História de Aristides de Sousa Mendes chega ao cinema

Desde que Steven Spielberg fez "A lista de Schindler" que lhe chamam "o Schindler português". Na realidade, o industrial alemão deveria ser classificado como "o Sousa Mendes alemão". Se a história conta que Schindler salvou mais de mil judeus, Aristides de Sousa Mendes foi responsável por salvar as vidas de 30 mil judeus, ao desobedecer à regra salazarista de não serem passados vistos a refugiados.

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A vida dele dava um filme e, ao que tudo indica, vai dar mesmo. Chama-se "O Cônsul de Bordéus" o filme que Francisco Manso e João Correa vão rodar a partir de 28 de Abril.

O produtor ainda não escolheu o actor que interpretará o diplomata português que resgatou tantas vidas ao holocausto mas já sabe que vai fazer uma biografia ficcionada, com romance. O projecto tem um orçamento de cerca de três milhões de euros da Take 2000, contando com apoios do Instituto do Cinema e Audiovisual, RTP e Instituto de Cinema e Artes Audiovisuais de Espanha. Esta é uma co-produção portuguesa, espanhola e belga, estando em negociações a parceria com o Brasil.

João Correa, cineasta português radicado em Bruxelas há 46 anos, está a investigar a vida de Sousa Mendes desde há dez anos. O argumento é de João Nunes e António Torrado.

A rodagem passa por Bordéus, França, local dos acontecimentos de 1940, na II Guerra Mundial, Norte de Portugal, Lisboa e Brasil (Manaus). Deve durar cerca de oito semanas. A película chega às salas no fim do ano.

Esperemos que o filme seja bom. Sousa Mendes merece.

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História de Aristides de Sousa Mendes chega ao cinema