As Aventuras de Tintin – O Segredo do Licorne: bom mas sem deslumbrar

Muito haveria a dizer sobre As Aventuras de Tintin – O Segredo do Licorne mas como agora não tenho tempo fica apenas a certeza de que se não é um filme que deslumbre e se é verdade que Steve Spielberg já fez melhor, este não deslustra o percurso do cineasta nem seque o da famosa personagem.

Um bom filme, ainda melhor entretenimento e tecnicamente brilhante.

A Odisseia no Espaço do Major Tom

Obrigado Andrew Kolb.

Não te conheço, pá, mas fiquei a saber que fizeste um livro de ilustrações contando a história do “Major Tom” que todos nós sonhamos ser, quando éramos uns pirralhos e julgávamos que iríamos mudar o mundo.

Tiveste a coragem de pegar numa canção mítica, simples e tão complexa, e contar em imagens aquilo por que passou o astronauta Major Tom na sua viagem para o espaço. Parece que as palavras cantada por David Bowie, em 1969, ganharam nova dimensão.

A canção foi editada em single em 1969, inspirada no filme “2001: Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick. Conta-nos a aventura trágica do astronauta, que acaba por perdendo o contacto com a Terra.

Andrew Kolb desenhou uma imagem para cada frase da letra.

An Oddity of Space animation – illustrated by Andrew Kolb from Simon Victor on Vimeo.

Os ‘coitadinhos’ dos ‘revoltados’ são umas bestas

Dizem que tudo começou porque uns malvados de uns polícias mataram um cidadão. Depois uns jovens revoltados contra o tal assassinato e, por certo, incomodados com o rumo que a sociedade leva vieram para a rua numa “manifestação pacífica”. Mas os polícias maus também foram a esse protesto civilizado e houve confrontos.

Os tais jovens, uns idealistas, pacifistas, mas revoltados por uma sociedade opressora desataram a arremessar pedras e explosivos contra os maus, queimaram estabelecimentos comerciais e casas onde moram pessoas, por certo agentes infiltrados de um qualquer poder instalado, apenas para se aquecerem, que as noites de Londres andam frias, e roubaram tudo o que puderem. Aliás, não roubaram, retiraram aquilo que legitimamente lhes pertence e lhes tinha sido retirado por outros elementos de uma ditadura espartana.

Dan Istitene/Getty Images

Depois há outras pessoas com interrogações. Será que esta alienação da juventude, pela sociedade em que vivemos e tal coisa, não poderia manifestar-se de forma mais, sei lá, civilizada? Os coitados dos deserdados, vítimas de uma política de direita sem preocupações sociais não poderão protestar sem destruir e roubar o que é dos outros?

Um polícia, mau, já se sabe, “assassinou” um cidadão e a resposta é incendiar, destruir, pilhar, roubar? É uma reacção às desigualdades, às injustiças? Digam isso a quem viu as casas e negócios queimados e a quem pode ter perdido o emprego graças à ‘revolta’ dos ‘desgraçados’.

Será que todas as loucuras que se cometem em nome de um combate às injustiças sociais têm desculpa? Ou será tudo isto ganha relevância num par de calças?

Peter Macdiarmid / Getty Images

Poderia ter sido um protesto mas num instante passou a vandalismo. E o vandalismo não tem ideologia.

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