Quando Nova Iorque chorou pelo futebol americano

Largos milhões de norte-americanos juntam-se, em breve, em frente à televisão para assistir ao programa anual de maior audiência, a Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano.

Confesso que não gosto do jogo, nem sequer o percebo bem. Não entendo qual o motivo de festejar, de forma efusiva, a obtenção de um lançamento uns simples metros à frente de onde a bola (ou o ovo) estava à minutos atrás. Mas aceito que haja uma enormidade de gente que adora a coisa.

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A transmissão televisiva é um tormento, com interrupções permanentes para publicidade, paga a peso de ouro. A NBC, que transmite o jogo, este ano, garantiu receitas de publicidade de mais de 250 milhões de dólares.

Quis o destino que estivesse em Nova Iorque em Janeiro de 2001. Nessa altura os New York Giants regressaram à final do campeonato dez anos depois da última presença. A cidade parou a partir do meio da tarde. A cidade que nunca dorme, ficou acordada mas em estado de latência durante umas horas. Os nova-iorquinos foram para casa, para os bares ou para as festas de associações, preparadas para o grande evento.

Nós fomos para o Hotel. Preparamo-nos para seguir a partida, mesmo sem perceber as regras ou os rudimentos básicos do jogo. Não resistimos ao primeiro quarto de hora. O cansaço de muitas horas a percorrer a cidade tomou conta de nós e adormecemos. Aquilo era chato! Quando acordamos, a partida estava no fim. Os Giants tinham perdido. Fomos para a rua, à procura de jantar, e Nova Iorque estava silenciosa e triste. Foi o primeiro choro de 2001. O segundo veio meses depois e foi bem pior.

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Quando Nova Iorque chorou pelo futebol americano