Sim, eu quero!

Alguns jornais deste sábado, como o Sol e o Correio da Manhã, abordam a alegada existência de pressões do ministro da Justiça e do primeiro-ministro, por via indirecta e através do presidente do Eurojust, sobre os magistrados do caso Freeport.

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Lopes da Mota, garante o Sol, terá manifestado “apreensões do primeiro-ministro em relação a esta investigação” e falado de “represálias”, no tal encontro que manteve com os dois magistrados, no mesmo dia em que terá mantido uma conversa com Alberto Costa. O ministro reagiu. À Lusa disse que o Governo não faz pressões sobre magistrados.

Que o caso é preocupante acho que ninguém tem dúvidas. Que o panorama tem tendência a piorar também não.

Posso estar a ser inocente (até parece que já ouço alguém a apelidar-me, com sorriso trocista, de otário) mas ainda quero acreditar que tudo isto terá uma explicação razoável. Que tudo não passou de uma série de circunstâncias desagradáveis e que, não tarda nada, os esclarecimentos serão transmitidos e inabaláveis de tão evidentes. Que a “campanha negra” foi apenas um momento mau. Que o Freeport é só um centro comercial. Que não há ou houve pressões e que o debate político em Portugal se faz de forma séria. Quero acreditar que o chefe do Governo não apresentou processos judiciais a jornalistas por textos de opinião. Por fim, espero até que o que é ou não uma pressão seja esclarecido.

O Conselho Superior do Ministério Público vai abrir um inquérito às alegadas pressões. Quero acreditar que os seus resultados serão claros na sua não existência.

Publicado ainda em aventar.eu

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