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Arquivo da Categoria ‘Uncategorized’

Como contornar um problema

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- Está um lindo dia. Quero mesmo que vás lá para fora bricar.

Clay Bennett, Chattanooga Times Free Press

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Nada para além do factor humano

26, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

O primeiro gesto é para por colocar tudo numa bandeja. Cinzenta nas maior parte das vezes, mas já aconteceu encontrar de outras cores. Depois, não esquecer o telemóvel, as chaves, o casaco. Sim, é necessário tirar o cinto. Tem mesmo de ser. Humm, já agora tire também os sapatos, se faz favor. Assim fazemos. Todos. Eu e todos os outros. Passamos pelo pórtico, um de cada vez. Olhados ao pormenor, por um ou dois especialistas nestas coisas.

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Ultrapassar esta fase não significa que a componente segurança esteja resolvida. Se transportarmos uma mala podemos ser convidados a chegar ao lado. Um outro elemento da segurança, com luvas de látex pergunta-nos o que transportamos. Uma muda de roupa, afinal nunca se sabe se as malas vão chegar ao destino connosco e um homem prevenido vale por dois.

Abre a mala, coloca as mãos, mexe, verifica. Não encontrando nada de relevante, agradece. Pode seguir, boa viagem.

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Os pilotos da TAP vão para a greve, logo, a crise acabou

8, Setembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

O anúncio, feito de forma entusiasta, por Manuel Pinho há mais de um ano, foi prematuro. A crise não tinha acabado. Mas agora acabou. É o que garanto, de fonte segura: eu próprio.

Os pilotos da TAP agendaram uma greve, alegando um “descontentamento insustentável”. Uma classe de trabalhores muito bem remunerados, que laboram numa empresa cujo único accionista é o Estado português – empresa que foi salva e resalva pelos impostos que todos nós pagamos, incluindo os tais pilotos –, acaba de convocar uma greve.

Querem salários mais elevados. Todos queremos. Acontece que a empresa em causa tem dívidas muito elevadas e já teria fechado as portas não fosse subsidiada pelos portugueses. Com muito dinheiro.

Os pilotos da TAP são profissionais bem pagos, que não podem trabalhar horas a mais. Tem responsabilidades elevadas, claro, mas também as tem um motorista de autocarro e precisa de mais de três meses para ganhar aquilo que um piloto aufere em início de carreira.

Fazem greve porque podem. Quem, se calhar, deveria avançar para a greve, não pode. É a diferença.

Assim, só me resta uma conclusão: ânimo que a crise acabou.

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Quando os Simpsons mudam para Angola

Uma das mais famosas famílias do mundo acaba de ganhar mais um espaço em África. Obama? Não, não é a família do presidente dos EUA. É, sim, a família Simpson.

Consta que vão fazer as malas e rumar da nuclear Springfield para a menos poluída África, em concreto para  Angola, conta o jornal britânico Daily Mail.

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A agência de publicidade Executive Center decidiu encomendar uma promoção animada da família de Homer, Bart e companhia, alterando-os em termos de cor, indumentária e estilo, de forma a ficarem num registo africano.

O sofá está lá, tal como o comando da televisão. O quadro mostra agora uma cena de savana africana e o candeeiro deu lugar a um conjunto de som ao melhor nível do gosto africano.

Independentemente de tudo, e mesmo sabendo que é apenas uma campanha de promoção dinamizada por uma empresa, este é mais um claro sinal de que Angola está a ganhar crescente importância económica e um lugar de maior destaque no mercado mundial.

Tenho a certeza que os Simpsons não se mudariam, ainda que de forma provisória, se não fosse assim.

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Quem diria?

Pelos vistos, o Jornal Nacional da TVI é aquele que, entre os espaços de informação dos canais generalistas que vão para o ar às 20h, apresenta uma maior incidência de notícias favoráveis para o Governo, sendo também a informação com um maior peso de notícias desfavoráveis sobre o PSD. As conclusões são do relatório de regulação de 2008 da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). É o que diz o ionline.

Quem diria?

Com certeza que nos números em causa já foi retirado o jornal das sextas de Manuela Moura Guedes, porque nesse até a melhor proposta do Governo Sócrates passa a ser encarada como a pior malfeitoria.

O Grande Irmão sorri mais um bocadinho

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“Data e hora das chamadas ou da ligação à Internet, endereço de IP, nome e endereço do utilizador ou subscritor do serviço, localização de aparelhos móveis – são alguns dos dados que, a partir de amanhã (hoje, quarta-feira), os operadores de telecomunicações passam a ter de guardar durante um ano, para o caso de um juiz requerer a informação. De fora desta medida fica todo o conteúdo das comunicações, cuja retenção continua a ser proibida”, relata o Público.

Quase nada de novo. Continuamos a ser controlados. Cada vez mais. Continuamos à disposição dos senhores juízes e dos senhores das operadoras de comunicação. O que nos vale é que é tudo boa gente e de confiança. Tenho a certeza disso. Você não tem?

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Pela mão de Sagan

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Cheguei ao espaço pela mão de Carl Sagan. Era ele que aos sábados à tarde, se bem me recordo, me pegava na mão, me dizia para não ter medo e me transportava (tipo ‘beam up, Scooty’) para o seu e o meu Cosmos.

Como eu era um miúdo e ele uma pessoa crescida, limitava-me a olhar para ele esticando o pescoço o mais que podia, para escutar cada palavra dita lá no alto da sua sabedoria. Os sábados (se era mesmo aos sábados que a RTP transmitia Cosmos) eram os melhores dias das semanas.

Era nessa altura que partia à descoberta de novos mundos, de tudo aquilo que existia no nosso planeta, na nossa via láctea, na nossa galáxia, no nosso universo. Eram viagens fantásticas. Mas demasiado rápidas. Mal descolávamos já estávamos de regresso. Mas valiam todos os minutos que nelas aplicava.

Pouco tempo depois, o mesmo Carl Sagan estava ao meu lado a sussurrar as palavras dos seus livros. Li, de fio a pavio, mais de uma vez, ‘Cosmos’, ‘O cérebro de Broca’, ‘Os dragões do Edén’ e a ficção ‘Contacto’, onde me contava uma história acerca da descoberta de vida extraterrestre.

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“Traidor”: Onde o terrorismo é teatro

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“No xadrez, como na guerra, a chave para a vitória é a antecipação aos planos do oponente. Pensar duas jogadas à frente. A arte da guerra assimétrica, é mais provocar uma resposta do que infligir danos. Terrorismo é "teatro". Num teatro actua-se sempre para um público.”

“Traidor” está a meio e o líder de uma célula terrorista enuncia à personagem principal do filme, Omar, interpretado por Don Cheadle, todo o programa de qualquer movimento terrorista. Se não se souber, não existiu. Terrorismo é teatro e, portanto, tem de haver público. Este enunciado é simples e é conhecido de todos mas, volta e meia, alguém tem de o dizer.

“Traidor” é uma agradável surpresa. Estreado em Agosto do ano passado nos Estados Unidos, foi preciso esperar por Maio para chegar às salas nacionais. Chegou de forma suave, sem espalhafato, quase anónima, numa daquelas operações de distribuição sem cuidado e para despachar refugos, que em nada ajudam um filme a ganhar público. Aliás, que em nada ajudam as salas de cinema a ter mais frequentadores.

Terceiro filme realizado por Jeffrey Nachmanoff, que também assinou o argumento, a partir de uma história de Steve Martin (sim, o comediante), esta é uma película de história simples sobre um agente duplo infiltrado numa célula terrorista islâmica, com o objectivo de chegar aos seu líder.

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E a China começou a mudar…

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Há 20 anos, a 3 de Junho, as tropas do exercíto chinês começaram a atacar os milhares de manifestantes que, desde 14 de Abril, estavam a ocupar a Praça de Tiananmen, a Praça da Paz Celestial, em Pequim, a capita do Império do Meio.

Queriam liberdade, reformas políticas e sociais. Mellhor educação e abertura económica.

Nos dias seguintes morreram, pelo menos, 240 pessoas, segundo números das autoridades chinesas. Na realidade devem ter morrido bem mais.

A China começou a mudar naqueles dias.

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A malta é jovem e os contentores estão à mão

Não fazemos por mal. A gente é jovem, rebelde e, portantos, temos de mostrar essa cena. Como agora a bola teve parada e não pudemos assapar nos morcões de Lisboa ou doutros lados, a gente teve de divertir-se a pôr a arder uns daqueles coisos. (som de fungar prolongado: ssssssssssssssshhhhh).

Ecoponto

Pois, teve de ser. Temos de exteriorizar. Foi o que desseram. Ainda tivemos pa mandar postes abaixo ou partir umas montras mas os postes tão resistentes e os xungosos das lojas agora deixam umas merdas de metal a tapar as montras e impedem a malta de estragar aquilo. Tentamos, mas como não conseguimos arribar a cena, desistimos.

(novo som de fungadela, seguida por uma limpeza higiénica do nariz na manga da t-shirt)

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Macintosh celebra 25 anos de vida

23, Janeiro, 2009 José Freitas 1 comentário

O Macintosh festeja amanhã, 24 de Janeiro, 25 anos de vida. Entre o Macintosh, instrumento de trabalho de artistas de várias áreas e técnicos de diversos sectores, até ao Mac, símbolo de estatuto e estilo social, passaram duas décadas e meia de vida, nas quais o mundo da informática mudou muito.

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A Microsoft ganhou terreno no mercado profissional e gráfico, que durante algum tempo foi terreno quase exclusivo dos Macintosh, surgiram sistemas operativos ‘open source’, como o Linux, primeiro em ambiente demasiado técnico mas hoje com configurações amigáveis e acessíveis a todos.

Neste período também os Macintosh mudaram. De produto fiável pela estabilidade e funcionalidade passaram a objectos de design. Não servem apenas para trabalhar, mas também para apreciar. Seja por fora, a embalagem, seja por dentro, o sistema operativo e as aplicações que acompanham cada um dos exemplares.

Há coisas que não mudaram em 25 anos, como a forma de Steve Jobs apresentar os produtos. Veja o vídeo, já abaixo, da apresentação do Macintosh e comprove.

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