar “Monty Python: Almost The Truth (The Lawyers`Cut)”, um documentário autobiográfico destinado a celebrar os 40 anos de estreia na televisão.

O documentário será dividido em seis capítulos e vai incluir entrevistas com John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin, incluindo várias declarações de Graham Chapman, que morreu em 1989. Para além do documentário, será também lançado em DVD o programa de estreia do grupo na BBC, em 1969, “Monty Python’s Flying Circus”.

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Fiéis depositários de um rude e tradicional humor britânico, o grupo fez história na televisão e no cinema. Não é humor para todos. Não há rábulas simples ou piadas físicas, como quedas despropositadas em jeito dos brilhantes programas de apanhados em que algumas pessoas encontram piada nas desgraças alheias.

Monty Python usavam o sarcasmo, a ironia pura e dura, a roçar o cinismo. Detentores de um apurado sentido negro da sociedade, mostraram nas suas histórias as contradições dos mais significativos agentes sociais, desde os políticos até à igreja, passando pelo simples e comum cidadão, também ele um imenso mar de contradições, apesar de, no dia-a-dia, refilar contra tudo e contra todos.

Em “A vida de Bryan”, um homem confundido pelo povo como sendo “o Messias”, Brian, claro, acaba crucificado ao lado de outros criminosos. Nem percebeu como está ali mas, ao lado, os seus companheiros de infortúnio não lhe dão descanso e incitam-no a ver “o lado belo da vida”. Nunca percebi porque é que as televisões não o exibem na quadra pascal.

Ninguém escapou aos Monty Python, nem os próprios Monty Python. Hoje têm uma legião de seguidores em todo o mundo e grande parte do humor dos nossos dias vai beber às fórmulas e ao estilo do grupo.

Pergunto-me como seriam se os Monty Python fizessem humor no Portugal dos nossos dias…

Também publicado em aventar.eu

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