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Artigos com Etiquetas ‘Internet’

O Estado da Internet em 2009

3, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

 

Infografia da revista Focus

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Assim funcionam os sites…

1, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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Um grande LOL para todos vós

19, Janeiro, 2010 José Freitas 1 comentário

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A chamada telefónica estava a meio. Um dos interlocutores, ao meu lado, percebendo que tinha acabado de dizer um disparate no meio da conversa, sorri e diz “LOL”. Uma simples palavra, dirigida a quem estava do outro lado da comunicação. LOL. Assim mesmo, em voz alta. Como se estivesse a comunicar através de programas de mensagens instantâneas na Internet ou através de SMS.

O “LOL”, assim dito, tornou-se estranho. Todos aqueles que utilizam as ditas aplicações num ou noutro momento já utilizaram o LOL (do inglês ‘Laughing Out Loud’, que se pode traduzir por ‘rir às gargalhadas’). Mas assim, de viva voz, soa estranho. Perante a reacção de estranheza dos colegas, vem a explicação: “Sou jovem…”.

Como se todos os jovens falassem assim, pensei mais tarde. Não falam, mas não andam longe. Mais hoje que no passado, usa-se e abusa-se das abreviaturas. É a lei do mínimo esforço. Mesmo que algumas delas não façam sentido. Para dizerem ‘porque’ escrevem ‘pk’, quando poderiam escrever ‘pq’. O ‘que’ vê-se transformado num espantoso ‘k’ e não num simples ‘q’. É uma letrinha apenas, na mesma, então pk – perdão, porquê -, esta mudança? Para já não falar dos imensos ‘x’ que encontramos nestas trocas de mensagens. Algumas são tão fechadas no seu significado que os não iniciados nestas técnicas ficam à nora, sem perceber patavina do que lá está.

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O Porto é “cool” e até tem uns “spots”

31, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Todos sabem aquela história de que muitas vezes sabemos mais sobre o que se passa do outro lado do mundo do que aquilo que acontece à nossa porta. Pois, acabei de descobrir que se passou isso mesmo comigo.

Diz-me a agência Lusa que o “site O Porto Cool, um guia de estilo urbano on-line”, está a organizar uma votação para os leitores escolherem os locais mais interessantes da cidade portuense, entre lojas, restaurantes e bares. Confesso que não ligo nenhum ao concurso, ou melhor a este género de concursos. O que gostei foi de saber que há um site chamado O Porto Cool e cuja finalidade é ser “um guia de estilo urbano on-line”.

A ideia do concurso nem sequer tem a ver com locais ou estabelecimentos, tem a ver, indica o site, com os “spots mais cool”. Os anglicismos, convenhamos, até nem ficam mal, tratando-se de coisa para malta jovem, que está mais que habituada à lingua cantada por Joss Stone. Além do mais, se há povo com quem o Porto tem profundas relações históricas é com o Inglês.

Enfim, gostei de saber que O Porto Cool existe. Já ganhei o dia.

Os chico-espertos voltaram a atacar

5, Novembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Há uns meses o assunto foi falado. A reacção negativa de muitos sectores levou os paladinos detentores da moral legalista a enfiar a viola no saco. Agora, como quem não quer a coisa, pela calada e de forma até algo envergonhada, o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu chegaram a um acordo para que as autoridades administrativas dos Estados-membros poderem cortar o acesso à Internet aos utilizadores que façam downloads de ficheiros protegidos por direitos de autor sem uma ordem judicial prévia. Sem ordem judicial, reforço.

O centro da questão é mesmo este. É claro que quem efectua downloads piratas comete uma ilegalidade e pode ser punido por isso. A questão é não ser necessária a intervenção do poder judicial. Basta um fulano sentado a uma secretária assinar um papel e pronto, está feito. Não sei se haverá muitas infracções punidas assim, de forma tão leviana.

Isto não acontece por acaso. É fruto das pressões dos detentores económicos dos direitos, sobretudo editoras musicais, que ainda não perceberam como reagir ao fenómeno da Internet.

Há uns dias, um estudo, mais um, veio confirmar que os “piratas” compram mais música que os não “piratas”. Esta é uma certeza que tem anos. Os génios que administram o mundo da edição musical é que ainda não perceberam isto. Ou não querem perceber.

Não me interpretem mal. Não defendo os piratas. Mas também não defendo os administradores e gestores das empresas editoras que se aproveitam da criatividade de outros para ganhar mais dinheiro com as suas criações do que os próprios criadores.

“Screensaver” é a palavra mais perigosa nas pesquisas

Faz buscas na Internet? Claro que faz. Todos fazemos. Ora, aqui vão algumas recomendações ao faze-lo. Fique a saber que as palavras e expressões mais perigosas de pesquisar na Internet estão definidas. Bom, em concreto o perigo não está em busca mas sim nos resultados.

Está à espera que a palavras mais perigosa seja “sexo”? Claro que estava. Mas não é. A mais perigosa, atendendo ao estudo da McAfee é “screensavers”. Com um risco de 59 por cento. Quem diria. E a segunda? Sexo? Não!

Tudo o que inclua a palavra “free” (grátis) tem um risco mais de exposição a aplicativos maliciosos e sites fraudulentos. O mesmo acontece em sites a que se chega com a palavra “lyrics” (letras de músicas).

O estudo teve por base as 2658 palavras e expressões mais utilizadas em pesquisas através de mais de 413 mil endereços de internet.

Também em Aventar.

A estória da internet

Não. Não é um erro. É mesmo estória. A estória por contar da Internet, numa linha do tempo, até 2003.

Uma perspectiva divertida. VER

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O passarinho está em todo o lado

Está em todo o lado. Não se consegue evitar. O Twitter, esse passarinho, chegou há três anos (21 de Março de 2006) de mansinho e a piar baixinho. Aos poucos foi conquistando mais utilizadores para o seu ninho. O grande momento chegou o ano passado, com personalidades dos espectáculos e da política, com Obama à cabeça, a criar o seu próprio espaço na rede social.

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A coisa foi espalhando por todo o lado. Os jornalistas acharam piada e isso foi meio caminho andado para toda a gente ficar a saber da existência deste serviço, num sinal de que a comunicação social tradicional ainda tem um certo peso. Foram milhares de notícias, reportagens, apontamentos permanentes, em grandes e pequenos jornais e revistas e televisões e rádios e em todo o lado. O fenómeno estava criado. Espalhou-se como um vírus pelos blogues e sites sociais.

De repente toda a gente sabia que o Twitter existia, mesmo que não fizessem ideia (e muitos ainda não fazem) do que é ou para que serve. Num ano cresceu 1400 por cento, muito acima de qualquer outra rede social na internet. Não sei se é apenas uma moda ou uma tendência que veio para ficar. Pelo menos durante algum tempo, porque o “veio para ficar” no reino da Internet é sempre algo muito pouco perene.

A Twittermania está em todo o lado e Portugal não foi excepção. Os lusitanos aderiram de tal forma que o passarinho tem hoje uma larga coutada de portugueses por lá instalados. Portugal está entre os países em que mais aderentes se registaram nos últimos meses, li há dia no Twitter Blog, um dos blogues criados para informar e opinar sobre o serviço, que apenas agora começa a chegar ao ponto em que parece procurar, e encontrar, fontes de financiamento.

Cheguei ao Twitter, com a minha primeira conta, há mais de um ano. Não percebi a razão de ter algo online onde dizer a quem me seguisse – a fórmula social do Twitter é comunicar com os nossos seguidores e quem nós seguimos -, no limite de 140 caracteres, onde estava e o que estava a fazer. Para isso, pensava, havia o correio electrónico, as SMSs, a própria conversa normal cara a cara ou voz a voz, por telefone. Para quê mandar piadelas? Para quem mandar piadelas? Deixei cair a conta.

Abri uma nova há uns meses atrás. Foi levado pela onda, claro. Mas também porque finalmente havia mais pessoas a poder seguir as coisinhas que por lá vou dizendo. É claro que podem não ligar patavina ao que ando a dizer, mas pelo menos digo. Desabafo. Alerto. No futuro sempre posso gritar: “Eu avisei. No Twitter. Não estiveram atentos? Quem não leu, que tivesse lido. Que me seguisse no passarinho”. E fica tudo dito. Assim, quem não estava lá terá de enfiar o rabinho entre as pernas.

Hoje, o Twitter é mais que um “onde estou” e “o que estou a fazer”. É fonte de informação, é uma troca de ideias e conversas, sem ser um ‘chat’, é uma troca de links, é rápido e até dá para pedir hambúrgueres, como no caso da jornalista Alberta Marques Fernandes.

Acima de tudo, como li há dias, é um bar. Mas também neste estabelecimento é preciso beber com moderação e conversar com respeito pelos parceiros de falatório.

Agora vão lá, à vossa vida, mandar umas piadelas.

P.S. A propósito da Twittermania, a equipa do programa de humor Supernews, dos EUA, lançou um excelente filme de animação sobre o excesso de piadelas. Vale bem a pena. Depois não digam que não avisei.

A Internet, como a sociedade, ainda é machista

Uma velha máxima diz, de forma adequada, que “um homem não se mede aos palmos”. Está bom de ver que a frase pretende, desta maneira politicamente correcta, dizer que um homem não se mede pelo pénis de que dispõe.

Acho bem. Mas também acharia bem que por um acto de bravura um indivíduo não levasse logo com uma frase elogiosa do tipo “é preciso ter uns tomates do caneco!”. Neste contexto o que dizer a uma mulher cuja coragem é amplamente reconhecida? “Tens uns ovários do tamanho da Torre Eiffel”?, ou “Tens uns ovários do caralho!”? Pior ainda, a máxima é sexista e, portanto, fica excluída qualquer possibilidade das mulheres serem capazes de gestos de audácia.

Bom, como há, em todo o mundo, uma enormidade de gente que não faz nada na vida têm de se entreter com qualquer coisinha. Como o Twitter é a mais recente moda na Internet, algumas pessoas na Holanda decidiram fazer um site para medir o ‘tamanho do pénis’ twitteriano de quem o quiser saber. Aqui o tamanho mede-se, está bom de ver, pelo número de seguidores de cada utilizar do Twitter. Quantos mais seguidores, maior o pénis.

Portanto, pode ver o tamanho do pénis de Obama, do Nuno Markl, do actor Stephen Fry, entre muitos outros.

No entanto, também aqui encontramos uma visão sexista da coisa. Porque é que os twitters dos utilizadores femininos têm de ser analisados segundo o tamanho do órgão genital masculino? Porque as mulheres que twittam só podem ser como gajos e só não o são em concreto por um desvio da natureza? Porque ficava mal mostrar uma vagina cada vez maior conforme fosse crescendo o número de seguidores de uma senhora?

A Internet, como a sociedade, ainda é machista.

Se os browser fossem uma mulher…

Se os browser (navegadores) de Internet fossem uma mulher… AQUI

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O tempo de “a televisão mostra, a rádio conta e o jornal explica” já acabou e não volta mais

Nos seus 19 anos, o jornal Público aborda o presente e, sobretudo, o futuro do jornalismo. Da imprensa, claro, mas de toda a comunicação social. Embora não seja uma questão nova, é um debate que, por certo, não irá conhecer conclusões ou respostas em breve. Se algum dia as conhecer.

O tempo em que ensinavam nas escolas de jornalismo que “a televisão mostra, a rádio conta e o jornal explica” já acabou e não voltará. Para já, são os jornais a terem de liderar o debate sobre o seu futuro e o do jornalismo. Em breve esse será também uma preocupação das televisões.

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Se toda a sociedade e economia foi, continua e continuará a ser afectada pelo desenvolvimento tecnológico permanente, o sector da comunicação foi, continua e continuará a ser um dos mais atingidos. E com ele toda a sociedade, que não pode viver, cada vez menos, sem informação, sem conhecimento.

Não deixa de ser curioso verificar que o debate em torno do futuro da comunicação e da qualidade do jornalismo não está, acima de tudo, nas redacções, existe com maior relevo (onde mais?) na internet, em sites e blogues mais ou menos especializados. Na mesma rede que obriga à necessidade desse debate, na mesma plataforma que serve ainda de fonte de informação para os jornalistas, que é utilizada para receber elementos informativos, realizar entrevistas (quando os entrevistados só estão disponíveis ou aceitam responder por correio electrónico), chegar mais cedo, mais rápido e com mais detalhe ao público consumidor de informação.

Os jornais, tal como existiam há 19 anos, quando o Público nasceu, não têm futuro. Este verá nascer e desenvolver-se organização informativas, jornalísticas e de comunicação. Entidades que vão oferecer todo o tipo de informação aos seus clientes – consumidores. Desde a escrita, ao vídeo, gráfica e áudio.

O tempo em que ensinavam nas escolas de jornalismo que “a televisão mostra, a rádio conta e o jornal explica” já acabou e não voltará. Para já, são os jornais a terem de liderar o debate sobre o seu futuro e o do jornalismo. Em breve esse será também uma preocupação das televisões.

A prostituição intelectual

Já se vendiam teses de licenciatura e trabalhos académicos sobre os mais diversos temas utilizando a internet. Um recurso simples, rápido, prático e, creio, relativamente barato para estudantes mais ocupados com outras actividades que não o estudo. Ou mais preguiçosos. Ou pouco dados às actividades lectivas. Ou outra coisa qualquer que não dedicarem-se a estudar.

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Agora, contou o Expresso, há uma empresa francesa que aceita realizar os trabalhos de casa de alunos a troco de dinheiro. Admito que não seja novidade mas esta empresa não tem problemas em promover o serviço que presta em busca de mais clientes. Faz tudo às claras, através da Internet. Assim é que é. Aposto até que pagam os devidos impostos e passam facturas e recibos.

A verba não é sequer muito elevada. Uma circunstância que diz bem do valor que a entidade prestadora tem pelos serviços que executa. Mostra ainda a pouco auto-estima daqueles que pagam pelo TPC. Já agora uma sugestão: para premiar os melhores clientes, porque não criar um cartão específico que permita acumular pontos, que podem mais tarde reverter em TPCs?

Pode ser encarado como uma espécie de prostituição intelectual. E com direito a anúncios e a garantidas de discrição.

A escola, não apenas em Portugal mas em todo o mundo, está cada vez mais fácil. A exigência é cada vez menor, o rigor é quase nulo, aprende-se menos e mal. Facilitismo parece ser uma das palavras mais adequadas para descrever os sistemas de educação. Não é de hoje. A geração dos que têm hoje 40 anos teve a vida mais fácil que a geração dos cinquentenários. A geração dos trintões também foi menos aplicada que a dos quarentões. O tempo da exigência e do rigor, salvo raras e muito honrosas excepções, está ultrapassado pela era dos resultados. Não é necessário que os alunos saibam, basta que empinem a matéria para que os testes ou exames lhes corram bem e ajudem as estatísticas. Para quê aprender se está tudo na internet?

Nem pensar em chumbar – agora chama-se ‘retenção’ – alunos que não adquirem os conhecimentos essenciais. Por um lado, pode estigmatizar os pobres dos alunos. Depois, fica mal nos quadros das estatísticas. Logo, quanto menor for a dimensão da fatia vermelha no gráfico redondinho melhor. Façam-se, pois, inúmeras aulas especiais de recuperação, testes de recurso, dê-se um sem número de oportunidades daquele ignorante, preguiçoso, gazeteiro e incapaz poder passar de ano. Vamos fazer um esforço por quem não está nada interessado em esforçar-se. Tudo pelo bem das estatísticas.

O resultado será um conjunto significativo de inúteis num futuro bem próximo. Querem apostar que alguns deles ainda vão acabar em administradores de bancos? Ou, mais provavelmente, em ministros, secretários de Estado e deputados?

As moçoilas despidas e a tomatada de Ronaldo

20, Fevereiro, 2009 José Freitas 1 comentário

Já podemos respirar todos de novo. Afinal, o tribunal deu o dito por não dito e levantou a proibição do screenshot da internet, em concreto da busca do Google, com jovens moças em trajes menores ou até sem trajes. O que, recordo, até acho muito bem, tendo em conta a mania portuguesa de tentar festejar o Carnaval ao jeito do Brasil. Acho que muito boa gente ainda não percebeu que, nesta altura, o Verão está em pleno do outro lado do Atlântico e, por isso, os trajes menores até caem bem.

Assim sendo, o Carnaval de Torres Vedras pode decorrer em pleno e as imagens das moçoilas até vão combinar com a tomatada do boneco que simboliza o CR7. Este sempre esteve sossegado por parece que ninguém se sentiu ofendido.

A paz regressou!

Não brinquem com o Magalhães, valha-me Deus…!

19, Fevereiro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Primeiro comecei por estranhar, depois a ideia entranhou-se. Primeiro porque, vá lá saber-se as razões, tinha algumas reminiscências dos meus tempo do miúdo de usar e abusar do “é carnaval, ninguém leva a mal”. A frase servia para tudo, incluindo para justificar parvoíces ou frases atiradas a quem nos irritava. Depois porque percebi as razões.

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Esclareço que estou a falar do “caso do Carnaval 2009” que foi dado a conhecer esta tarde. Conta o Público, no serviço online, que o presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, foi surpreendido hoje, ao início da tarde, com um fax do Ministério Público “no qual era dado um prazo à autarquia para retirar o conteúdo sobre o computador Magalhães, que fazia parte do "Monumento", e onde apareciam mulheres nuas no ecrã do portátil”. Surpreendia-se o autarca por, pela primeira vez após o 25 de Abril ter “um acto de censura aos conteúdos do Carnaval de Torres”.

Por mim, acho bem. O Magalhães é ou não um computador? É. Pode ter ligação à Internet? Pode. Onde é que já se viu ter fotografias de mulheres nuas no ecrã de um computador? Em lado nenhum, como é evidente. Não há isso de pornografia na internet, que diabo. Mulheres peladas num equipamento que é de estudo dos petizes? Isso é lá possível? Então se não é possível, porque haverá quem pense em fazer paródias com isso…, valha-me Deus.

Estou mesmo a ver que querem contaminar a cabeça dos mais novos. Começar a perturbar as mentes da miudagem não é boa ideia. Não tarda nada e estão a fazer perguntas incómodas aos pais. E eles não querem isso. Esta coisa da educação sexual nas escolas que a JS propôs terá a ver com a ideia lá de Torres Vedras? Se calhar…

E quanto ao Magalhães, porque é que andam a tentar prejudicar a lancheirazita? Porque o sr. Chavez da Venezuela gostou? E há uns sacanas que não gostam do sr. Chavez? Há tempos, ainda me recordo, fizeram umas acções de formação bem catitas para os professores. Foram horas bem agradáveis, com cantorias, jogos, coisas divertidas. Alguns professores mais atrevidos não gostaram e queixaram-se na internet e noutros locais mas aquilo até foi giro. E metia raparigas despidas? Claro que não. Então não se pode brincar sem malandrices? Pode pois.

Até dou umas sugestões. Por exemplo: que tal anular a tolerância de ponto dos senhores do ministério público, que devem ter muito que fazer, depois de aviarem esta matéria do Magalhães? Aposto que ele iam achar um piadão. Eu achava.

Outra sugestão ainda melhor: que tal tirar as moçoilas despidas do ecrã e coloca-las a desfilar no corso carnavalesco? Boa, não? Já vão em bikinis ou trajes menores? Sim, eu sei mas se forem nuas é muito mais giro. E poupa-se nos adereços, que os tempos estão difíceis.

As pens estimuladoras

18, Fevereiro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Sim, sim, já sei que o dia dos namorados já passou e que estas coisas não se devem tratar na internet mas sim cara a cara. O problema é que todos nós conhecemos alguém que conhece outra pessoa que, por sua vez, tem uma amigo com um conhecido que tem problemas de relacionamento pessoal. Perceberam, não?

Ou são tímidos ou são acanhados ou outra coisa qualquer. E a Internet, que ouvi dizer ter solução para tudo, ou quase, sempre pode dar uma ajuda. Assim, com a ajuda do Mashable, aqui fica uma lista de alguns dos melhores sites (em inglês) para namorar.

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Os senhores e senhoras que organizam o Eros Porto tiveram, nos últimos dias, a amabilidade de me dar a conhecer a informação que o sexo cibernético está cada vez mais em voga. Contam-me que durante Eros Porto 09 “milhares de casais procuraram conhecer o novo chat room sexual, ao qual os parceiros poderão recorrer naqueles momentos em que se encontram a vários quilómetros de distância. Tudo para matar saudades!”. Pois.

Dizem bastar uma “simples ligação USB!” e o casal, cheio de saudades, pode “desfrutar de momentos de prazer”. Como é que a coisa funciona? Simples: “Um estimulador de clítoris e um estimulador de pénis, ambos ligados ao computador, são activados através do chat room, permitindo quebrar com as barreiras físicas”.

Afinal, aquela ideia de que uma pen assume um certo ar fálico tinha alguma razão de ser.

Os 25 melhores blogues, segundo a Time

17, Fevereiro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Todos os anos – os mais recentes claro, que isto da blogosfera não tem décadas -, a revista Time selecciona aqueles que considera ser os melhores blogues do ano. Aqueles a seguir com atenção. É uma escolha subjectiva, como todas as escolhas, e muito “american way” mas vale a pena dar uma olhada.

AQUI

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Google de olhos em bico (sim, já sei que é um cliché)

16, Fevereiro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

A Google é um das mais importantes e cada vez mais influentes empresas do mundo. O seu principal produto, em termos públicos, é o motor de busca que lhe dá nome. Alguns dados dizem que oito em cada dez pessoas utiliza o google para fazer buscas. Um triunfo da simplicidade e da rapidez.

Em dez anos, a empresa deixou a garagem onde foi fundada e passou a deter um império, com inúmeras ferramentas, o domínio da publicidade na Internet e várias aplicações. Em fase de lançamento universal do Chrome, o navegador de internet, a empresa quer apostar bem forte.

Em alguns países, o google não tem, no entanto, o mesmo peso. É o caso do Japão, daí o anúncio que foi preparado em específico para o mercado nipónico:

Bacano, não?

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Gosto de publicidade

2, Fevereiro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Gosto de publicidade. Em televisão, em jornais e em rádio. Para a Internet, menos. Ainda não houve muitos anúncios neste meio capazes de me atrair e chamar a atenção. É um meio mais complexo, reconheço.

Gosto da capacidade criativa de quem tem de transmitir uma ideia em poucos segundos, seja na rádio ou na televisão, ou num piscar de olhos, nos jornais. Numa imagem, numa frase ou num som.

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Os autores de anúncios e spots publicitários têm uma missão muito complicada. Também para eles a vida é difícil e exigente. Há que ‘vender’ um objecto, um serviço, uma ideia em muito pouco tempo – ou espaço. É essencial atrair a atenção de quem vê ou ouve. É uma arte. Como em todas as artes, há os bons artistas, os ‘mais ou menos’, os fraquinhos e os outros. Mas é uma arte diferente daquela que encontramos nos museus. Para essa, se quisermos, há algum tempo para apreciar, para digerir. Na publicidade, por norma, não. É tudo muito rápido.

Há que contar uma história ‘num instante’. Não é coisa banal, acreditem.

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As ricas-agora-menos-ricas-mulheres-ou-amantes-de-banqueiros-desesperadas têm um blogue

2, Fevereiro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

É por causa de coisas como a que aqui conto que aprendi a gostar de blogues. Pela força, dinamismo e relevância social e na comunidade que podem ter, permitindo uma voz, mais ou menos ampliada, a quem não teria muitas possibilidades de a ter. Mesmo que essa voz pareça algo – vá lá – ‘estranha’.

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Ainda não sei se a ‘coisa’ que me leva a isto tem ou não validade no mundo real ou não passa de uma acção de marketing. Não seria a primeira vez e não será a última que os blogues são utilizados em acções de promoção.

O jornal Sol conta, online, que “duas namoradas de  banqueiros de Wall Street, que sofreram com a crise e consequente recessão económica, resolveram criar um blogue onde se lamentam da vida que perderam quando as suas contas bancárias começaram a ficar mais pequenas”.

A notícia refere haver quem desconfie que o blogue é ‘falso’ e apenas uma forma de promover um livro ou um programa televisivo sobre o tema. O tempo dirá. Em todo o caso, não deixa de ser mais um exemplo de como a internet e os blogues mudaram uma parte significativa da sociedade.

Se assim não fosse, quem iria dedicar alguns minutos do seu tempo a tentar perceber como mudaram as vidas destas ‘ricas-agora-menos-ricas-mulheres-ou-amantes-de-banqueiros-desesperadas’?

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