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O momento para os negócios

5, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

A empresa canadiana "Creative Classics" sabe que o segredo do negócio pode estar em aproveitar o momento. E este é o momento certo para abordar o negócio do golfe. Criou um conjunto de 12 bolas de golfe que trazem a face de 12 das 19 possíveis alegadas amantes do golfista Tiger Woods.

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O conjunto de 12 bolas de golfe custa 44,95 dólares. Nos primeiros três dias, a empresa facturou 40 mil dólares. O negócio deve render mais.

Isto sim, é negócio. Saber estar no mercado certo no momento certo. Isto é produtividade.

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Acima e abaixo

25, Novembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Impostos sobem, impostos não sobem. Não basta estar deprimido, com a criminalidade em alta e a justiça em baixa, agora temos também o país iô-iô.

Estamos em depressão

24, Novembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

De repente damos por nós em pleno colapso. Sentimo-nos em baixo, sem vontade, sem determinação, arrasados por uma série de problemas ou circunstâncias, perante as quais não apresentamos capacidade de reacção. Se não estamos em depressão, é um sentimento que anda lá muito próximo.

O pior é quando o colapso é colectivo. Não é apenas uma pessoa, uma família, uma comunidade isolada mas todo um país. Assim anda Portugal.

Mergulhado num mar de incertezas, o país continuam num clima económico miserável, e do qual tardará em sair, um Governo em estado vegetativo, sem rumo aparente, um primeiro-ministro acossado por suspeitas, uma liderança da oposição ausente e naufraga, uma justiça em colapso, enredada em milhares de leis que só servem para a atrasar e uma desconfiança permanente em redor dos seus agentes. Eles desconfiam uns dos outros e o povo desconfia de todos eles.

Estamos deprimidos. Quem nos acode?

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A Disney comprou a Marvel

2, Setembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Spider-Mouse

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Um jogo para os nossos tempos

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A crise é real. Mas como todas as crises, esta abre oportunidades. É nos momentos mais aflitivos que se estimula a imaginação, que ganhamos coragem para enfrentar os problemas de uma forma mais arrojada. Vamos, pois, arriscar. Junte os amigos, puxe do tabuleiro e ala que se faz tarde, vamos jogar o Monopólio da recessão.

Mais em Aventar.

A crise acaba hoje

Estivemos à espera deste momento durante vários anos. Uma cimeira que junta os países mais ricos do mundo e os emergentes, isto é aqueles que levantam a cabeça no meio da mediocridade em que a política económica deste planeta se tornou.

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É um encontro histórico. É a primeira cimeira ‘a sério’ com a participação de Obama e também estão por lá outros senhores, e senhoras, presidentes e chefes de Governo de muitas nações. Obama é a estrela. Nem precisa de dizer nada. Basta ocupar o lugar que foi ocupado pela coisa chamada Bush.

A fotografia de família promete. Um dos habituais momentos solenes destes encontros vai permitir deixar para os vindouros um retrato que vai mostrar uma colecção de fracos líderes, para não ir mais longe. Há muito que a Europa, não só, mas sobretudo a Europa, não era governada por um naipe tão fraquinho de governantes que até mete dó. No meio deles, Gordon Brown, o anfitrião de hoje, até surge com um dos mais esclarecidos.

O resto pode encontrar no Aventar, AQUI

A crise já está na ficção

A tendência não é recente e começou já no ano passado em séries e programas televisivos de ficção dos EUA. Com a crise económica e financeira global em todo o mundo, os autores de histórias de ficção não tardaram a dar repercussão dos problemas nos guiões dos vários formatos. Com o suprime imobiliário em destaque, primeiro, depois com a presença de toda a economia real.

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Há já algum tempo que a crise entrou nos textos de diversas séries, como “Donas de Casa Desesperadas”, envolvendo diversas personagens de Wisteria Lane. Sempre atento à realidade, Matt Groening fez as dificuldades entrarem pela porta adentro de “Simpsons”, obrigando-os a saírem porta fora. A família disfuncional preferida da América, liderada por Hommer, sentiu de forma severa a crise e perdeu a casa. Valeu-lhes que um vizinho a comprou e a alugou à família amarela.

Enfim, aos poucos, o desemprego, as dificuldades em pagar contas, os problemas sociais têm marcado os episódios de diversas séries norte-americanas. Chegaram também à poderosa indústria audiovisual brasileira, onde as novelas mais próximas da realidade sócio-económica têm obtido maiores audiências que aquelas que preferiram ignorar o que se passa nas ruas. Em breve esta tendência chegará a Portugal, nas histórias das telenovelas.

Na última semana, Tozé Martinho, autor de A Outra, da TVI, e da próxima produção para o mesmo canal, disse ao Diário de Notícias que a telenovela que está a escrever e que vai para gravações em Abril já vai reflectir a crise. "A situação que se vive hoje em dia é demasiado violenta para que a ficção passe ao lado deste processo", explicou o autor ao jornal. "Para uma outra telenovela, que estou a preparar para daqui a um ano, já ando a compilar elementos que vou pôr na história no sentido de as pessoas encontrarem soluções para os seus dramas. Não quero ser demasiado derrotista. Num filme talvez o fosse, mas não numa telenovela. Aqui não se pode ir ao fundo e há que apontar saídas", acrescentou ainda ao DN.

Rui Vilhena, que escreveu Olhos nos Olhos, destacou ao mesmo jornal que a crise afecta a própria produção de ficção, com elencos reduzidos e formatos de ficção alterados. "A produção de eventos como festas, casamentos e baptizados vão aparecer menos nas histórias e o caminho são as séries ‘low cost’, de 20 ou 30 minutos com um pequeno elenco e poucos adereços”.

O corte nas equipas de produção, seja actores ou técnicos, tem sido feita de forma clara mas, ainda assim, sem grandes dramas. A orientação das empresas está definida: cortar nos custos e minimizar despesas.

Agora, como no passado. Já o cinema da década de 30 tinha reflectido o “crash” de 1929 e as suas repercussões sociais.

O caso AIG: Não há moralidade e não comem todos

As lições desta crise financeira e económica parecem continuar a ser difíceis de apreender, sobretudo nos EUA, onde o liberalismo atingiu o seu estado de suprema degradação moral. Uma das mais importantes seguradoras norte-americanas mas com realidade global esteve, no segundo semestre do ano passado, há beira da falência. Presumo que tenha chegado a esse ponto não graças a bons gestores e excelentes funcionários de topo mas sim devido a um enorme conjunto de erros e decisões desastrosas.

Aconteça o que acontecer o mal está feito. Ter feito estes pagamentos foi desastroso e imoral. Se hoje o mundo está como está, muito se deve à ganância e à perfídia de muitos. Curiosamente, dos mais endinheirado, para quem muito é ainda pouco.

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Cartoon de Daryl Cagle para a MSNBC

Para evitar uma falência de consequências globais, o Governo dos EUA decidiu acudir a AIG. Até ver injectou cerca de 180 mil milhões de dólares na empresa, assumindo 80 por cento das acções.

Com este cenário de fundo, há aspectos medonhos neste processo mas fiquemos por aqui, um conjunto nada reduzido de funcionários de topo e executivos da AIG receberam 127 milhões de dólares de bónus e prémios. Por razões contratuais, diz a administração. Deve ter sido pelo trabalho ‘impecável’ que fizeram, digo eu.

Obama já mostrou ter ficado indignado. O presidente executivo (leio no Público) da AIG, Edward Liddy, afirmou perante o congresso que pediu aos quadros dirigentes que devolvam "pelo menos metade" dos bónus recebidos. O secretário de Estado do Tesouro, Timothy Geithner, avisou já que vai tentar obrigar a AIG a devolver os 165 milhões de dólares que atribuiu e “vai deduzir dos 30 mil milhões de dólares de ajuda que a AIG iria receber agora do Governo uma quantia igual à dos pagamentos feitos aos funcionários”.

Aconteça o que acontecer o mal está feito. Ter feito estes pagamentos foi desastroso e imoral. Se hoje o mundo está como está, muito se deve à ganância e à perfídia de muitos. Curiosamente, dos mais endinheirado, para quem muito é ainda pouco.

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Mais um jornal histórico a cair às ordens de “parem as máquinas”

Ainda ontem ficamos a saber que as receitas de publicidade na generalidade da imprensa norte-americana vão quebrar entre 20 e 30 por cento, este ano. Hoje, mais um título histórico, com mais de 146 anos de vida, o Seattle Post-Intelligencer anuncia o fim da edição em papel. Passará apenas a existir na internet.

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O grupo Hearst Corp. dá conta que a equipa será fortemente reduzida. O corpo editorial passa de 150 para 20 jornalistas, em regime de polivalência, com a missão de escrever, fotografar e editar fotos, fazer vídeos, edita-los e publicar todo o material. Outras 20 pessoas terão a missão de vender publicidade para este produto.

Para registar o fim desta era, o site do jornal publicou um conjunto de fotos significativas do momento doloroso do “fim” e um vídeo, denominado “Remembering Seattle Post-Intelligencer”, como memória última do dobrar das folhas.

Do jornal ficará a lembrança. Quanto ao futuro veremos. Desenganem-se quanto a um futuro risonho da comunicação social, pelo menos a curto e médio prazo.

Para quem gosta de jornais, mesmo sendo um adepto das novas realizadades tecnológicas e de comunicação, esta é mais uma má notícia. Já vamos ficando habituados.

O marketing que mexe com a nossa saúde

William Haseltine é cientista, médico, foi professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, investigador, fundou diversas empresas relacionadas com o sector da saúde e farmacêuticas e é o presidente de uma fundação com o seu nome e que desenvolve intervenções nas áreas da ciência e das artes. É ainda um consultor procurado por diversas entidades.

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Serviu esta apresentação para enquadrar o homem que afirma, na revista The Atlantic, que o sector farmacêutico está a ser controlado pelo marketing. Pegando nas diversas negociações em curso entre gigantes do sector, com vista a aquisições e/ou fusões, envolvendo entidades como a Merck, Roche, Pfizer, entre outras, Haseltine reflecte sobre as causas da crise nas farmacêuticas.

Numa época em que se descodificou o genoma humano, em que sabemos cada vez mais sobre os vírus e as bactérias que nos rodeiam, em que há, no entanto, tanto mais para descobrir, as empresas do sector vivem, desde há alguns anos, um período de crise estratégica e perdas financeiras. Pior, há centenas de ideias para medicamentos novos e muitos deles estão prontos e preparados para chegarem ao mercado.

Haseltine diz que esta circunstância não é “um fracasso da ciência mas antes do contexto em que a ciência é praticada”. Porque o processo de desenvolvimento de medicamentos é longo, árduo e durante toda essa etapa, um candidato é avaliado de forma permanente no seu “potencial mercado”. Em grandes empresas, diz, “produtos que são tecnicamente promissores são eliminados se o seu marketing potencial é visto como pequeno”.

O artigo, a avaliação de Haseltine e o conhecimento que temos do funcionamento das grandes empresas farmacêuticas, que até John Le Carré utilizou para o romance “O fiel jardineiro”, só nos podem deixar preocupados.

A saúde é um fantástico negócio, que permite lucros em diversos níveis e para muitas entidades. É uma realidade que temos de aceitar. Mas o seu foco deveria ser sempre o público, os doentes. A importância dos medicamentos deveriam ser avaliada pelo interesse que têm para os seus consumidores e não pelo seu eventual potencial de marketing.

Salvem os ricos

O mundo voltou ao passado. O fundador da Microsoft, Bill Gates, voltou à liderança dos homens mais ricos do mundo, de acordo com os dados da Forbes divulgados ontem, conta o Público. Gates tem um património de 40 mil milhões de dólares. Apesar de ser o número um viu a sua fortuna reduzida em 18 mil milhões, em relação ao ano passado, quando foi terceiro.

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Warref Buffet, que liderava o ranking em 2008, desceu para o segundo lugar, com uma fortuna de 37 mil milhões de dólares (contra os 62 mil milhões do ano anterior). Na terceira posição está o mexicano Carlos Slim, que desceu dos 60 mil milhões (e do segundo lugar) para os 35 mil milhões. Slim fez fortuna com crises mas, desta vez, a crise também o atingiu. Comprava empresas em dificuldade e depois tratava de as reestruturar, ganhando muito com isso.

Em Portugal, Américo Amorim ocupa o primeiro lugar da lista da Forbes, com 3,3 mil milhões de dólares, o que o posiciona no 183º lugar da tabela. Joe Berardo é o segundo português, e último, com mil milhões de dólares, ficando na 701ª posição. Belmiro de Azevedo não está na lista.

Com riquezas destas, é melhor seguir a receita de Os Contemporâneos e lançar a campanha “Salvem os ricos”.

As crianças que paguem a crise

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Dívida

- Um dia destes, tudo isto será vosso. 

Cartoon de Michael Ramirez, para o Investors Business Daily, da Califórnia, publicado no dia 6 de Março

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Continuo a não entender o negócio CGD / Fino, mas o problema deve ser meu

27, Fevereiro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

O problema deve ser meu. Aliás, só pode ser meu. Na realidade nunca fui grande bisca em questões de contabilidade e economia. Vai dando para saber gerir as contas do dia a dia, para as pequenas coisas, as corriqueiras manobras financeiras de comprar as mercearias, uns trapitos quando é possível e avaliar da possibilidade de fazer um jantarito fora de vez em quando.

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Só pequenas coisas, como se vê. De grandes negócios não percebo nada. Tenho dificuldade em entender o que são as TAE, TAEG e outras siglas complicadas que só aqueles senhores, por certo inteligentissímos, que trabalham nos bancos sabem. Não domino as manobras das acções e sou despistado. Já me tentaram explicar várias vezes como funcionam as offshores e ainda assim não chego lá.

Por isso, o facto de não entender o negócio entre a Caixa Geral de Depósitos e o empresário Manuel Fino não me surpreende. Deve ser por isso que acho o acordo muito estranho. Li algumas vezes a explicação que o Diário Económico apresentou ontem (AQUI). Ainda assim, não foi suficiente.

Não duvido das boas intenções das duas partes. Quer a administração da CGD quer Manuel Fino estão, por certo, e boa fé e a tentar enfrentar da melhor forma possível a crise que todos enfrentamos.

No meio de todas estas incompreensões, há outra coisa que não compreendo. O presidente da CGD, Faria de Oliveira, não gostou que o negócio tivesse sido conhecido de forma pública. Não percebo porque. A Cimpor é uma empresa cotada em bolsa. A CGD é um banco de capitais públicos, tem de apresentar contas e é o banco de todos nós. Mesmo de quem não tem lá conta. Somos todos accionistas, querendo ou não, da CGD.

Logo, a Caixa deve a todos os portugueses a devida explicação de todos os negócios. Faria de Oliveira, o administrador pago por todos nós, acha que não. Ora, se o negócio é legítimo, honesto, franco e correcto, quais são das misteriosas razões que levam a administração da CGD a ficar zangada por ter sido conhecido?

Com toda a certeza, não deve ser por nada. O problema deve ser meu.

A crise financeira explicada aos pequeninos

21, Fevereiro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Para me ajudar a entender a crise financeira e económica, mão amiga fez-me chegar o link de um vídeo colocado no (onde mais haveria de ser…) You Tube. É uma sátira de dois cómicos britânicos às contingências de funcionamento do mercado financeiro. Pode ser classificada como uma espécie de “crise explicada aos pequeninos”, isto é, todos os desgraçados, como eu, que levam com a brincadeira de uns fulanos que têm um monte de dinheiro e se atrevem a jogar com a vida de outras pessoas. (Alto… isto está a soar a Matrix, não está?).

O vídeo é de Outubro. Desde essa altura, as coisas foram piorando, piorando muito, piorando mesmo muito.

Foi traduzido pelo site brasileiro podiaserpior.com.br.

Vale a pena ver… Não explica tudo mas que ajuda a uns sorrisos, mesmo que amarelos, lá isso…

Medidas para combater e / ou contornar a crise

19, Fevereiro, 2009 José Freitas 1 comentário

1. Não dê, em caso algum, moedas a arrumadores. Lembre-se que uma moeda de 50 cêntimos dá para comprar uma acção da Sonae SGPS e ainda recebe troco.

2. A crise também se combate do ponto de vista psicológico. Desabafe com alguém. Ligue a Dias Loureiro. Diga tudo o que lhe vier à cabeça, mostre as suas ganas, berre, insulte, enfim, desabafe a sério. Não se preocupe com eventuais inconfidências. Pouco depois, Dias Loureiro esquece tudo. Não lhe peça é para assinar documentos. (Caso prático em baixo, anexo A)

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3. Seja Fino. Aprenda como fazer negócios excepcionais com a Caixa Geral de Depósitos. Lembre-se da velha história: se dever um milhão, o banco tem-no na mão, mas se dever muitos milhões tem você o banco na mão. Ajuda se tiver acções da Cimpor. (Caso pratico em baixo, anexo B)

4. Telefone para o jornal A Bola e diga que é o fã número dois do Di Maria. Se disser que é o número um, eles não acreditam. Os próprios elementos do jornal são os fundadores do clube de fãs. Desta forma, ganha direito a reportagem de página inteira de jornal. Na pior das hipóteses sempre fica com uma recordação para os netos. Com algum jeito ainda pode transformar-se num empresário de futebol. Em todo o caso, a ideia é divertir-se à grande.

5. Convença o seu sobrinho, se o tiver, a ter uma reunião com um empresário sobre um qualquer projecto. Não se faça de esquisito e peça um “obrigado”.

6. Funde um banco de investimentos e depois deixe que caminhe para a falência. Alguém lhe há-de deitar a mão, para “evitar o colapso do sistema financeiro nacional”.

7. Escreva um livro de umas 300 páginas mas com apenas uma única ideia central: seja mais feliz tendo pensamentos positivos. Num gesto de solidariedade espalhe esta boa nova em conferências, colóquios, seminários. Faça-se cobrar bem por esta ideia genial.

8. Crie blogues ou sites na Internet onde pode ganhar dinheiro dizendo aos outros como podem ganhar dinheiro criando sites ou blogues na Internet. É quase tão simples como o ponto anterior mas dá mais trabalho. E ainda por cima diário.

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A obscenidade dos despedimentos indiferenciados

17, Fevereiro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

O líder da Confederação da Indústria Portuguesa, Francisco Van Zeler, diz ao Jornal de Notícias de hoje que “despedir quando se tem lucros é um bocadinho vergonhoso”. Um ‘bocadinho’? Humm, pensando bem, acho muito vergonhoso. Mas isto sou eu…

Num momento como o actual, do ponto de vista financeiro, económico e social, apostar nos despedimentos significa mais uma machadada num processo de recuperação que será complexo, moroso e deverá abrir as portas de um novo ciclo.

David Fitzsimmons,Arizona Daily Star

Cartoon de David Fitzsimmons, Arizona Daily Star, EUA

Se tem de ser, porque a empresa vai fechar ou não consegue suportar os custos,  e não há alternativa, custa mas temos de aceitar e seguir em frente. Sempre podemos encolher os ombros e dizer que é a vida.

Outra história é apresentar lucros e rentabilidade. Despedir pessoas apenas para manter essa rentabilidade ou como ‘medida preventiva’ é obsceno. Quem, afinal, contribuiu para esses resultados?

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