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Arquivo de Dezembro, 2009

O Porto é “cool” e até tem uns “spots”

31, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Todos sabem aquela história de que muitas vezes sabemos mais sobre o que se passa do outro lado do mundo do que aquilo que acontece à nossa porta. Pois, acabei de descobrir que se passou isso mesmo comigo.

Diz-me a agência Lusa que o “site O Porto Cool, um guia de estilo urbano on-line”, está a organizar uma votação para os leitores escolherem os locais mais interessantes da cidade portuense, entre lojas, restaurantes e bares. Confesso que não ligo nenhum ao concurso, ou melhor a este género de concursos. O que gostei foi de saber que há um site chamado O Porto Cool e cuja finalidade é ser “um guia de estilo urbano on-line”.

A ideia do concurso nem sequer tem a ver com locais ou estabelecimentos, tem a ver, indica o site, com os “spots mais cool”. Os anglicismos, convenhamos, até nem ficam mal, tratando-se de coisa para malta jovem, que está mais que habituada à lingua cantada por Joss Stone. Além do mais, se há povo com quem o Porto tem profundas relações históricas é com o Inglês.

Enfim, gostei de saber que O Porto Cool existe. Já ganhei o dia.

Cinema: 1 ano, 7 minutos, 342 filmes

30, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Kees van Dijkhuizen decidiu olhar para o cinema de 2009 e resolveu criar um pequeno filme. Em cerca de sete minutos decidiu montar imagens de 342 filmes. Não quis deixar nada, do que considerou relevante, para trás. Há um ano atrás, ‘recuperando’ o cinema de 2008, fez-lo com pouco mais de 100 filmes. Desta vez foi bem mais longe.

Os filmes em causa são…

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Alguém à escuta?

30, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

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Karsten Nohl é engenheiro informático, 28 anos licenciado nos Estados Unidos. Ele e a sua equipa conseguiram, às custas de um equipamento de três mil euros e tabelas de código, quebrar o algoritmo A5/1, utilizado para garantir a privacidade dos telefonemas das redes de 2G. Ao longo dos últimos seis meses esteve a ouvir, com toda a facilidade, conversas alheias.
Por estranho que pareça, a lucrativa indústria de telecomunicações usa a mesma encriptação desde há 21 anos nas redes Global Systems for Mobile (GSM), utilizadas nos telemóveis, abrangendo 80 por cento dos 4,3 mil milhões de cartões activos.

Claro que a GSM Association não achou piada nenhuma à investigação de Nohl. Mas devia achar. Como avestruz que prefere não encarar o problema e as falhas detectadas, e tão laboriosamente escondidas, considerou o trabalho "ilegal" e "contra-intuitivo", já que o objectivo seria promover a privacidade dos telefonemas. Por isso, preferiu atacar o mensageiro.

A organização garantiu que esta descoberta não ameaça a segurança do sistema mas agora ninguém tem a certeza. A começar pelos órgãos políticos e de justiça em Portugal.

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29, Dezembro, 2009 José Freitas 2 comentários

Os portugueses gastaram 2,58 mil milhões de euros em compras e um valor médio de 44 euros, entre os dias 1 e 26 de Dezembro deste ano, indicam os dados da SIBS, a entidade gestora dos sistemas de pagamento, que junta os bancos a operar em Portugal. Feitas as contas, algo em que não somos grande coisa, “investiram” (palavra mais bonita que “gastaram”) o equivalente a 2,9% do produto interno bruto.

Perante estes números assola-me uma dúvida: os portugueses são completamente doidos pelo Natal? Perderam a cabeça de vez? Ou a história da crise é uma treta?

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Julho é já ali, não é?

28, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Posso estar enganado mas “Inception” promete ser um dos fenómenos cinéfilos de 2010. O novo projecto de Christopher Nolan, que escreveu o argumento e realizou a película, promete muito, a avaliar pelos traillers já libertados.

Pouco se sabe da história, o que ajuda a alimentar uma certa ansiedade em redor de um filme que Leonardo DiCaprio proragoniza, ao lado de Ellen Page, a magistral intérprete de “Juno”.

Sabe-se, no entanto, que é um thriller psicológico e muito do que se passa acontece na mente do protagonista. Do autor de “Memento” e “Cavaleiro das Trevas”, entre outros, vale a pena esperar coisas boas.

Falta muito para Julho de 2010?


Colton Harris-Moore: quando o criminoso é herói

28, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Foi do portuense Siga ou do norte-americano Jesse James que me lembrei quando conheci o caso de Colton Harris-Moore. Nos EUA comparam-no a Huckleberry Finn ou a Robin dos Bosques. Prefiro vê-lo como apenas como um criminoso jovem, embora com estilo, e não como um justiceiro que rouba aos malvados ricos e entrega aos pobres ou uma simples vítima órfã de um pai cruel.

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Tal como Siga, criminoso jovem desde criança, Colton Harris-Moore entrou no mundo dos assaltos muito cedo. Tal como Jesse James é encarado como um rebelde com causa, cheio de estilo e a quem apetece ajudar e bater palmas.

Colton Harris-Moore só tem 18 anos mas uma vida cheia de aventuras. Num churrasco de família, ele, criança, e o pai discutiram, tendo terminado com o homem a apertar o pescoço ao miúdo. A mãe saiu de casa e levou-o. Ainda não tinha feito nove anos e já a polícia o procurava. Tinha roubado uma bicicleta. Foi o primeiro de um currículo gigante, construído em dez anos.

A seguir às bicicletas vieram automóveis, barcos e aviões, que pilotou mesmo se ter qualquer aula, tendo sido quanto baste a leitura de um manual que encomendou pela internet. Ao longo de dez anos foi construindo uma legião de fãs através da internet. No YouTube há hinos que o glorificam. No Facebook tem milhares de seguidores. Que se saiba, nenhuma delas foi vítima de Colton.

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Admirável Universo Novo

27, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

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Fotografia de um corpo celestial feita pelo telescópios espacial Huble.

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Nada para além do factor humano

26, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

O primeiro gesto é para por colocar tudo numa bandeja. Cinzenta nas maior parte das vezes, mas já aconteceu encontrar de outras cores. Depois, não esquecer o telemóvel, as chaves, o casaco. Sim, é necessário tirar o cinto. Tem mesmo de ser. Humm, já agora tire também os sapatos, se faz favor. Assim fazemos. Todos. Eu e todos os outros. Passamos pelo pórtico, um de cada vez. Olhados ao pormenor, por um ou dois especialistas nestas coisas.

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Ultrapassar esta fase não significa que a componente segurança esteja resolvida. Se transportarmos uma mala podemos ser convidados a chegar ao lado. Um outro elemento da segurança, com luvas de látex pergunta-nos o que transportamos. Uma muda de roupa, afinal nunca se sabe se as malas vão chegar ao destino connosco e um homem prevenido vale por dois.

Abre a mala, coloca as mãos, mexe, verifica. Não encontrando nada de relevante, agradece. Pode seguir, boa viagem.

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O Pai Natal não existe. Pronto, está dito!

24, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

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Sejamos directos. É tempo de descer à terra. Cá vai: O Pai Natal não existe! Pronto, está dito. Da forma mais directa, simples e, vá lá, também da mais dura. Mas é melhor enfrentarmos a realidade.

Apesar da componente esotérica da questão, que poderá permitir uma leve – muito leve, e algo inútil discussão, basta uma simples análise matemática para mostrar o disparate que é a ideia de ter um senhor idoso, algo anafado, montado num veículo puxado por renas, percorrer todo o planeta com um saco de presentes, verificar a lista das crianças que se portaram bem ao longo do ano, descer a chaminé nas casas que as têm (como seria nas que não têm chaminé), depositar embrulhos junto de uma árvore, subir a chaminé, regressar ao trenó, passar para a casa seguinte e recomeçar todo o processo milhões de vezes. Pense dois segundos neste assunto e chega à mesma conclusão: não é possível. A existir, S. Nicolau terá de ser mais rápido que Usain Bolt, que Lucky Luke ou o Super-Homem.

Vamos directos ao assunto. Toda a história do trenó cai por terra por uma simples evidência: as renas não voam. Nenhuma espécie de rena voa. Pelo menos, até ao dia de hoje. O argumento não chega? Há mais e com argumentos imbatíveis. Matemáticos.

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Jesus Cristo não nasceu a 25 de Dezembro, portanto o Natal pode ser quando o Homem quiser

23, Dezembro, 2009 José Freitas 1 comentário

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Não. Pelo menos segundo diversos investigadores e estudiosos. É certo que o Natal celebra o nascimento de Jesus Cristo mas é também certo que não foi a 25 de Dezembro que o “Menino Jesus” nasceu. Pelo menos em Belém.

A Igreja acabou por “adoptar”, não sem alguns problemas, o 25 de Dezembro para o Natal, de forma oficial, a partir do ano 354, por determinação do Papa Libério.

Há dados que apontam para o facto de os primeiros cristãos valorizarem cada momento da vida de Jesus, em especial a Paixão e Morte na Cruz. Mas não era, na altura, costume comemorar o aniversário e, portanto, não havia elementos suficientes para datar o nascimento. Há, aliás, datas muito variadas.

O dia 25 de Dezembro foi escolhido pela Igreja na sequência da missão de cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno. Eram festividades assinaladas por inúmeros povos europeus e foram adoptadas no Império Romano, através da Saturnália, festa em honra ao deus Saturno, que era comemorada entre 17 a 22 de Dezembro. Era um período de alegria e troca de presentes.

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Aderi ao MANEPA

22, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Há uns anos atrás, Woody Allen escrevia um divertido “Para acabar de vez com a cultura” (tradução muito livre de “Getting Even”). Tivesse eu artes de escrita ao nível do cineasta, e idêntica capacidade cómica, e avançava já com um belo libelo: “Para acabar de vez com o Natal!”.

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Há quem advogue que esta é mais linda, animada, ternurenta, espiritual e solidária época do ano, repleta de paz e amor. Por mim, sempre a considero a mais hipócrita, irresponsável, favorecedora do instinto consumista e stressante. São menos estas definições negativas do sentimento natalício que as positivas, é certo, mas são mais que suficientes para caracterizar uma época em que uma parte da população age de modo particularmente imbecil.

Por exemplo. A ideia de ajudar os mais pobres nesta temporada, ‘porque é Natal’, soa, em absoluto, ridícula. Os pobres e desfavorecidos não precisam de apoio ou ajuda no resto do ano? Para a maior parte, pelos vistos, não. Durante 360 dias, vá lá, que se safem como podem, esses malandros que não querem trabalhar mas viver de subsídios às nossas custas e uma parte gasta tudo em vinho. Nos restantes cinco dias, temos de ser solidários e ajuda-los, coitados, a vida está dura para todos e eles não têm tido sorte. E um copo de vez em quando não faz mal.

Mais coisas? Ora continue a ler.

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Prenda de Natal com muita psycologia

19, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

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Uma bela cortina de chuveiro. No cartão, além do tradicional Feliz Natal, opte por uma assinatura diferente: Norman Bates.

Se a prenda for oferecida a uma mulher, ainda melhor.

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Que fazer perante bestas deste calibre?

18, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

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Que espécie de monstro é o cabrão que espetou 50 agulhas dentro do corpo de uma criança de dois anos? Havia agulhas metálicas espalhadas pelo tórax, abdómen e pernas, uma delas perfurou um pulmão.

Conheci o caso ontem, bem cedo. Mas as informações eram ainda superficiais e não se sabia ainda o que estava na origem deste caso insólito. Aguardei. Os exames mostraram que as agulhas não podiam ter entrado no corpo por acidente. Havia algo mais.

Agora sabe-se que foi o padrasto da criança que colocava as agulhas no corpo da criança. Não por um qualquer estranho tratamento por acupunctura mas por vingança da mulher e mãe do menino e por querer deixa-la por uma amante.

O cabrão foi ajudado por duas mulheres, sendo que uma delas faria parte de uma seita religiosa, de bruxaria ou alguma merda do género.

A criança está internada nos cuidados intensivos e os médicos analisam agora quais as agulhas que podem ser retiradas sem causar danos e quais as que serão deixadas dentro do organismo do menino.

Quanto aos energúmenos em causa, oxalá tenham o devido castigo.

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Black Eyed Peas com Portugal no Mundial! Iupi

17, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Na derradeira etapa de apuramento para o Mundial de futebol de 2010, Carlos Queiroz revelou que a canção “I gotta a feeling”, dos The Black Eyed Peas, estava a servir de inspiração e motivação para os jogadores nacionais atingirem a qualificação.

Nada de Amália, Mariza, Clã ou Xutos e Pontapés, com um nome mais apropriado ao mundo da redondinha. A selecção queria mesmo a banda norte-americana da moda, Black Eyed Peas. Em especial a cantar ‘I gotta a feeling, that’s tonight gonna be a good night’. Fosse pela motivação musical ou pela melhor arte no chuto da bola, o apuramento lá chegou.

Sabedores da coisa, os The Black Eyed Peas já vieram anunciar que vão apoiar a selecção nacional durante o Mundial 2010. Nem mais. E não se ficaram apenas por meias palavras. Gravaram um vídeo em que agradecem a opção e declaram apoio total.

Será que alguém na federação se vai lembrar de propor a nacionalização dos três moços e da simpatica donzela?

 

Uma coisa de bebidas: da Red Bull ao Vinho de Lisboa

17, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Nem sempre acontece mas, desta vez, concordo com Rui Rio: a transferência da Red Bull Air Race do Porto para Lisboa é “mais um factor negativo do caminho trilhado por um país que não tem juízo por tudo acontecer na capital”. Luís Filipe Meneses afinou pelo mesmo diapasão.

Há umas semanas, com a divulgação das estatísticas sobre a população nacional, o presidente da Associação de Municípios, Fernando Ruas, dizia que o país estava tão inclinado para o litoral que um dia poderia estar a cair para o mar. Agora, se virmos o país como um pódio (pequenino), sempre se pode ascrescentar que o degrau do sul é cada vez maior que o degrau do norte.

Pronto. A Red Bull Air Race vai ser "deslocalizada" do Porto para Lisboa? Que surpresa… Já agora podiam levar a Torre dos Clérigos e o Vinho do Porto pode passar a ser conhecido como Vinho de Lisboa. Produzido na região demarcada do Trancão.

“Avatar”: uma nova realidade

17, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

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É um dos filmes mais aguardados do ano e tem estreia simultânea em todo o mundo. “Avatar” é a primeira longa-metragem realizada por James Cameron desde “Titanic”, película que açambarcou 11 Oscars, incluindo o de Melhor Realizador, em 1997. Projecto antigo de Cameron, que o imaginou há cerca de 14 anos, o filme teve a rodagem das imagens reais em 2005 e levou quatro anos de pós produção e de concepção das muitas – inúmeras – imagens por computador.

Cerca de 60 por cento das duas horas e 45 minutos de duração de “Avatar” são protagonizadas por actores reais, de carne e osso. Já os restantes 40 por cento são fruto de animação computorizada, denominada CGI. Realizado também em versão 3D, “Avatar” é um velho sonho de James Cameron, no qual o realizador e produtor empenhou muito do seu prestígio profissional para o fazer avançar. Afinal não é todos os dias que se podem investir mais de 250 milhões de dólares na concretização material de um filme, sem contar com as verbas para as necessárias acções de promoção.

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“Frankly, my dear, I don’t give a damn”

16, Dezembro, 2009 José Freitas 1 comentário

São cinco discos em DVD e edição em blue-ray pela primeira vez. É uma edição especial de “E Tudo o Vento Levou”, de Victor Fleming, que estreou nos cinemas há 70 anos. Mais de sete décadas só cimentaram o prestígio deste que é um dos grandes clássicos da sétima arte e, medidas as taxas de inflacção e correcção monetária, o mais rentável de sempre. Mesmo acima de Titanic.

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Foi a 15 de Dezembro de 1939, que estreou em Atlanta, capital do estado norte-americano da Geórgia. Uma festa em grande, que faria corar de vergonha algumas das luxuosas ‘premieres’ dos dias de hoje. Foram três dias de festa e até um feriado estadual. Apesar do essencial da história se passar na Geórgia, quase todo o filme foi rodado na Califórnia.

Foi um sucesso de público e crítica. Ganhou dez Oscars, incluindo o de Melhor Filme, num recorde que durou 20 anos, até Ben-Hur, e continua a ser um dos 10 melhores filmes americanos de todos os tempos, segundo o American Film Institute.

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Uma babel em Paredes

16, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Primeiro o espanto. Um mastro para uma bandeira custa um (1) milhão de euros? Depois leio melhor. Custa, pois. Mas nessa verba já está previsto um arranjo urbanístico numa área de três mil metros quadrados. Assim, tudo muda de figura.

Afinal, não se trata de um simples mastro para uma bandeira. É um monumento, garante o presidente da Câmara de Paredes, autor da ideia, que pretende assinalar os 100 anos da implantação da República.

Garantidamente este será um dos maiores mastros para bandeiras de todo o mundo. É quase tão alto quanto o monumento do Cristo-Rei, em Lisboa, tem mais 25 metros do que a Torre dos Clérigos, no Porto, e até é maior que o Big Ben, a famosa torre – relógio de Londres, que só mede 96 metros.

Para um mastro deste tamanho, está visto que a bandeira terá se ser à altura. Terá 25 por 16 metros. Imagino que o preço da bandeira já esteja no valor total a pagar.

E até parece que já vejo as romarias que se farão para ver este monumento. Ou talvez não, afinal deve ser visível de bem longe.

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A vida por um fio

15, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Manila, Filipinas, 27 de Setembro. Chove há dias, graças ao furacão Ondoy. As ruas estão inundadas. A circulação é impossível mas há uma vida para fazer andar. Caminha-se como se pode. Uns pela rua, tentando pisar algo firme porque só a cabeça fica acima das águas. Outros preferem os fios da electricidade. O risco é um pouco menor que o que se pode pensar.

A electricidade foi cortada. Mas não se sabe quando regressa.

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Esta imagem de Erik de Castro para a Reuters é uma das imagens do ano.

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O caso Berlusconi e a sociedade de consumo imediato

14, Dezembro, 2009 José Freitas Nenhum comentário

Talvez Massimo Tartaglia esperasse estes momentos de fama e de sucesso. Talvez não. Terá sido apenas o ódio, o desprezo, ou outro qualquer sentimento negativo que o moveu contra Berlusconi, não a busca de uma fama efémera, nem a entrada para a galeria dos malfeitores de famosos.

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No entanto, numa sociedade onde as notícia correm cada vez mais depressa e onde não se pára um segundo para pensar e analisar os acontecimentos, Massimo acabou por, em poucos minutos, se transformar numa estrela do Facebook. Em poucas horas surgiram dezenas de grupos de apoio ou de crítica e contestação.

Houve de tudo. Grupos de apoio apenas com o nome do agressor de Berlusconi, outros mais elaborados: “Liberdade para Massimo Tartaglia”, “Apoio a Massimo Tartaglia”, “Salvemos Massimo Tartaglia”, “Contra Massimo Tartaglia”, “Morte a Massimo Tartaglia”. Numa das páginas, alegadamente de Massimo Tartaglia, estão inscritos mais de 35 mil fãs.

O homem tem 42 anos e, dizem os media italianos, um historial de doença psiquiátrica. Massimo ficou detido após a agressão e foi acusado de “ofensas graves e premeditadas”.

Há uns 20 anos, os Táxi cantavam as desventuras da relação de uma chiclete com uma música, ambas reflexo de uma “sociedade de consumo imediato”. Se era assim há 20 anos, como será agora?