O tempo de “a televisão mostra, a rádio conta e o jornal explica” já acabou e não volta mais

Nos seus 19 anos, o jornal Público aborda o presente e, sobretudo, o futuro do jornalismo. Da imprensa, claro, mas de toda a comunicação social. Embora não seja uma questão nova, é um debate que, por certo, não irá conhecer conclusões ou respostas em breve. Se algum dia as conhecer.

O tempo em que ensinavam nas escolas de jornalismo que “a televisão mostra, a rádio conta e o jornal explica” já acabou e não voltará. Para já, são os jornais a terem de liderar o debate sobre o seu futuro e o do jornalismo. Em breve esse será também uma preocupação das televisões.

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Se toda a sociedade e economia foi, continua e continuará a ser afectada pelo desenvolvimento tecnológico permanente, o sector da comunicação foi, continua e continuará a ser um dos mais atingidos. E com ele toda a sociedade, que não pode viver, cada vez menos, sem informação, sem conhecimento.

Não deixa de ser curioso verificar que o debate em torno do futuro da comunicação e da qualidade do jornalismo não está, acima de tudo, nas redacções, existe com maior relevo (onde mais?) na internet, em sites e blogues mais ou menos especializados. Na mesma rede que obriga à necessidade desse debate, na mesma plataforma que serve ainda de fonte de informação para os jornalistas, que é utilizada para receber elementos informativos, realizar entrevistas (quando os entrevistados só estão disponíveis ou aceitam responder por correio electrónico), chegar mais cedo, mais rápido e com mais detalhe ao público consumidor de informação.

Os jornais, tal como existiam há 19 anos, quando o Público nasceu, não têm futuro. Este verá nascer e desenvolver-se organização informativas, jornalísticas e de comunicação. Entidades que vão oferecer todo o tipo de informação aos seus clientes – consumidores. Desde a escrita, ao vídeo, gráfica e áudio.

O tempo em que ensinavam nas escolas de jornalismo que “a televisão mostra, a rádio conta e o jornal explica” já acabou e não voltará. Para já, são os jornais a terem de liderar o debate sobre o seu futuro e o do jornalismo. Em breve esse será também uma preocupação das televisões.

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O tempo de “a televisão mostra, a rádio conta e o jornal explica” já acabou e não volta mais