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Arquivo da Categoria ‘Cinema’

Oscars… ei-los

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Mais uma vez, e mais uma vez para contrariar a perde de audiências, a Academia de Hollywood mexeu no formato da apresentação dos Oscars. A edição 82 é na próxima madrugada. E deve ser uma cerimónia mais rápida, mais curta e mais divertida, com a principal missão de atrair os espectadores mais jovens.

Foram eliminados os números em que são interpretadas as canções candidatas ao Oscar da categoria e as entregas de estatuetas honorárias. Os premiados deste ano, a actriz Lauren Bacall, o realizador e produtor Roger Corman, o director de fotografia Gordon Willis e o produtor John Calley, já receberam os seus troféus de homenagem numa cerimónia especial, em Novembro.

Outra novidade é que há dez filmes a concorrer ao Oscar de Melhor Filme, o que permitiu a Up – Altamente, da Pixar/Disney, ser a primeira longa-metragem de animação a entrar na corrida. Mas o verdadeiro confronto será entre Avatar e Estado de Guerra, os dois principais candidatos ao prémio de Melhor Filme.

A cerimónia tem dois apresentadores, Steve Martin e Alec Baldwin, o que sucede apenas pela terceira vez.

“Tudo pode dar certo” é um quase ‘vintage’ de Woody Allen

23, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

É Larry David que vemos quando vemos “Tudo pode dar certo” (título que não faz jus ao original ‘Whatever works’). É o autor e actor de Curb your Enthusiasm e argumentista de Seinfeld que nos surge, ao fim de uns minutos, a olhar para nós e a conversar, de forma unidireccional, connosco. Em concreto não é uma conversa. É ele que nos interpela, incluindo àqueles que comem pipocas de boca aberta. É a voz dele. Mas, na verdade, quem ali está é Woody Allen. É o realizador e argumentista do filme que é o nosso verdadeiro interlocutor.

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É Larry David que surge mas é Allen que fala connosco. O estilo, os tiques, a postura, os gestos são de David. O discurso, as palavras e as histórias da película são do realizador de “Manhattan”. E ainda bem que Allen preferiu não protagonizar a fita, deixando ao comediante radical a tarefa de desempenhar um homem complexado, paranóico e com tendências suicidas. Um homem que “quase ganhou o Nobel da Física” e que ganha a vida a ensinar crianças a jogar xadrez mas a quem trata mal. Muito mal. Um homem sarcástico, que canta os parabéns a você enquanto lava as mãos e sofre de pesadelos.

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A vida que enfiamos numa mochila?

6, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

“Quanto pesa a vossa vida? Imaginem, por um segundo, que carregam uma mochila. Quero que a encham com todas as coisas que têm na vossa vida…”

Ryan Bingham, Up in the air

Podia ser o lema de Nas Nuvens (Up in the air): quanta vida cabe numa mochila? As coisas e as pessoas de que e de quem gostamos ocupam que espaço? O quê ou quem deixaríamos pelo caminho se não conseguíssemos transportar tudo e todos aqueles que consideramos importantes?

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Esta é uma das perguntas que nos ocorrem quando a personagem de Ryan Bingham realiza palestras sobre motivação profissional. E sobre o que nos cabe na mochila. O homem interpretado por George Clooney vive a fazer ligações aéreas. É nessas que ele é bom, é nessas que tem objectivos estabelecidos. As ligações pessoais não constam do seu cardápio. São passageiras, quase irrelevantes.

Ryan ganha a vida a despedir funcionários de outras empresas. Viaja pelo país nessa tarefa. Passa menos de 50 dias em casa ao longo de um ano e são, para ele, os piores dias do ano. No regresso ao apartamento percebemos porquê. É uma casa a quem alguém terá dificuldade em chamar de lar. Mas isso não interessa a Ryan. Na sua mochila não cabem muitas pessoas e muitas coisas. Há sempre um espaço para os muitos cartões que utiliza. E é graças a eles que conhece Alex Goran. Ryan e Alex trocam cartões de todas as espécies como quem troca fotografias dos petizes que deixaram em casa e de quem têm saudades. A certo ponto Alex diz a Ryan que ela é como ele, só que com vagina.

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Nomeações sem surpresas e um vencedor certo

2, Fevereiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

Quem estava à espera de surpresas nas nomeações para os Oscars ficou surpreendido. Nada. Bom, talvez a indicação An Education na corrida para melhor filme, este ano com dez nomeados, algo que já não acontecia desde os anos 30.

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De resto, o esperado. Avatar, Up in the air e The hurt locker surgem como os principais candidatos na noite (madrugada em Portugal) de 7 de Março.

Up in the air (Nas nuvens) surge como um dos mais nomeados, a seis prémios sendo que todos nas principais categorias, filme, realizador, actor, actrizes secundárias e argumento adaptado, a par de Precious.

Avatar tem nove nomeações, já esperadas. Para melhor filme e realizador, claro, além das categorias técnicas. Inglourious Basterds, de Quentin Tarantino, é outros dos filmes em destaque, incluindo melhor filme, realizador, argumento original e actor secundário. Também The hurt locker (Estado de guerra) surge em destaque, com indicações para melhor filme, realizador, actor e argumento, num total de nove candidaturas.

Feitas as contas há muito por decidir. As entregas de prémios até agora realizadas estão longe de permitir sinais claros. Neste momento, a cerca de uma mês e uma semana da festa, há apenas um vencedor certo. Christopher Waltz (na imagem) deve receber a estatueta de melhor actor secundário pelo seu extraordinário Hans Lada em Inglourious Basterds. Se não ganhar, isso sim, será uma surpresa.

Clint Eastwood, a estrela preferida dos norte-americanos

30, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

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Não deixa de ser estranho verificar que Clint Eastwood, realizador de Invictus (estreou esta semana em Portugal), entre muitos outros e geniais filmes, foi votado nos EUA como a estrela de cinema favorita dos americanos.

O decano realizador foi escolhido à frente de Johnny Depp, o segundo, e Denzel Washington, o terceiro. Denzel foi mesmo retirado do primeiro lugar, que ocupou nas últimos três anos, nesta Harris Poll, uma sondagem anual.

Eastwood é uma daqueles nomes que nunca pensei em ver no topo desta lista. Não perece encaixar bem. Mas é uma boa surpresa e o trabalho do actor e realizador justifica.

Eastwood, de 79 anos, reinou entre os votantes homens, e com mais de 45 anos de idade. Johnny Depp subiu do 8º para o 2º e foi a escolha preferida das mulheres.

Outra curiosidade é a presença na lista de John Wayne. O mais famoso cowboy da história morreu em 1979 mas continua, desde 1994, nesta lista, embora tenha caído para o sétimo lugar.

The Harris Poll foi realizada nos EUA, entre 7 e 14 de Dezembro e abordou 2276 adultos.

A lista:

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Gordon Gekko is back

23, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

Já foi há 20 anos. Mas parece que ainda foi há dois meses. Bom, na realidade foi. Foi há um par de meses que vi, pela segunda vez, Wall Street, o libelo de Oliver Stone sobre o período áureo dos yupis nova iorquinos dos anos 80. Era o tempo do capitalismo desenfreado, do dinheiro no topo de qualquer pedestal, o tempo do dinheiro em que as notas não tinham rosto.

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Não deixa de ser significativo que vinte anos depois, numa fase em que o mundo vive a pior crise dos últimos 80 anos, se calhar de sempre, esteja em preparação a sequela. Com Oliver Stone a realizar e com Michael Douglas a regressar a uma das suas grandes personagens: Gordon Gekko. De resto, uma das mais fascinantes personagens do cinema ambientadas no mundo das finanças.

A história chega-nos 20 anos depois. O especulador bolsista saiu da cadeia e parece diferente, em busca de uma reabilitação. Falta saber se é coisa para levar a sério.

A Vanity Fair resolveu desvendar um pouco de Wall Street 2: Money never sleeps. E convidou Annie Leibovitz para fazer as fotografias.

O filme há-de chegar mais lá para a frente. Em Abril.

E o Globo de Ouro foi para… “Avatar”. Oh, que surpresa!

18, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

“Avatar” foi o grande vencedor dos Globos de Ouro, destronando o favorito – de alguns – “Up in the Air” (Nas Nuvens) que estava nomeado para seis categorias. James Cameron venceu o troféu para Melhor Realizador, repetindo o feito de 1997, com “Titanic”. É a indústria de Hollywood e o 3D a ganharem terreno e a marcarem uma tendência para os próximos anos.

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O filme “Crazy Heart” valeu a Jeff Bridges o troféu de Melhor Actor Dramático. Foi o primeiro prémio da sua carreira, quase sempre feita de papéis secundários. Concorria contra George Clooney, Colin Firth, Morgan Freeman e Tobey Maguire. Sandra Bullock, mais conhecida pelos seus dotes em filmes cómicos, foi considerada a melhor actriz em filme dramático por “The Blind Side”.

Ainda na comédia, Robert Downey Jr, em “Sherlock Holmes”, arrecadou pela terceira vez uma estatueta. A já tradicional nomeação de Meryl Streep, desta vez redundou em prémio. Ganhou pela sétima vez, agora por “Julie&Julia”. “O laço branco” venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro e “Up – Altamente” dominou o prémio de melhor animação.

Na televisão, “Dexter” foi a sérié que mais se destacou nos Globos de Ouro atribuídos pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood. É certo que perdeu o prémio de Melhor Série Dramática para o já crónico vencedor, “Mad Men”.

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Adeus a Éric Rohmer

11, Janeiro, 2010 José Freitas Nenhum comentário

“Não podes pensar em nada”, Éric Rohmer, 1920 – 2010

Nasceu em 1920, com o nome de Jean-Marie Maurice Schere. Para a história ficou Éric Rohmer. Começou a carreira de realizador 32 anos depois, em 1952, com o filme "Les petites filles modèles", que não terminou por problemas de produção. Não seria a última vez que os teve. Mais tarde, em 1959, realizou "Le signe du lion", com Claude Chabrol como produtor.

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Corria o ano de 1969, quando Rohmer realiza "Ma nuit chez Maud", com Jean-Louis Trintignant e Françoise Fabian nos papéis principais. Foi o trabalho que fez a exigente crítica especializada francesa, em pleno auge da Nouvelle Vague, olhar para ele.

Foi uma vez candidato ao Oscar, recebeu várias nomeações aos Cesar, os prémios do cinema gaulês. A Mostra Internazionale d’Arte Cinematografica de Veneza atribuiu-lhe, em 2001, um prémio pelo conjunto da sua carreira. Um prémio merecido. Éric Rohmer morreu hoje.

Avatar, um prodígio para os olhos com uma história fraca

“Avatar” é um bom filme. Começa por ser um prodígio visual. É das mais impressionantes e belas coisas que o cinema já construiu. Só por isso, já vale a pena o preço do bilhete. Onde falha é na história. Simples mas fraquinha, cheia de clichés e ideias feitas. Mas, sejamos realistas, “Avatar” não existe por causa da história, que não passa de artifício, um veículo para os belos delírios visuais de um realizador que mostrou querer entrar para a história da sétima arte.

Francis Ford Coppola entrou na história do cinema na década de 70, dirigindo filmes que vão ficar no patamar da glória da sétima arte. Para ele, o cinema e a magia estavam associados de uma forma muito próxima. “As primeiras pessoas que fizeram filmes eram mágicos”, disse. As imagens em movimento eram, no final do século XIX, encaradas como magia. Para muitos, hoje, o cinema continua a ser pura magia. Para esses, entre os quais me incluo, James Cameron é um excelente mágico.

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Recuando ainda um pouco, a outra era faceta desta arte, recordo um dos criadores da Nouvelle Vague do cinema francês. Jean Luc Goddard apresentou há mais de vinte anos o que ainda hoje é uma premissa com grande fundo de verdade: “É uma pena que o cinema francês não tenha dinheiro e é uma pena que o cinema americano não tenha ideias”.

Em “Avatar”, que se deve tornar em breve o filme com melhor receita de bilheteira de sempre, houve dinheiro e houve ideias, muitas ideias. Não houve foi história para encher as ideias.

James Cameron sonhou com “Avatar” ao longo de 14 anos longos anos. Teve tempo para tudo. Para criar toda a sua magia, limar as ideias da maquinaria bélica, estabelecer as linhas detalhadas de um magnífico planeta, da fauna e da flora e, sobretudo, para deixar a tecnologia desenvolver-se a ponto de estarem reunidas as condições que considerava necessárias para realizar a película que imaginou. Não teve tempo apenas para construir uma história melhor.

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Cinema: 1 ano, 7 minutos, 342 filmes

30, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Kees van Dijkhuizen decidiu olhar para o cinema de 2009 e resolveu criar um pequeno filme. Em cerca de sete minutos decidiu montar imagens de 342 filmes. Não quis deixar nada, do que considerou relevante, para trás. Há um ano atrás, ‘recuperando’ o cinema de 2008, fez-lo com pouco mais de 100 filmes. Desta vez foi bem mais longe.

Os filmes em causa são…

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Julho é já ali, não é?

28, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Posso estar enganado mas “Inception” promete ser um dos fenómenos cinéfilos de 2010. O novo projecto de Christopher Nolan, que escreveu o argumento e realizou a película, promete muito, a avaliar pelos traillers já libertados.

Pouco se sabe da história, o que ajuda a alimentar uma certa ansiedade em redor de um filme que Leonardo DiCaprio proragoniza, ao lado de Ellen Page, a magistral intérprete de “Juno”.

Sabe-se, no entanto, que é um thriller psicológico e muito do que se passa acontece na mente do protagonista. Do autor de “Memento” e “Cavaleiro das Trevas”, entre outros, vale a pena esperar coisas boas.

Falta muito para Julho de 2010?


“Avatar”: uma nova realidade

17, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

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É um dos filmes mais aguardados do ano e tem estreia simultânea em todo o mundo. “Avatar” é a primeira longa-metragem realizada por James Cameron desde “Titanic”, película que açambarcou 11 Oscars, incluindo o de Melhor Realizador, em 1997. Projecto antigo de Cameron, que o imaginou há cerca de 14 anos, o filme teve a rodagem das imagens reais em 2005 e levou quatro anos de pós produção e de concepção das muitas – inúmeras – imagens por computador.

Cerca de 60 por cento das duas horas e 45 minutos de duração de “Avatar” são protagonizadas por actores reais, de carne e osso. Já os restantes 40 por cento são fruto de animação computorizada, denominada CGI. Realizado também em versão 3D, “Avatar” é um velho sonho de James Cameron, no qual o realizador e produtor empenhou muito do seu prestígio profissional para o fazer avançar. Afinal não é todos os dias que se podem investir mais de 250 milhões de dólares na concretização material de um filme, sem contar com as verbas para as necessárias acções de promoção.

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“Frankly, my dear, I don’t give a damn”

16, Dezembro, 2009 José Freitas 1 comentário

São cinco discos em DVD e edição em blue-ray pela primeira vez. É uma edição especial de “E Tudo o Vento Levou”, de Victor Fleming, que estreou nos cinemas há 70 anos. Mais de sete décadas só cimentaram o prestígio deste que é um dos grandes clássicos da sétima arte e, medidas as taxas de inflacção e correcção monetária, o mais rentável de sempre. Mesmo acima de Titanic.

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Foi a 15 de Dezembro de 1939, que estreou em Atlanta, capital do estado norte-americano da Geórgia. Uma festa em grande, que faria corar de vergonha algumas das luxuosas ‘premieres’ dos dias de hoje. Foram três dias de festa e até um feriado estadual. Apesar do essencial da história se passar na Geórgia, quase todo o filme foi rodado na Califórnia.

Foi um sucesso de público e crítica. Ganhou dez Oscars, incluindo o de Melhor Filme, num recorde que durou 20 anos, até Ben-Hur, e continua a ser um dos 10 melhores filmes americanos de todos os tempos, segundo o American Film Institute.

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“A princesa e o sapo” é o filme do ano para a Time

13, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

A revista Time, na sua tradição anual de fazer o “Top 10 de tudo” no final de cada ano, elegeu “A princesa e o sapo” para melhor filme do ano. A animação ‘tradicional’ da Disney foi realizada por Ron Clements e John Musker. Estreou nos EUA na sexta. Chega a Portugal apenas em Fevereiro.

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As palavras de Tarantino

10, Outubro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

A diferença está nos diálogos. Ponto. É nos textos, nas linhas, nas palavras que está a diferença do cinema de Quentin Tarantino. E “Sacanas sem lei” confirma isso mesmo. Sim, claro que há as imagens. Ao contrário de João César Monteiro, Tarantino sabe que o cinema vive das imagens, senão poderia ser apenas uma rádio novela.

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Esse conhecimento permite-lhe criar enfeites para os diálogos. Mesmo nas cenas de acção, Tarantino está a falar. Mesmo nas cenas de amor, é ainda Tarantino a falar. Mesmo quando há silêncios, são as palavras que lá estão. Mesmo quando utiliza, e isso ocorre inúmeras vezes, referência cinéfilas, as palavras dançam-nos nos olhos. Já viram entrevistas do homem? Pois claro, está sempre a falar, não se cala. Sim, tal como Vasco Pulido Valente escreve melhor do que fala.

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Hayao Miyazaki de regresso

Um filme de Hayao Miyazaki é sempre um acontecimento. Enfim, é um filme de Hayao Miyazaki. Ponto. Bastava ter sido o génio criador do fantástico "Conan, o rapaz do futuro” para merecer um lugar especial na história do cinema animado. Mas Miyazaki fez mais, muito mais.

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Às salas nacionais chegou a sua, até agora, última produção: “Ponyo à Beira-Mar”.

Realizado por processos tradicionais de animação e inspirado em “A Pequena Sereia”, este é mais um exemplo do estilo de Miyazaki. Conta-nos uma história fantástica através de desenhos elaborados à mão, muitos dos quais feitos pelo mestre, apesar dos seus mais de 70 anos. Foi o responsável pelo mar e as ondas neste filme.

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Um “O filho de Rambow” para descobrir

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Ao primeiro impacto, a ideia é deixar de lado. Um filme chamado “O filho de Rambow” não pronuncia nada de bom. Resistamos, pois, a essa tentação. Quantos não mereceram o mesmo rótulo e depois se revelaram belas películas?

O primeiro impacto parece querer solidificar a impressão ou talvez seja ainda algum preconceito a reinar. Vai o filme nos seus cerca de 10 dos 96 minutos que o compõem e ainda não se vislumbra uma saída. O pior cenário parece ganhar força. Regressa a tentação: o melhor é desistir. Nunca fui de deixar filmes a meio ou a caminho de meio mas o tempo ajudou a perceber que o tempo é demasiado precioso para nos colocarmos com pruridos deste género.

De repente, duas portas abrem-se. Literalmente e para o corredor de uma escola. “O filho de Rambow” ganhou nova vida. Sabem como era, quando ganhávamos créditos nas velhas máquinas que jogávamos nas romarias ou num café? Aqui foi o mesmo. Uma cena, uma trintena de segundos e o filme ganhou uma série de créditos. Uma mão cheia de ‘vidas’ que hão-de chegar ao fim.

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Ucrânia proibiu “Bruno”

A Ucrânia proibiu a exibição de "Bruno", comédia de Sacha Baron Cohen sobre um repórter de moda austríaco gay. As autoridades argumentam com as cenas de nudez e sexo homossexual, disse o Ministério da Cultura. O ex-Estado soviético já tinha proibido "Borat", a sátira anterior de Cohen.

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Uma comissão do Ministério da Cultura concluiu que "Bruno" inclui "a exibição artisticamente injustificada de órgãos e relações sexuais, actos homossexuais de forma flagrantemente explícita, linguajar chulo, sadismo e comportamentos antissociais que podem prejudicar a educação moral de nossos cidadãos".

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“Alice no país das maravilhas”, de Tim Burton, promete surpreender

“Alice no país das maravilhas”, de Tim Burton, promete surpreender do ponto de vista visual. Pelo menos, as primeiras imagens indicam isso mesmo. O jornal USA Today publicou algum do trabalho de arte da película, que chega em Março do próximo ano, e o mínimo que se pode dizer é que são imagens espantosas de detalhe e cor.

Exemplo? Johnny Depp como “Chapeleiro Louco”:

 

Johnny Depp Chapeleiro Louco

Harry Potter em Lego (e em espanhol)

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