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Arquivo da Categoria ‘Tecnologia’

A privacidade é uma coisa tramada

20, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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A privacidade é uma coisa tramada. Num momento estamos a zelar por ela de forma furiosa, capazes de tudo para preservar o nosso cantinho, a nossa intimidade. Afinal, o que é que os outros têm a ver com a minha vida. Acaso eu me meto na deles? Faço-lhes perguntas incómodas? Sim, daquelas perguntas que eu não quero responder se as fizessem a mim? Não, pois não. Então não se metam na minha vida.

Imagine como seria ‘divertido’ se um ladrão posta-se no Twitter, Facebook ou noutra rede social: "A assaltar a casa do utilizador tta34yty que está de férias nas Caraíbas. Ena, tem plasma de 42 polegadas".

A não ser, claro, que eu permita isso mesmo. É evidente que há certas perguntas que não respondo cara a cara mas que quiserem mesmo saber, o melhor é analisarem o que faço na internet. Lá podem saber tudo. O que penso, onde estive, onde estou ou para onde vou. Catita, não?

Na internet estamos muito mais à vontade. Primeiro não temos ninguém à nossa frente a fazer-nos perguntas e isso é muito mais tranquilo. Hei-de agora dar respostas a uma pessoa à minha frente, que até conheço, quando posso muito bem dar todas as respostas a um mar de gente que não conheço de lado nenhum…

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O Estado da Internet em 2009

3, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

 

Infografia da revista Focus

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Assim funcionam os sites…

1, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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Steve Jobs, a Apple e o Tablet, o profeta e a tábua

26, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

É quase uma religião. O homem, alto, acentuadamente magro, careca, com uma barba de três dias, óculos, vestido com uma camisola preta de gola alta, calças de ganga, entra na sala. Acto contínuo, é saudado de forma efusiva por quem enche a sala. Há palmas, gritos, saudações. Quando desvenda a sua última revelação, há mais palmas, mais gritos, mais… Ninguém diz, mas deve haver quem pense que a “Apple é deus e Steve Jobs o seu profeta”. A um mês de celebrar 55 anos, o homem cujo rosto se confunde com a marca da maça é hoje bem mais que um arquitecto de tecnologias. É um símbolo e uma forma de estar na vida e nos negócios.

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Co-fundador da Apple, esteve na origem do primeiro boom da empresa na última metade da década de 70 e primeira metade da década de 80. Em 1984 lançou o Mac, que catapultou a Apple para o topo do mundo das tecnologias. Um célebre anúncio, baseado no livro de George Orwell, 1984, transmitido no intervalo da final do Superbowl ajudou ao sucesso. Mas nem tudo correu bem e Jobs foi obrigado a abandonar a empresa por decisão do conselho de administração no ano seguinte.

Regressou em 1996 num momento em que a companhia estava perto da falência. Pelo meio comprou uma insalubre Pixar e transformou-a numa grande empresa de animação, responsável por muitos dos melhores filmes que o cinema animado já viu.

O regresso à sua ‘maça’ não podia ter corrido melhor. Com Steve aos comandos, a Apple voltou aos dias de glória, voltando a comandar o pelotão das tecnologias, com produtos que aliavam a qualidade ao sempre inevitável êxito estético, num sinal de que o design estava a reinar.

Os novos Mac, o sistema operativo que os opera, o sucesso monstruoso do iPod, da loja iTunes, que ensinou aos incompetentes do universo das editoras como se pode e deve vender música online, o iPhone, que colocou um computador num telefone, são produtos topo que ajudaram a crescer a marca e a fazer desta algo de especial, próximo da idolatria por muito boa gente. E o dedo de Jobs está em todo o lado.

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Microsoft deixou escapar bug durante 17 anos!

21, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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Há coisas fascinantes no mundo da informática. A Microsoft anunciou na terça-feira a existência de um ‘bug’ com 17 anos (!) nos ficheiros de núcleo das versões de 32 bits do Windows, a mais utilizadas no mundo. O bug pode ser usado por piratas informáticos para tomar conta dos computadores dos utilizadores.

A Microsoft só não explica como é que o bug, um erro do sistema operativo, permaneceu por descobrir, e reparar, pelos seus técnicos.

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Dave Hill, um artista que não enganar ninguém

14, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

Dave Hill diz-se fotógrafo. Não é que não o seja, porque é, mas prefiro chama-lo de artista. Na realidade é esta a designação que mais se adequa ao trabalho que faz. É arte, pura arte.

Nascido em São Diego, há pouco mais de 30 anos, é um reputado fotógrafo comercial, embora também produza belos trabalhos pessoais. Em rigor, não cria fotografias, elabora aventuras. Cada uma das suas imagens é uma aventura, seja apenas uma fotografia ou uma sequência delas. Há ali uma ou mais histórias, basta observa-las com atenção.

Num parágrafo acabei de admitir dois ‘pecados’, a inveja e o egoísmo. Seja, não há mal nenhum. Já aqui o disse: Para mim, um blogue é, acima de tudo, um espaço de partilha. (…) Hoje partilho Dave Hill. Já não sou egoísta. Mas continuo invejoso.

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Sim, são fotografias que nos surgem pouco reais, tal é a manipulação que lhe é aplicada. Tem os seus óbvios críticos e detractores que o acusam de enganar e utilizar equipamento ultra sofisticado que não está ao alcance do comum dos mortais.

Acontece que Dave Hill não engana ninguém. É totalmente honesto em relação ao trabalho que produz. No seu site pessoal disponibiliza uma área com inúmeros filmes “behind the scenes” que são, em concreto, os “making off” do seu processo criativo. Está lá tudo, da maquilhagem dos modelos, da preparação dos cenários, os elementos da equipa, a forma como prepara os ‘disparos’, os momentos antes de carregar no obturador, a hora h e o processo final de produção.

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Alguém à escuta?

30, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

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Karsten Nohl é engenheiro informático, 28 anos licenciado nos Estados Unidos. Ele e a sua equipa conseguiram, às custas de um equipamento de três mil euros e tabelas de código, quebrar o algoritmo A5/1, utilizado para garantir a privacidade dos telefonemas das redes de 2G. Ao longo dos últimos seis meses esteve a ouvir, com toda a facilidade, conversas alheias.
Por estranho que pareça, a lucrativa indústria de telecomunicações usa a mesma encriptação desde há 21 anos nas redes Global Systems for Mobile (GSM), utilizadas nos telemóveis, abrangendo 80 por cento dos 4,3 mil milhões de cartões activos.

Claro que a GSM Association não achou piada nenhuma à investigação de Nohl. Mas devia achar. Como avestruz que prefere não encarar o problema e as falhas detectadas, e tão laboriosamente escondidas, considerou o trabalho "ilegal" e "contra-intuitivo", já que o objectivo seria promover a privacidade dos telefonemas. Por isso, preferiu atacar o mensageiro.

A organização garantiu que esta descoberta não ameaça a segurança do sistema mas agora ninguém tem a certeza. A começar pelos órgãos políticos e de justiça em Portugal.

Admirável Universo Novo

27, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

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Fotografia de um corpo celestial feita pelo telescópios espacial Huble.

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Time destaca capa de revista desenhada por Jorge Colombo

10, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

A revista Time elegeu, na sua tradição anual, as dez melhores primeiras páginas de publicações norte-americanas editadas ao longo deste ano. Em primeiro lugar ficou uma capa da revista New York, que apresenta Bernard Madoff como Joker. Em segundo, a capa de 01 de Junho da revista semanal New Yorker criada pelo artista português (mas a residir nos EUA) Jorge Colombo, feito com um telemóvel iPhone.

Colombo fez o desenho utilizando uma aplicação do telemóvel em que o pincel é o dedo do utilizador e a tela o visor do telefone.

Isto é genial

5, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Maurice Gee é, consta, um dos mais significativos escritores da Nova Zelândia. Tem publicadas diversas novelas e contos. Não conheço a obra de Gee, nem sequer “Going West”. Mas provavelmente vou conhecer. E tudo por causa de um spot publicitário animado pela Andersen M Studio através da ‘stop motion’, um género de animação utilizado em filmes como A Fuga das Galinhas, A Noiva Cadáver, Wallace and Gromit, entre outros.

O mínimo que se pode dizer é que o spot (concebido pela BBDO) é genial.

E agora…, sem photoshop

4, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

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Cyrano de Bergerac, Lance Atkinson, o spam e o castigo deles

2, Dezembro, 2009 José Freitas 1 comentário

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Hector Savinien de Cyrano de Bergerac ficou para a história como um hábil autor de cartas de amor. Não dele próprio para as suas amadas mas sim para as amadas de outros, daqueles sem arte para construir frases ao sabor da pena e da tinta disponíveis na França do século XVII. Ele escrevia, os outros assinavam por baixo.

Mesmo que a verdadeira história deste escritor gaulês seja, aparentemente, bem diferente da retratada pela peça de teatro de Edmond Rostand, a ficção acabou por se impor e deixou-nos um autor brilhante nas palavras e narigudo no aspecto. Distribuiu diversas cartas de amor, ajudando outros homens a conquistar as suas mulheres, enquanto ele próprio ficava a carpir mágoas, sem sorte nas coisas do coração, terminando sozinho.

Para o que aqui nos traz, fiquemos pela visão popular de Cyrano. Serve a contento para ilustrar o caso de Lance Atkinson. Neozelandês mas a viver na Austrália, Lance foi condenado, há dias, a pagar uma multa de 16 milhões de dólares. A penalização foi aplicada pela US Federal Trade Commission, que acusou e condenou Lance por ser responsável pelo envio de 10 mil milhões de emails de spam por dia, promovendo a venda de medicamentos pela internet. Num dado momento, terá sido, garante a organização, responsável por um terço de todo o spam mundial.

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Quando as conversas são a 140 caracteres

28, Novembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Existe desde há cerca de quatro anos, mas foi num período de cerca de ano e meio (ainda assim uma eternidade no mundo da internet) que o Twitter ganhou pujança. Beneficiando de uma projecção mediática extraordinária, de umas eleições presidenciais nos EUA onde acabou por ser protagonista, o site de microbloging garantiu um lugar ao sol. Pelo menos durante mais algum tempo. É verdade que o futuro é ainda incerto. O projecto ainda não encontrou um modelo de negócio que lhe permita obter rendimentos visíveis e o Twitter não é um YouTube que, debaixo da alçada da Google, pode ainda continuar a perder dinheiro.

Ferramenta de comunicação em 140 caracteres de cada vez, o Twitter tem milhões de utilizadores regulares em todo o mundo. Muitos dos que se inscreveram pouco ou nada utilizam o programa. Muitos por não verem relevância na coisa, outros por não lhe encontrarem utilidade. Há quem tenha dezenas ou centenas de seguidores. Há quem tenha milhares ou mais de um milhão, como a CNN ou o actor Ashton Kutscher, que fizeram uma “corrida” para ver quem chegava primeiro à marca de um milhão de “fallowers”. O marido de Demi Moore ganhou.

Certo é que, como todas as acções no mundo da Internet (e não só), é preciso ter algum cuidado com o que se diz. Vejamos o que um diálogo de 140 caracteres pode provocar… (vídeo em inglês)

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Os chico-espertos voltaram a atacar

5, Novembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Há uns meses o assunto foi falado. A reacção negativa de muitos sectores levou os paladinos detentores da moral legalista a enfiar a viola no saco. Agora, como quem não quer a coisa, pela calada e de forma até algo envergonhada, o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu chegaram a um acordo para que as autoridades administrativas dos Estados-membros poderem cortar o acesso à Internet aos utilizadores que façam downloads de ficheiros protegidos por direitos de autor sem uma ordem judicial prévia. Sem ordem judicial, reforço.

O centro da questão é mesmo este. É claro que quem efectua downloads piratas comete uma ilegalidade e pode ser punido por isso. A questão é não ser necessária a intervenção do poder judicial. Basta um fulano sentado a uma secretária assinar um papel e pronto, está feito. Não sei se haverá muitas infracções punidas assim, de forma tão leviana.

Isto não acontece por acaso. É fruto das pressões dos detentores económicos dos direitos, sobretudo editoras musicais, que ainda não perceberam como reagir ao fenómeno da Internet.

Há uns dias, um estudo, mais um, veio confirmar que os “piratas” compram mais música que os não “piratas”. Esta é uma certeza que tem anos. Os génios que administram o mundo da edição musical é que ainda não perceberam isto. Ou não querem perceber.

Não me interpretem mal. Não defendo os piratas. Mas também não defendo os administradores e gestores das empresas editoras que se aproveitam da criatividade de outros para ganhar mais dinheiro com as suas criações do que os próprios criadores.

Kidrex, o motor de busca para os pequeninos

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Eis o motor de busca catita para os mais pequenos: Kidrex

Visto do ar

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Bourtange, Holanda, via Google Maps

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Microsoft quer gritar “Bing(o)”

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Se Kim Jung Il for utilizador do Twitter

E se Kim Jung Il, líder da Coreia do Norte, for utilizador do Twitter?

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“Screensaver” é a palavra mais perigosa nas pesquisas

Faz buscas na Internet? Claro que faz. Todos fazemos. Ora, aqui vão algumas recomendações ao faze-lo. Fique a saber que as palavras e expressões mais perigosas de pesquisar na Internet estão definidas. Bom, em concreto o perigo não está em busca mas sim nos resultados.

Está à espera que a palavras mais perigosa seja “sexo”? Claro que estava. Mas não é. A mais perigosa, atendendo ao estudo da McAfee é “screensavers”. Com um risco de 59 por cento. Quem diria. E a segunda? Sexo? Não!

Tudo o que inclua a palavra “free” (grátis) tem um risco mais de exposição a aplicativos maliciosos e sites fraudulentos. O mesmo acontece em sites a que se chega com a palavra “lyrics” (letras de músicas).

O estudo teve por base as 2658 palavras e expressões mais utilizadas em pesquisas através de mais de 413 mil endereços de internet.

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Está reaberta a guerra das janelas e das maçãs

(… e nada tem a ver com as guerras de alecrim e manjerona)

E, de repente, as tréguas acabaram. Com Steve Jobs, o seu general e guru, em casa, a tratar um problema hormonal, a Apple distraiu-se. Ficou à sombra do sucesso do iPhone, iPod e companhia e não deu pela mudança de estratégia da Microsoft.

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