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Arquivo da Categoria ‘Cultura’

Oscars… ei-los

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Mais uma vez, e mais uma vez para contrariar a perde de audiências, a Academia de Hollywood mexeu no formato da apresentação dos Oscars. A edição 82 é na próxima madrugada. E deve ser uma cerimónia mais rápida, mais curta e mais divertida, com a principal missão de atrair os espectadores mais jovens.

Foram eliminados os números em que são interpretadas as canções candidatas ao Oscar da categoria e as entregas de estatuetas honorárias. Os premiados deste ano, a actriz Lauren Bacall, o realizador e produtor Roger Corman, o director de fotografia Gordon Willis e o produtor John Calley, já receberam os seus troféus de homenagem numa cerimónia especial, em Novembro.

Outra novidade é que há dez filmes a concorrer ao Oscar de Melhor Filme, o que permitiu a Up – Altamente, da Pixar/Disney, ser a primeira longa-metragem de animação a entrar na corrida. Mas o verdadeiro confronto será entre Avatar e Estado de Guerra, os dois principais candidatos ao prémio de Melhor Filme.

A cerimónia tem dois apresentadores, Steve Martin e Alec Baldwin, o que sucede apenas pela terceira vez.

E, afinal, quem mais perde com a pirataria?

2, Março, 2010 José Freitas 2 comentários

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As mihas desculpas. Não me resta alternativa que não seja penitenciar-me. Errei. Terá sido por desconhecimento, pois, mas não fui mal intencionado. No passado disse e escrevi que não eram os músicos os mais prejudicados pela pirataria de música. Mal. Os músicos são, de facto, os mais prejudicados.

A imagem do CD que acompanha este texto permite verificar que são os músicos, sim, artistas individuais ou bandas, aqueles que menos recebem na hora de dividir o apuro. Todos os outros agentes em redor da indústria da música ganham mais com a capacidade técnica e criatividade dos artistas. Sim, daqueles que ganham menos.

Feitas as contas, quanto mais pirataria menos recebem os artistas.

No passado errei. Há que assumi-lo. Cometi o sacrilégio de pensar que quem mais berrava contra os piratas, os sanguessugas da indústria musical, isto é, as grandes editoras, produtoras e etiquetas do sector, era quem mais tinha a perder. Errado. Afinal, mesmo com a pirataria ficam sempre com a maior parte. Melhor: a muito maior parte. Por isso, nunca perdem. Podem é não ganhar tanto. Mas, ainda assim, ganham muito mais que quem faz música.

Ficam pois as minhas sinceras desculpas aos artistas. Afinal, são eles mesmos, no fim da cadeia, aqueles que menos ganham, os mais prejudicados pela pirataria.

Quanto a mim, vou ali buscar a corda para a colocar ao pescoço…

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Dan Castenella: O homem que dá a voz a Homer Simpson

26, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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Os 10 melhores momentos de Conan O’Brien… segundo a Time

25, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

Conan O’Brien deixou de ser o anfitrião do "The Tonight Show" da NBC. Na semana passada assinou o contrato de rescisão com a cadeia e já fez as suas despedidas do ecrã. Jay Leno pode, assim, regressar ao seu horário tradicional, aquele que ocupou durante 17 anos e antes das mudanças de Junho.

conanleno2101 O’Brien e Leno

Em meados do ano passado, a NBC decidiu promover alterações nos programas nocturnos. A ideia era refrescar, disseram, mas o principal objectivo foi poupar. Conan O’Brien deixou o “Late Night Show” para ocupar o "The Tonight Show", que foi de Leno.

Ao mesmo tempo que poupava, a cadeia cumpriu uma promessa que tinha feito ao comediante ruivo há mais de cinco anos, com o objectivo de o convencer a renovar contrato. Leno esteve para sair da NBC mas aceitou continuar num horário mais nocturno.

Sete meses depois e como as audiências não estavam a ajudar, a NBC quis mudar de novo e preferiu regressar à primeira forma. A ideia central passava por atrasar o “show” de O’Brien cerca de meia hora, para beneficiar as audiências de Leno. O’Brien não gostou e recusou. A NBC foi para a rescisão, num processo complicado.

Agora que tudo acabou, a revista Time colocou no seu site aqueles que classificou como os 10 melhores momentos de Conan O’Brien.

Dave Hill, um artista que não enganar ninguém

14, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

Dave Hill diz-se fotógrafo. Não é que não o seja, porque é, mas prefiro chama-lo de artista. Na realidade é esta a designação que mais se adequa ao trabalho que faz. É arte, pura arte.

Nascido em São Diego, há pouco mais de 30 anos, é um reputado fotógrafo comercial, embora também produza belos trabalhos pessoais. Em rigor, não cria fotografias, elabora aventuras. Cada uma das suas imagens é uma aventura, seja apenas uma fotografia ou uma sequência delas. Há ali uma ou mais histórias, basta observa-las com atenção.

Num parágrafo acabei de admitir dois ‘pecados’, a inveja e o egoísmo. Seja, não há mal nenhum. Já aqui o disse: Para mim, um blogue é, acima de tudo, um espaço de partilha. (…) Hoje partilho Dave Hill. Já não sou egoísta. Mas continuo invejoso.

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Sim, são fotografias que nos surgem pouco reais, tal é a manipulação que lhe é aplicada. Tem os seus óbvios críticos e detractores que o acusam de enganar e utilizar equipamento ultra sofisticado que não está ao alcance do comum dos mortais.

Acontece que Dave Hill não engana ninguém. É totalmente honesto em relação ao trabalho que produz. No seu site pessoal disponibiliza uma área com inúmeros filmes “behind the scenes” que são, em concreto, os “making off” do seu processo criativo. Está lá tudo, da maquilhagem dos modelos, da preparação dos cenários, os elementos da equipa, a forma como prepara os ‘disparos’, os momentos antes de carregar no obturador, a hora h e o processo final de produção.

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Bolinhos de bacalhau na Salon

11, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

Francis Lam, o cozinheiro de serviço na revista Salon, dedicou algum do tempo dele a preparar e sugerir os bolinhos de bacalhau, uma receita portuguesa dos sete costados.

Se não soubem como se faz, aprendam com ele.

Elvis nasceu há 75 anos

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Se fosse vivo, Elvis Presley faria hoje 75 anos. Não criou o rock, era um cantor pouco mais que sofrível, apesar de um registo vocal amplo, um actor medíocre. Mas sabia mexer bem as ancas. E tinha imagem. E algum carisma. Sabia do que era ou não capaz, daí ter reconhecido nada saber sobre música. No seu estilo não precisava.

Elvis Presley tinha 42 anos quando morreu. Pelo menos é o que consta.

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Lost em oito minutos (ou o que queria saber mas não sabia como perguntar)

Lost (Perdidos) é uma das minhas séries de televisão preferidas. É claro que, depois de uma excepcional primeira temporada, reunindo do melhor que já se fez em televisão, entrou numa certa deriva esotérica e de intrincados mistérios.

Cada episódio trazia mais perguntas que as respostas que proporcionava. Às vezes chegava a irritar a ponto de quase nos deixarmos perder no enredo e ponto de quase a deixarmos. Mas quando isso estava para acontecer, como por magia, lá recuperava o fulgor e regressava ao essencial: as teias de complexas relações humanas.

Lost regressa aos ecrãs da televisão nos EUA no início do próximo mês. Em Portugal deve demorar um pouco mais.
Ora, após uma longa pausa de cerca de meio ano, esta parece a altura exacta para recordarmos o essencial que passou. Em oito minutos.

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Mona Lisa depilava as axilas?

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Um professor italiano de Anatomia Patológica na Universidade de Palermo decidiu fazer o que milhares de outros já fizeram: estudar todos os detalhes do mais famoso quadro do mundo, Mona Lisa.

O homem observou, analisou, estudou a obra-prima de Da Vinci e graças ao seu olhar clínico deixou um diagnóstico: além do sorriso enigmático, a modelo de Da Vinci podia também sofrer de colesterol e apresentar níveis altos de triglicéridos.

Ao analisar o quadro, Vito Franco encontrou o que se designa por “xantelasma”, uma acumulação subcutânea de colesterol, na concavidade do olho esquerdo de Mona Lisa e um sinal de um linfoma numa mão.

Como não há possibilidades de concluir o diagnóstico utilizando os tradicionais exames médicos, estas possibilidades não poderão, infelizmente, ser confirmadas. A estas dúvidas juntam-se outras, como saber se Mona Lisa, ou Gioconda, cheirava mal dos pés, padecia de ataques de flatulência, depilava as axilas, cortava as unhas dos pés, tinha mau hálito, entre outros dados relevantes.

Se foi para isto que criaram o Natal…

11, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

O jornal britânico Telegraph decidiu destacar a lista das piores 25 capas de discos de Natal. Há algumas preciosidades nesta lista. Capas de discos de tão mau gosto que poderiam entrar no catálogo das 25 piores capas de sempre e não apenas de edições natalícias.

O primeiro lugar, segundo o Telegraph, pertence a Stan and Doug e o seu “yust go nuts at Christmas”.

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É uma escola que se aceita. Mas as minhas preferências foram para outro lado. Não resisti ao encanto de “Merry Christmas with mum and dads”

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Toda a lista aqui…

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Isto é genial

5, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Maurice Gee é, consta, um dos mais significativos escritores da Nova Zelândia. Tem publicadas diversas novelas e contos. Não conheço a obra de Gee, nem sequer “Going West”. Mas provavelmente vou conhecer. E tudo por causa de um spot publicitário animado pela Andersen M Studio através da ‘stop motion’, um género de animação utilizado em filmes como A Fuga das Galinhas, A Noiva Cadáver, Wallace and Gromit, entre outros.

O mínimo que se pode dizer é que o spot (concebido pela BBDO) é genial.

The Wall: 20 anos de angústias

30, Novembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Angústia, opressão, depressão, medo, isolamento, desprezo, redenção, esperança. Está tudo lá. Em “The Wall”. Hoje assinalam-se os 20 anos da edição do álbum que levou os Pink Floyd a um patamar superior na escadaria da música rock, depois do primeiro passo ter sido dado após o sucesso de “The Dark Side of The Moon”.

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Num duplo álbum, a banda britânica construiu uma ópera rock em redor de Pink, um alter-ego de Roger Waters, que escreveu e interpretou a maior parte das canções. Ao longo dos temas, acompanhamos a vida tumultuosa da personagem: o pai desaparecido na guerra, os abusos e opressões dos professores (num Another Brick in the Wall que ficou para a história como hino revolucionário de uma certa rebeldia estudantil), a mãe super-protectora e controladora, um casamento falhado, as drogas, inúmeros estigmas sociais. Tudo tijolos acrescentados a um muro crescente rumo a um isolamento total. Até à tentativa de redenção final.

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Uma irritação que se compreende

30, Setembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Irritado com o toque de um telemóvel irritante no meio da peça “A Steady Rain”, onde contracena com Daniel Craig, o actor australiano Hugh Jackman interrompeu o espectáculo da Broadway para pedir a um espectador que atendesse o telemóvel.

“Pode atender?”, disse Jackman quando o toque do telemóvel interrompeu a anteestreia de “A Steady Rain”, peça que promete fazer uma carreira de êxito nos palcos de Nova Iorque.

“Atenda o telemóvel, não importa”, disse Jackman, enquanto o telefone continuava a tocar. “Vamos, desligue isso… podemos esperar.”, continuou, terminando com “Não fique envergonhado, atenda”.

“A Steady Rain”, de Keith Huff, é um drama sobre dois polícias de Chicago e as diferentes versões de ambos sobre alguns dias que mudaram as suas vidas.

Claro que já há um vídeo sobre o caso, distribuído pela TMZ:

De génio e com giz

O artista de rua Kurt Wenner faz coisas brilhantes, ao estilo de três dimensões, em giz, como esta…

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ou esta…

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Isto é arte! (ponto de exclamação). E brilhante.

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Não sei o que vocês pensam mas eu acho uma boa ideia

No dia 9 de Setembro de 2009 será reeditado em CD o catálogo completo das gravações originais dos Beatles, pela primeira vez remasterizadas digitalmente. No mesmo dia será apresentado o videojogo com a música do grupo: The Beatles: Rock Band.

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Cada CD tem uma embalagem com o grafismo igual ao da edição original inglesa dos anos 60 e ainda pequenos livros em que ao material original foram acrescentados fotografias raras e novos textos sobre a gravação de cada disco.

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Woodstock: 40 anos

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Bill Eppridge; Life / Google

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Só por Hotel Califórnia já merecem o Olimpo

Admito que algumas das suas músicas podem rondar o ‘foleiro’. Enfim, não se pode ser bom o tempo todo. Não interessa, só por uma canção, uma única canção, os Eagles merecem entrar no restrito círculo do deuses da música.

“Hotel Califónia” é um hino. A tudo. Àquilo que se quiser. O mistério que rodeia a canção não precisa de ser explicado. Nunca o será. Os autores não abrem a boca sobre o assunto e fazem eles muito bem. Aliás, eventualmente eles próprios não terão qualquer resposta.

Os Eagles estreiam-se hoje, quarta-feira, em palcos portugueses, no palco do Pavilhão Atlântico, pelas 21h00, para um concerto que será um regresso a algumas das mais emblemáticas canções das últimas quatro décadas.

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O espectáculo terá cerca de três horas de duração. Este será o último concerto da digressão do grupo e coincide ainda com a celebração do 62º aniversário de Don Henley, o carismático baterista e fundador do grupo.

Os Eagles trazem uma formação de peso, a saber, os fundadores Glenn Frey, 60 anos, (voz, guitarra, teclas, harmónica) e Don Henley (voz, bateria, guitarra), a que se juntam Joe Walsh, 61 anos (guitarras, teclas, voz), que está no grupo desde 1975, e Timothy B. Schmit, de 61 anos (viola-baixo, guitarra acústica, voz), que entrou para a banda em 1977.

Em não vou lá estar mas gostaria. Para ouvir todas as músicas, mas sobretudo “Hotel Califórnia”, uma daquelas que levaria para uma ilha deserta.

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A arte de Bansky

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“Quando era criança costumava rezar todas as noites por uma bicicleta nova. Depois percebi que Deus não trabalha dessa forma, por isso roubei uma bicicleta e rezei, pedindo perdão”.

A frase é de Emo Philips, um comediante norte-americano, e é o actual “manifesto” de Bansky, um dos mais famosos graffiters do mundo. Graffiters não, artista. Bansky não é um marginal. É um artista, puro e duro, que faz arte e intervenção social através dela. E sem fazer discursos.

Bansky é tímido. Não gosta muito de se mostrar. Quando aparece, é com a indumentária normal de um graffiter que não se quer dar a conhecer, afinal pintar nas paredes ainda não é legal, utilizando um capuz e óculos escuros.

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A pirataria e os filmes mais vistos

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A imagem, baseada em dados relacionados com a venda de filmes e a pirataria online de obras de cinema, volta a mostrar que os agentes da indústria da música e filme continuam a utilizar argumentos falaciosos para enganar o povo e os fazer crer que há necessidade de controlar o tráfego online.

Os dados mostram que, com uma excepção, “O cavaleiro das trevas”, os dez filmes mais vendidos não têm nada a ver (salvo a excepção) com os alegadamente mais piratiados. Fica mais um dado para esta reflexão, que não acaba aqui.

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Os limites da arte ou a arte sem limites

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Não façamos confusão. Stelarc é um artista. É um performer. Não é daqueles que coloca uma série de artefactos e resíduos orgânicos no chão e chama àquilo arte. Se assim é, eu sou um grande artista, a acreditar na fantástica apresentação do meu saco do lixo.

Não. Stelarc é mesmo um artista. Não é jovem em idade mas muito jovem em determinação e imaginação.

Apresentemos o senhor. Stelios Arcadiou nasceu em Limassol, em Chipre, numa obra do acaso, porque onde ele se sente bem é na Austrália. A sua arte, vamos chamar assim, suporta-se em perspectivas de futuro, em concreto no corpo futurista. O homem, ou será o artista, pensa que o corpo humano é obsoleto e, portanto, pretende ciberorganiza-lo. Este organiza-lo do ponto de vista cibernético deve ser entendido numa dupla perspectiva de ‘criar’ novos órgãos e arranja-los de maneira diferente.

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