RTP interrompida

A blogosfera ficou hoje agitada pela interrupção, a dois minutos do final, do FC Porto – Rio Ave de ontem. O Sinaleiro da Areosa falou do assunto. O Blasfémias acompanhou. Houve mais mas fico-me por estes.

O resultado estava em 2-1 e os dragões marcaram um golo nos últimos instantes da partida. Um golo que já não foi visto pelos espectadores da RTP. Pelos vistos uma avaria técnica no carro de exteriores impediu a transmissão dos últimos minutos. Uma avaria cuja gravidade foi de tal ordem que terá levado a que só cerca de 20 minutos depois, após cinco de publicidade, e 15 de Telejornal, houvesse explicação para tão abrupto corte de transmissão. Um tímido pedido de desculpas e a coisa ficou despachada. Aliás, já deve ter sido uma maçada estar com estas explicações.

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O comportamento da RTP não foi apenas grave para com os adeptos do FC Porto ou do Rio Ave. Foi grave para com todos os espectadores, curiosamente aqueles que colaboram para que a RTP pague salários, o prof. Marcelo, o Dr. Vitorino e compre jogos de futebol.

E raios me partam se não foram os superdragões os responsáveis pela malvadez.

Estão a imaginar a quantidade de gente que esteve quase meia-hora a roer as unhas, sem saber se alguma coisa grave tinha acontecido no Dragão, tipo uma invasão de extra-terrestres? Ou uma andorinha tinha batido no 10º piso da Torre das Antas? E se o Eros Porto tinha feito um prolongamento no estádio e a Igreja pedira censura a neste evento? E se o Rio Ave tinha empatado? E se tinha ocorrido um problema técnico? Pois, foi isto mesmo que aconteceu. E raios me partam se não foram os superdragões os responsáveis pela malvadez.

A RTP, no entanto, não valorizou o incidente do corte de transmissão. Havia outras coisas a fazer, bem mais importantes. Entre elas estava a necessidade premente de noticiar os novos episódios da novela sobre o corte de trânsito na fundamental Ribeira das Naus e no Terreiro do Paço. A novela começou na quinta-feira, prolongou-se pelo fim-de-semana, teve o apogeu hoje e aposto que não acaba aqui.

Pela manhã ouvi o pivot da TSF dizer que por aquela rua passam cinco mil carros dia. Não quis acreditar. Cinco mil? Não podia ser! Das duas, uma: Ouvi mal (o que é possível); O jornalista enganou-se (também é possível). Então por ali passam cinco mil carritos e faz-se este escareceu todo? Então ali não é o centro nevrálgico do mundo? E eu a pensar que todo Portugal estava dependente daquela importante artéria.

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