Não brinquem com o Magalhães, valha-me Deus…!

Primeiro comecei por estranhar, depois a ideia entranhou-se. Primeiro porque, vá lá saber-se as razões, tinha algumas reminiscências dos meus tempo do miúdo de usar e abusar do “é carnaval, ninguém leva a mal”. A frase servia para tudo, incluindo para justificar parvoíces ou frases atiradas a quem nos irritava. Depois porque percebi as razões.

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Esclareço que estou a falar do “caso do Carnaval 2009” que foi dado a conhecer esta tarde. Conta o Público, no serviço online, que o presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, foi surpreendido hoje, ao início da tarde, com um fax do Ministério Público “no qual era dado um prazo à autarquia para retirar o conteúdo sobre o computador Magalhães, que fazia parte do "Monumento", e onde apareciam mulheres nuas no ecrã do portátil”. Surpreendia-se o autarca por, pela primeira vez após o 25 de Abril ter “um acto de censura aos conteúdos do Carnaval de Torres”.

Por mim, acho bem. O Magalhães é ou não um computador? É. Pode ter ligação à Internet? Pode. Onde é que já se viu ter fotografias de mulheres nuas no ecrã de um computador? Em lado nenhum, como é evidente. Não há isso de pornografia na internet, que diabo. Mulheres peladas num equipamento que é de estudo dos petizes? Isso é lá possível? Então se não é possível, porque haverá quem pense em fazer paródias com isso…, valha-me Deus.

Estou mesmo a ver que querem contaminar a cabeça dos mais novos. Começar a perturbar as mentes da miudagem não é boa ideia. Não tarda nada e estão a fazer perguntas incómodas aos pais. E eles não querem isso. Esta coisa da educação sexual nas escolas que a JS propôs terá a ver com a ideia lá de Torres Vedras? Se calhar…

E quanto ao Magalhães, porque é que andam a tentar prejudicar a lancheirazita? Porque o sr. Chavez da Venezuela gostou? E há uns sacanas que não gostam do sr. Chavez? Há tempos, ainda me recordo, fizeram umas acções de formação bem catitas para os professores. Foram horas bem agradáveis, com cantorias, jogos, coisas divertidas. Alguns professores mais atrevidos não gostaram e queixaram-se na internet e noutros locais mas aquilo até foi giro. E metia raparigas despidas? Claro que não. Então não se pode brincar sem malandrices? Pode pois.

Até dou umas sugestões. Por exemplo: que tal anular a tolerância de ponto dos senhores do ministério público, que devem ter muito que fazer, depois de aviarem esta matéria do Magalhães? Aposto que ele iam achar um piadão. Eu achava.

Outra sugestão ainda melhor: que tal tirar as moçoilas despidas do ecrã e coloca-las a desfilar no corso carnavalesco? Boa, não? Já vão em bikinis ou trajes menores? Sim, eu sei mas se forem nuas é muito mais giro. E poupa-se nos adereços, que os tempos estão difíceis.

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Não brinquem com o Magalhães, valha-me Deus…!