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Oscars… ei-los

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Mais uma vez, e mais uma vez para contrariar a perde de audiências, a Academia de Hollywood mexeu no formato da apresentação dos Oscars. A edição 82 é na próxima madrugada. E deve ser uma cerimónia mais rápida, mais curta e mais divertida, com a principal missão de atrair os espectadores mais jovens.

Foram eliminados os números em que são interpretadas as canções candidatas ao Oscar da categoria e as entregas de estatuetas honorárias. Os premiados deste ano, a actriz Lauren Bacall, o realizador e produtor Roger Corman, o director de fotografia Gordon Willis e o produtor John Calley, já receberam os seus troféus de homenagem numa cerimónia especial, em Novembro.

Outra novidade é que há dez filmes a concorrer ao Oscar de Melhor Filme, o que permitiu a Up – Altamente, da Pixar/Disney, ser a primeira longa-metragem de animação a entrar na corrida. Mas o verdadeiro confronto será entre Avatar e Estado de Guerra, os dois principais candidatos ao prémio de Melhor Filme.

A cerimónia tem dois apresentadores, Steve Martin e Alec Baldwin, o que sucede apenas pela terceira vez.

Nomeações sem surpresas e um vencedor certo

2, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

Quem estava à espera de surpresas nas nomeações para os Oscars ficou surpreendido. Nada. Bom, talvez a indicação An Education na corrida para melhor filme, este ano com dez nomeados, algo que já não acontecia desde os anos 30.

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De resto, o esperado. Avatar, Up in the air e The hurt locker surgem como os principais candidatos na noite (madrugada em Portugal) de 7 de Março.

Up in the air (Nas nuvens) surge como um dos mais nomeados, a seis prémios sendo que todos nas principais categorias, filme, realizador, actor, actrizes secundárias e argumento adaptado, a par de Precious.

Avatar tem nove nomeações, já esperadas. Para melhor filme e realizador, claro, além das categorias técnicas. Inglourious Basterds, de Quentin Tarantino, é outros dos filmes em destaque, incluindo melhor filme, realizador, argumento original e actor secundário. Também The hurt locker (Estado de guerra) surge em destaque, com indicações para melhor filme, realizador, actor e argumento, num total de nove candidaturas.

Feitas as contas há muito por decidir. As entregas de prémios até agora realizadas estão longe de permitir sinais claros. Neste momento, a cerca de uma mês e uma semana da festa, há apenas um vencedor certo. Christopher Waltz (na imagem) deve receber a estatueta de melhor actor secundário pelo seu extraordinário Hans Lada em Inglourious Basterds. Se não ganhar, isso sim, será uma surpresa.

Avatar, um prodígio para os olhos com uma história fraca

“Avatar” é um bom filme. Começa por ser um prodígio visual. É das mais impressionantes e belas coisas que o cinema já construiu. Só por isso, já vale a pena o preço do bilhete. Onde falha é na história. Simples mas fraquinha, cheia de clichés e ideias feitas. Mas, sejamos realistas, “Avatar” não existe por causa da história, que não passa de artifício, um veículo para os belos delírios visuais de um realizador que mostrou querer entrar para a história da sétima arte.

Francis Ford Coppola entrou na história do cinema na década de 70, dirigindo filmes que vão ficar no patamar da glória da sétima arte. Para ele, o cinema e a magia estavam associados de uma forma muito próxima. “As primeiras pessoas que fizeram filmes eram mágicos”, disse. As imagens em movimento eram, no final do século XIX, encaradas como magia. Para muitos, hoje, o cinema continua a ser pura magia. Para esses, entre os quais me incluo, James Cameron é um excelente mágico.

Avatar

Recuando ainda um pouco, a outra era faceta desta arte, recordo um dos criadores da Nouvelle Vague do cinema francês. Jean Luc Goddard apresentou há mais de vinte anos o que ainda hoje é uma premissa com grande fundo de verdade: “É uma pena que o cinema francês não tenha dinheiro e é uma pena que o cinema americano não tenha ideias”.

Em “Avatar”, que se deve tornar em breve o filme com melhor receita de bilheteira de sempre, houve dinheiro e houve ideias, muitas ideias. Não houve foi história para encher as ideias.

James Cameron sonhou com “Avatar” ao longo de 14 anos longos anos. Teve tempo para tudo. Para criar toda a sua magia, limar as ideias da maquinaria bélica, estabelecer as linhas detalhadas de um magnífico planeta, da fauna e da flora e, sobretudo, para deixar a tecnologia desenvolver-se a ponto de estarem reunidas as condições que considerava necessárias para realizar a película que imaginou. Não teve tempo apenas para construir uma história melhor.

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