Dizem que a justiça é cega…

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A justiça portuguesa está num estado catatónico. Não é nada de novo. Respira, olha, mas existe fechada dentro dela, num cenário de total alheamento da realidade. É muito cara, demasiado lenta, na maior parte das vezes ineficaz. Pelo país há mais de um milhão de processos pendentes. Já não chegava toda esta situação, agora ficamos a saber que temos de torcer o nariz a todas as suas deliberações e opções.

Descobrimos que a justiça, pelo menos algumas vezes, não trabalha de forma concreta e não vai ao fim dos processos, fica pela rama. Por falta de tempo ficam por escutar entidades relevantes para os processos, como no caso Freeport. Por falta de tempo adiam-se sentenças, como no processo Casa Pia. Por falta de tempo prolongam-se processos quase indefinidamente, uns tantos milhares. Por falta de tempo ou por falta de vontade.

Curioso é que, apesar de deste panorama, a maior parte dos agentes da justiça faz o que somos especialistas em fazer: atirar as culpas para debaixo do tapete de outros. Quando confrontados com os enormes problemas da justiça, os sindicatos ou associações representativas dos vários elementos, funcionários, juízes, Ministério Público, advogados, garantem isenção de responsabilidades e acusam outros, incluindo o Governo e o Parlamento, que também têm a sua dose de culpa no cartório.

Deve ser por tudo isto que dizem que a justiça é cega.

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Não sei porquê, hoje lembrei-me de R.P. McMurphy

Não sei porquê, hoje lembrei-me de R.P. McMurphy, isto é Jack Nicholson em Voando sobre um ninho de cucos

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Não sei porquê, hoje lembrei de Dwight Eisenhower

Motivação é a arte de fazer as pessoas fazerem o que você quer que elas façam porque elas o querem fazer.

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Hans Zimmer e a riqueza musical de Inception

A banda sonora de Inception (A Origem) é uma das melhores dos últimos anos. Pelo menos. Composta pelo experiente Hans Zimmer, autor de mais de uma centena de bandas sonoras, reúne todos os condimentos necessários a ilustrar a história: emotividade, mistério, riqueza instrumental.

Um dos temas fortes da banda sonora conta com a guitarra de Johhny Marr.

Na apresentação oficial do filme, ambos estiveram em palco para interpretar um pedaço de grande música.

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Há demasiada informação e a coisa não vai abrandar

O problema não é novo mas ameaça agudizar-se. Somos cada vez mais vítimas do excesso de informação. Vítimas mas também criminosos, quando nos colocamos na situação de produtores de conteúdos.

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Todos os dias consumimos e produzimos muita informação. Sejam notícias lidas em jornais e revistas, de papel ou online, publicações de episódios da vida de ‘amigos’ no Facebook ou outras redes sociais, além de comentários a fotografias, dos vídeos que partilharam e demais informações, tweets da comunidade que ‘seguimos’, post em vários blogues, sejam dos informativos ou opinativos.

Todos os dias, a todas as horas, produzem-se milhões de conteúdos novos. Acompanhar tudo é impossível. Claro que a primeira tarefa é separar o trigo do joio. O problema está em quando mesmo o trigo que resta é demasiado para ser consumido.

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ARKive: uma Arca de Noé para o mundo digital

O ARKive está a criar, online, um guia multimedia para as espécies em vias de extinção.

É uma tarefa que está a ser desenvolvida com a ajuda de cientistas, claro, mas também de cineastas, fotógrafos e outros interessados em proteger as especies. Vale a pena ver.

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O Escritor Fantasma numa história com muito de real

Já foram ver O Escritor Fantasma (The Ghost Writer)? Se não foram, vão. Desde, claro, que reúnam alguns requisitos. Um deles é gostar de cinema. A verdade é que há algumas pessoas que vão ao cinema mas não gostam de cinema. Parece que vão comer pipocas. E beber refrigerantes. Para esses fica a informação: não é preciso ir ao cinema para beber cola e comer milho frito em óleo.

O segundo requisito é gostar de boas histórias e contadas com rigor. É isso o que acontece neste filme de Roman Polanski, que realiza e assina o argumento, numa adaptação de um livro de Robert Harris. Polanski volta a saber como encenar um texto delicado, que exige cuidado. Estão lá todas as atenções aos detalhes. A começar no clima sombrio que acompanha toda a história, as fórmulas dramáticas de revelar os segredos que a percorrem, o ambiente sinistro que nos deixa sempre na expectativa. Uma mansão tão gélida quanto quem a ocupa.

O terceiro requisito é gostar de boas interpretações e é isso que encontramos. Desde um Pierce Brosnan em boa forma, passando por um Ewan McGregor suficientemente contido para vestir a pele de um escritor fantasma discreto, até uma excelente Olivia Williams.

Convém, ainda, gostar de política. E dos meandros que rodeiam as grandes decisões do mundo. Afinal, esta é uma história cheia de política. No ex-primeiro-ministro britânico, Adam Lang (interpretado por Pierce Brosnan), julgamos ver Tony Blair. Curiosamente ambos, um na ficção e outro na realidade, a braços com potenciais investigações do Tribunal dos Direitos do Homem por causa da guerra no médio oriente. Pelo meio surge uma secretária de Estado norte-americana que é uma sósia de Condoleezza Rice, o que ajuda a acentuar as muitas coincidências entre a ficção e a realidade. Coincidências sempre desmentidas pelos autores do livro e do filme.

Para lá destes sumarentos elementos, O Escritor Fantasma é, antes de tudo, um bom entretenimento. Talvez falte apenas um pouco mais de ritmo. Mas tem o condão de nos fazer pensar, o que, nos dias de hoje, não é fácil.

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Como diz o outro, a revisão constitucional é uma treta

Republica Portuguesa

Desculpem a expressão mas é sempre a mesma merda. Quando há crise económica e financeira, e porque não sabem fazer nada sem dinheiro (muito dinheiro), os partidos políticos da oposição, dentro da esfera da ‘vocação de poder’, inventam.

Fracos de ideias e a terem de alinhar com o governo ‘dos outros’ na maior parte das soluções de carácter económico, que é aquilo que verdadeiramente interessa, procuram encontrar um caminho alternativo. E da cartola já gasta sai-lhes a brilhante ideia de fazer uma revisão constitucional.

Enfim, o país até está habituado, já teve várias revisões do documento, e a última já tem uns anitos, assim sendo, porque não propor outra… Sempre se procura marcar a agenda política, coloca-se a comunicação social a falar do tema, e como é Verão e o Mundial já acabou até há mais espaço para o assunto, e entretém-se o povo.

Em rigor, as propostas mais relevantes da proposta são obsoletas. É para dar mais poderes ao Presidente da República? O PSD diz que não. É para retirar a expressão “tendencialmente gratuita” no que diz respeito à saúde e à educação? Tirem lá isso, porque num e noutro sector já há muita gente a pagar e, aliás, todos pagamos, quanto mais não seja através dos impostos.

Dizem que é para tirar a conotação de esquerda à Constituição? Tiram lá isso, afinal não aquece nem arrefece. Houve vários governos à direita e não vi que não pudessem governar por impedimentos da Lei Fundamental.

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O título diz tudo: What the F**k is Social Media NOW?

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Colton Harris-Moore: o bandido descalço foi obrigado a calçar-se

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Colton Harris-Moore foi detido. Falei dele em Dezembro passado. Não sei se se lembram. Apresentava-o como o ‘bandido descalço’. Era assim que era conhecido. Com 19 anos de idade exibe um currículo recheado de sete anos de crimes e uma impressionante legião de fãs, que até lhe criaram um clube e uma página no Facebook.

Roubou cartões de crédito, roupas, automóveis, barcos e pequenos aviões. Esteve dois anos em fuga. Deixou a sua área de conforto, Camano Island, no Estado de Washington, EUA, e andou por onde pôde. Foi acusado de mais de 50 assaltos em três estados norte-americanos. Alguns terá feito, outros talvez não.

Foi detido há dias nas Bahamas, numa cena de filme. Tentou fugir num barco que roubou, ainda ameaçou suicidar-se. Disse querer fugir para Cuba, de forma a evitar a captura pela polícia dos EUA.

Presente a tribunal, a advogada oficiosa disse que deveria pedir emprego na CIA. Colton Harris Moore aproveitou a oportunidade e garantiu que se o deixassem, sim, se o deixassem, apanhava Bin Laden. Vai ser julgado em Seatlle, no estado de Washington

Talvez o grande desaire destes tempos tenha sido a obrigação de se apresentar calçado em tribunal.

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Acho que se chama Jornal de Notícias…

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Alguém quer uns olquitoques?

olquitoques

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O país dos mínimos

É bonito que Sérgio Paulinho tenha vencido a etapa (uma etapa) da Volta a França em bicicleta. Afinal, não foram assim tantos os portugueses que o conseguiram, mas a festa em redor deste feito é a prova das fraquezas do desporto português.

É feito histórico apenas porque foram muito poucos os lusitanos a obter um triunfo numa etapa do Tour. Para corredores espanhóis, franceses ou italianos, por exemplo, é o pão nosso de cada dia. É por isso que somos um país de mínimos. Só queremos os mínimos. Os máximos é melhor deixar para os outros, que estão mais habituados.

(Também em Aventar)

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Balões detidos

fotografia

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