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Arquivo da Categoria ‘Sociedade’

Não foi o primeiro, não será o último, é apenas mais um imbecil

Roy Ashburn defende-se com o argumento que a maior parte dos políticos medíocres utiliza: as posições que defendeu não reflectiam o que pensava ou queria mas o queriam os seus eleitores. Defendia-as sem um espírito crítico, sem remoques de consciência, sem vergonha. Convicções? Nada. Enfim, mais um parasita da política. Ou um mentiroso.

Ashburn, 55 anos, pai de quatro filhos, era um assumido anti-direitos dos homossexuais. Daqueles radicais. Ao longo de 14 anos tudo fez para contrariar os direitos dos gays. Este ano, por exemplo, vetou um dia para homenagear o activista pelos direitos gay, Harvey Milk e leis contra a discriminação e o reconhecimento do casamento homossexual que fosse celebrado fora do Estado da Califórnia.

Na realidade, era como se um político negro vetasse o dia de homenagem a Martin Luther King. É que esta semana Ashburn foi apanhado a conduzir sob efeitos do álcool, à saída de um bar gay. Admitiu ser homossexual. Entretanto, já afirmou que não volta a candidatar-se a nenhum cargo político. Mas, claro, apenas porque foi apanhado.

O problema de uma grande parte da classe política é que faz sublimar os maiores defeitos de uma parte da sociedade: incoerência, hipocrisia, mentira e uma enorme falta de bom-senso.

No dia da mulher…

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Anúncio de 1953 de Alcoa HyTop Closure, uma marca de ketchup.

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Chile: Sismo de 8,8 na escala de Richter

27, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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No Big Picture

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Madeira: A normalidade impossível

21, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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A tragédia provocada pela tempestade na Madeira é só mais uma prova da nossa fragilidade perante a natureza. Dizemos sempre isto quando as forças naturais nos afectam. Mas depressa o esquecemos quando tudo regressa à normalidade.

Mas não há regresso à normalidade para quem perdeu familiares ou amigos nesta tragédia.

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A privacidade é uma coisa tramada

20, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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A privacidade é uma coisa tramada. Num momento estamos a zelar por ela de forma furiosa, capazes de tudo para preservar o nosso cantinho, a nossa intimidade. Afinal, o que é que os outros têm a ver com a minha vida. Acaso eu me meto na deles? Faço-lhes perguntas incómodas? Sim, daquelas perguntas que eu não quero responder se as fizessem a mim? Não, pois não. Então não se metam na minha vida.

Imagine como seria ‘divertido’ se um ladrão posta-se no Twitter, Facebook ou noutra rede social: "A assaltar a casa do utilizador tta34yty que está de férias nas Caraíbas. Ena, tem plasma de 42 polegadas".

A não ser, claro, que eu permita isso mesmo. É evidente que há certas perguntas que não respondo cara a cara mas que quiserem mesmo saber, o melhor é analisarem o que faço na internet. Lá podem saber tudo. O que penso, onde estive, onde estou ou para onde vou. Catita, não?

Na internet estamos muito mais à vontade. Primeiro não temos ninguém à nossa frente a fazer-nos perguntas e isso é muito mais tranquilo. Hei-de agora dar respostas a uma pessoa à minha frente, que até conheço, quando posso muito bem dar todas as respostas a um mar de gente que não conheço de lado nenhum…

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Ficheiros Secretos desvendados

19, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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O Ministério britânico da Defesa e o British National Archives libertou 24 ficheiros contendo mais de seis mil páginas sobre objectos voadores não identificados (ovni). O material cobre ‘avistamentos’ entre 1994 e 2000.

Os ficheiros estão disponíveis para download de forma gratuita.

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Garras fatais

16, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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Foi com esta espantosa imagem, tirada na hora certa, que Robert M. Palmer, de Littleton, Colorado, EUA, ganhou o Grand Prize do concurso anual de fotografia do National Wildlife.

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Quando a vítima passa a acusado e quando o acusado passa a vítima

14, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

Um estupor de um indivíduo decidiu visitar, fora de horas, um supermercado em Almancil. Fez um buraco na parede como forma de entrar, porque isto de entrar pela porta é algo do passado. A malta agora prefere janelas, telhados ou buracos na parede. Acontece que o buraco laboriosamente executado ficou pequeno. Demasiado pequeno. O fulano tentou passar, ignorando algumas leis da física, e ficou preso no espaço. Nem para dentro, nem para fora. Ali ficou, constrangedor. Metade do corpo dentro, outra fora.

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Quando alguém o detectou, em vez de ajudar o pobre coitado, resolveu primeiro chamar a polícia. Veja-se que pensaram que ele queria roubar o supermercado. Lá por ter ido fora das horas de abertura não quer dizer que o fosse roubar. Ele não tinha culpa do dono do estabelecimento ter vistas curtas e não querer trabalhar 24 horas por dia.

O proprietário, apesar de desconfiar que teria sido alvo de furto, na figura do supermercado, decidiu não apresentar queixa. Consta que não tem muita confiança na forma como a justiça funciona. Vá lá saber-se porque.

Agora, o nosso amigo, injustamente acusado de ladrão, quer processar o dono do estabelecimento por alegadas agressões nas pernas. É certo que com as pernas de um lado e os olhos do outro lado da parede não poderia ver quem eventualmente lhe espetou uns tabefes nas pernas. Mas só pode ter sido o malandro do dono, não é?

Por mim, vou-me solidarizar com o estafermo e até vou fazer uma manifestação de apoio. Sempre senti um certo carinho por quem é injustamente acusado. Conto com todos vós.

Sugestão gastronómica: Arroz de polvo

12, Fevereiro, 2010 José Freitas 1 comentário

Para quatro pessoas: 1,2 kg de polvo; 400 gr de arroz; 2 cebola grande; 2 alhos; 1 folha de louro; 2 tomates, 1,75 litro de água da cozedura do polvo, 2,5 dl de azeite; Sal, malagueta q.b.

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Primeiro, coza o polvo em água com uma pitada de sal e com uma cebola grande descascada mas inteira dentro. O polvo estará cozido quando a cebola também estiver. Retire-o e escorra-o. Guarde a água da cozedura. Corte os tentáculos e o capuz do bicho em pedaços pequenos.

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O Tough Guy Challenge ou “é minha sangrenta culpa estar aqui”

4, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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Foi domingo, na South Perton Farm, perto de Wolverhampton, Inglaterra. A 24ª edição anual do Tough Guy Challenge (desafio do homem forte). A iniciativa é descrita como “o mais seguro modo perigoso de experimentar a capacidade dolorosa física e mental do mundo”. Por aqui já se vê a parvoíce da iniciativa.

Este ano, mais de cinco mil homens e mulheres participaram no evento. Antes de partir para o terreno, tiveram de assinar uma declaração de responsabilidades assumindo que “é a minha sangrenta culpa estar aqui”. O ‘aqui’ é um percurso que inclui uma descida de ribanceira, correr numa área repleta de fumo, passar por um campo coberto de arame farpado, por dois ou três charcos de água enlameada, por um lago sujo, por um lago gelado, caminhar por entre fogo, entre outros obstáculos absurdos.

Cerca de 600 participantes não concluíram o percurso, este ano. Desistiram. Uns por umas coisas outros por outras. Não interessa. O grande mistério estará em saber porque participaram.

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A medida das coisas

22, Janeiro, 2010 José Freitas 1 comentário

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Elena di Cioccio não brinca em serviço. É daquelas apresentadoras televisivas que gosta de tomar a medida das coisas. Curiosa, aproveitou a recém chegada de David Beckham a Milão para tirar a limpo uma dúvida que a atormentava. Elena queria saber se "material" de David Beckham era mesmo como aparecia num anúncio de roupa interior da Armani ou se as imagens tinham sido manipuladas, como se especulou no passado.

Assim sendo, nada melhor que verificar. A apresentadora de Le Iene (As Hienas) equipou-se de luvas amarelas, integrou um grupo de jornalistas que ia entrevistar o médio inglês e colocou mãos ao serviço, deixando o jogador assustado. Tudo para esclarecer dúvidas. Parece que tirou conclusões que contrariam as declarações de Victoria Beckham, que falou, em tempos, das "golden balls" do marido.

Curiosamente, o novo corpo da Armani é agora Cristiano Ronaldo. Também agora se falou de uma eventual manipulação digital das fotografias do craque português. Há por ai alguma apresentadora determinada a esclarecer a questão?

20, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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Índia, 20 de Janeiro

Imagem de Rajesh Kumar Singh, AP

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Um grande LOL para todos vós

19, Janeiro, 2010 José Freitas 1 comentário

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A chamada telefónica estava a meio. Um dos interlocutores, ao meu lado, percebendo que tinha acabado de dizer um disparate no meio da conversa, sorri e diz “LOL”. Uma simples palavra, dirigida a quem estava do outro lado da comunicação. LOL. Assim mesmo, em voz alta. Como se estivesse a comunicar através de programas de mensagens instantâneas na Internet ou através de SMS.

O “LOL”, assim dito, tornou-se estranho. Todos aqueles que utilizam as ditas aplicações num ou noutro momento já utilizaram o LOL (do inglês ‘Laughing Out Loud’, que se pode traduzir por ‘rir às gargalhadas’). Mas assim, de viva voz, soa estranho. Perante a reacção de estranheza dos colegas, vem a explicação: “Sou jovem…”.

Como se todos os jovens falassem assim, pensei mais tarde. Não falam, mas não andam longe. Mais hoje que no passado, usa-se e abusa-se das abreviaturas. É a lei do mínimo esforço. Mesmo que algumas delas não façam sentido. Para dizerem ‘porque’ escrevem ‘pk’, quando poderiam escrever ‘pq’. O ‘que’ vê-se transformado num espantoso ‘k’ e não num simples ‘q’. É uma letrinha apenas, na mesma, então pk – perdão, porquê -, esta mudança? Para já não falar dos imensos ‘x’ que encontramos nestas trocas de mensagens. Algumas são tão fechadas no seu significado que os não iniciados nestas técnicas ficam à nora, sem perceber patavina do que lá está.

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O objectivo

17, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

“Todos vamos morrer. O objectivo não é viver para sempre, o objectivo é criar algo que o faça”

Chuck Palahnuik, escritor, EUA,

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A teoria da diversão

15, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

É normal utilizar as escadas rolantes. Implicam menos esforço, são mais cómodas. Nas outras a tarefa de subir ou descer obriga a mais trabalho. Uma perna para a frente, músculos a funcionar, outra perna para a frente e assim sucessivamente ao longo de muitos degraus. Logo, usar escadas rolante é melhor.

Mas… e se de repente for mais divertido utilizar as escadas comuns e não as rolantes?

A equipa de The Fun Theory fez uma experiência, na Suécia, e o resultado está à vista neste vídeo.

A equipa da The Fun Theory diz acreditar que maneira mais fácil de mudar o comportamento das pessoas para melhor é fazendo-o de forma mais divertida. É a teoria da diversão.

Divirtam-se.

Haiti, a 14 de Janeiro

15, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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14 de Janeiro de 2010, Haiti. Dois dias depois de um dos piores sismos da história, mesmo que o seu lugar ainda esteja por determinar.

Um homem caminha de forma cuidadosa por entre corpos amontoados à porta da morgue de Port-au-Prince. Imagem de JUAN BARRETO/AFP/Getty Images, no Big Picture.

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No Haiti, lá longe…

13, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

Foram 7 graus na escala de Richter. Em 30 segundos. Meio minuto. Talvez 100 mil, segundo uns, talvez 500 mil, segundo outros. Mortos. E feridos. Muitos milhares, talvez milhões de desalojados. Não sei. A informação é escassa. Só os próximos dias poderão transmitir a dimensão da tragédia. E é de uma tragédia que aqui falamos.

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O Haiti não é um país fácil. Nunca foi. Primeiro colónia de Espanha, a Hispaniola, assim baptizada por Colombo. Depois ocupada pelos franceses, por ‘concessão’ de Espanha. Foram várias as revoltas que o povo da ilha liderou. Contra a escravatura, contra o domínio dos colonizadores. Apesar da independência no início do século XIX, a ilha acabou dividida, criando-se a República Dominicana e o Haiti, sob possessão gaulesa.

Em 150 anos houve líderes depostos, muitos assassinados, convulsões políticas, golpes de estado, ditadores vários, terror, anos de terror, por fim alguma paz. Ligeira, passeando em cima de uma corda bamba, cheia de momentos de medo.

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Brrrrrr…..

12, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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Laranjas, na Florida.

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Casamento homossexual: Um caso de (pouca) coerência

“Há uma opção e cada um é livre de optar. Eu não quis casar, fiz essa opção e tenho direitos e deveres graças a ela. O mínimo que se pode pedir a quem fez uma opção é que a respeite, estamos só a pedir coerência”. A frase, com doses aceitáveis da verdade de La Palise, é de Gonçalo Portocarrero de Almada, segundo o site da TVI, na apresentação do seu livro, de parceria com Pedro Vaz Patto, “Porque Não – Casamento entre pessoas do mesmo sexo”.

Não li o livro e não creio que o vá ler. Costumo ser muito selectivo nas minhas leituras. Em todo o caso, pela qualidade da frase do autor, já se percebe a essência dos argumentos. Gonçalo Portocarrero de Almada, que é padre, diz que teve a opção de não casar e só pede que a respeitem. Não creio que alguém o vá contrariar.

Curioso é que quem pede respeito pela sua opção, não pretenda respeitar a opção de quem pretende casar. Para quem fala em “coerência”…

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Mr. Bean ‘ataca’ Zapatero

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Em Espanha diz-se que o primeiro-ministro José Luiz Zapatero é parecido com Mr. Bean, a personagem criada pelo comediante Rowan Atkinson. Por cá, olhamos a Guilherme de Oliveira Martins, o simpático presidente do Tribunal de Contas, e dá ideia de terem sido separados à nascença.

Voltando a Espanha. À conta dessa alegada semelhança, que não consigo vislumbrar, um grupo de hackers quebrou a segurança do site oficial da presidência espanhola da União Europeia e aplicou uma fotografia de Mr Bean saudando os visitantes do site. A imagem, colocada na tarde de ontem, ainda ficou algum tempo no site mas este acabou por ser retirado do ‘ar’ enquanto os técnicos espanhóis conseguiram resolver o problema.

O Governo de Espanha deverá pagar 11,9 milhões de euros às empresas Telefónica e Telefónica Móviles para prestarem assistência técnica e segurança na web da presidência espanhola. Quanto lavariam os hackers para fazer o mesmo serviço?