A Google ainda defende o “do no evil” ou mudou para “do money”?

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Depois do “Do no evil!” estará a Google a entrar numa nova fase? Andará o dinheiro, a tentação do poder e do controlo a subir à cabeça dos senhores que fizeram o maior sucesso empresarial do mundo dos últimos dez anos? Esqueceu a Google o poderoso contribuiu – suportado na neutralidade da internet – que os utilizadores dos seus serviços tiveram para ser o colosso que é hoje?

Pensará que o pedestal onde foi colocada não lhe pode ser retirado um dia, quando o “do no evil” estiver morto e enterrado?

Pensará que apenas por ser uma proposta Google, o mundo vai levantar-se num clamor e aplaudir? Acharão mesmo que o futuro da internet ou de uma qualquer rede mais ou menos parecida passa pela criação de divisões entre os ricos e os pobres? Acreditam realmente que uma melhor internet e uma melhor distribuição de dados passa por criar uma divisão entre quem paga e não paga?

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Não sei porquê, hoje deu-me saudades… da cidade

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Não sei porquê, hoje lembrei-me que Portugal encerra em Agosto

O mês de Agosto causa-me sentimentos ambivalentes. Por um lado, aprecio a menor densidade de automóveis nas estradas, a menor velocidade com que se fazem as coisas, a existência de menos notícias.

Por outro lado, não gosto da existência de menos notícias. Há a tendência a dar-se demasiada importância a notícias que não o merecem.

Admito que detesto o facto de mais de metade do país parar. Quem está não decide, quem decide não está. Eis Portugal em Agosto.

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O monopólio do ‘Social Media’

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Via CyberJournalist

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Uma guerra de estrelas para a criação

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Estas galáxias em espiral começaram a colidir há nais de 100 milhões de anos, conta-nos a Wired, com base em dados da Nasa. É uma batalha longa mas que proporcionou milhões de novas estrelas.

A galáxia Antennae, assim se chama, fica a 62 milhões de anos luz do nosso planeta.

Se Deus existe anda há muito tempo a jogar berlinde.

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Inception (A Origem): quando a vida está cheia de sonhos

Consta que Christopher Nolan demorou dez anos a concluir o argumento de Inception (A Origem). Bem precisou deles. Mas o resultado é altamente satisfatório. Eis-nos perante um dos grandes filmes dos últimos anos, que garante muito mais perguntas que respostas.

Ambientado nos tortuosos caminhos da mente, Inception é um digno sucessor de uma obra extraordinária para um realizador que fez 40 anos há poucos dias. É um filme de autor, pois, mas que não se fecha em si mesmo, como as fitas tão pessoais que não deixam ninguém entrar, sobretudo os espectadores. Inception é pessoal, claro, mas é também um entretenimento.

Inception

O filme é de Nolan mas estamos todos convidados a partilhar o momento e decidir depois o caminho que pretendemos. Se o enigmático final deixa algo por determinar, cabe-nos a tarefa de escolher. É a nossa tarefa. Cada um constrói o fim que prefere.

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Não sei porquê, hoje lembrei-me de Hit the road Jack

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Vergonha: Há presos que não podem jogar Playstation 3

Não passei o dia a pensar nisto, claro, mas admito que a coisa revolta. A sério, não sei como há gente que consegue dormir sabendo disto. Por entre as muitas coisas tristes deste nosso cantinho, fiquei a saber hoje que há detidos na prisão de Sintra que não têm acesso à Playstation 3. É um castigo duro, grave e cruel. Desnecessário.

Não bastava estarem detidos, muitos dos quais em preventiva, e impedidos, nalguns casos mais significativos, de continuar uma carreira criminal de grande classe, são ainda obrigados a jogar os seus jogos preferidos numa consola já antiga e ultrapassada. O infame regulamento prisional não autoriza o acesso à Playstation mais recente. Um ultraje.

Exige-se uma mobilização de todo o país, da Amnistia Internacional, do Greenpeace e da Associação dos Fervorosos Utilizadores de Consolas de Jogos para acabar com a ignomínia nacional. Isto é Guantánamo ou o quê?

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Não sei porquê, lembrei-me de António Aleixo

Sei que pareço um ladrão
Mas há muitos que conheço
Que sem parecerem o que são
São aquilo que eu pareço

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“Estão todos metidos nisto, todos”

A televisão passa uma notícia sobre o processo Freeport, a tal montanha que consta ter parido um rato. Numa mesa ao lado, no mesmo restaurante, um de três comensais diz, alto o suficiente para quem o quiser ouvir: “estão todos metidos nisto, todos”.

Não percebi porque é que falou tão alto, se era apenas para os parceiros ouvirem ou um alerta apontado às almas que respiravam o mesmo ar. Nem me atrevi a perguntar quem eram os tais “todos”. Se com ‘todos’ pretendia dizer que eu e as outras pessoas que estavam no local também estávamos ‘metidos’ naquilo, presumo que no caso Freeport, se se inclui a ele próprio e aos respectivos parceiros de alimentos. Temendo a resposta preferi não questionar e deixar o homem dar continuidade à indignação. Há momentos em que o silêncio é de ouro.

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A que cheira o cheiro do napalm pela manhã?

É uma das cenas mais famosas de Appocalypse Now. Na busca do inferno do Coronel Kurtz, o capitão Benjamim Willard vê-se lado a lado com o pelotão do estranho Bill Kilgore. Obcecado por surf, o tenente coronel interpretado por Robert Duvall procura manter uma ligação a casa, lá longe, demasiado longe. É uma ligação já ténue. Kilgore está tomado pela guerra.

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“Cheiras isto? É napalm, filho. Nada mais no mundo cheira desta forma. Adoro o cheiro do napalm pela manhã”, diz o tenente coronel. Mesmo se não soubermos em detalhe como cheira o cheiro do napalm pela manhã, sabemos que ninguém, no seu mínimo juízo, adora o cheiro do napalm. Nem sequer pela manhã. Nem sequer Kildore.

A prova está logo a seguir. De uma forma ou de outra, todos nós conseguimos encontrar uma definição para aquilo de que gostamos. Com maior ou menos arte, sabemos explicar porque gostamos. Kilgore não. Procura a palavra para definir o seu amor pelo cheiro do napalm pela manhã, mas não consegue. É diferente. Nada mais. É apenas diferente. Nem um “é diferente de…”.

Kilgore não gosta do cheiro do poderoso combustível mas pensa que gosta. Kilgore gosta da guerra. Quando uma pequena bomba explode ali perto, nem se mexe. “Um dia esta guerra vai acabar…”, anuncia, convicto, mas sem alegria. Quando a guerra acabar, Kilgore será um homem infeliz.

Há pessoas que preferem atirar combustível em vez de apagar a fogueira.

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Como funciona a Internet (infografia)

How The INTERNET Works (via Online Schools)
[Via: Online Schools]

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Dizem que a justiça é cega…

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A justiça portuguesa está num estado catatónico. Não é nada de novo. Respira, olha, mas existe fechada dentro dela, num cenário de total alheamento da realidade. É muito cara, demasiado lenta, na maior parte das vezes ineficaz. Pelo país há mais de um milhão de processos pendentes. Já não chegava toda esta situação, agora ficamos a saber que temos de torcer o nariz a todas as suas deliberações e opções.

Descobrimos que a justiça, pelo menos algumas vezes, não trabalha de forma concreta e não vai ao fim dos processos, fica pela rama. Por falta de tempo ficam por escutar entidades relevantes para os processos, como no caso Freeport. Por falta de tempo adiam-se sentenças, como no processo Casa Pia. Por falta de tempo prolongam-se processos quase indefinidamente, uns tantos milhares. Por falta de tempo ou por falta de vontade.

Curioso é que, apesar de deste panorama, a maior parte dos agentes da justiça faz o que somos especialistas em fazer: atirar as culpas para debaixo do tapete de outros. Quando confrontados com os enormes problemas da justiça, os sindicatos ou associações representativas dos vários elementos, funcionários, juízes, Ministério Público, advogados, garantem isenção de responsabilidades e acusam outros, incluindo o Governo e o Parlamento, que também têm a sua dose de culpa no cartório.

Deve ser por tudo isto que dizem que a justiça é cega.

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Não sei porquê, hoje lembrei-me de R.P. McMurphy

Não sei porquê, hoje lembrei-me de R.P. McMurphy, isto é Jack Nicholson em Voando sobre um ninho de cucos

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Não sei porquê, hoje lembrei de Dwight Eisenhower

Motivação é a arte de fazer as pessoas fazerem o que você quer que elas façam porque elas o querem fazer.

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Hans Zimmer e a riqueza musical de Inception

A banda sonora de Inception (A Origem) é uma das melhores dos últimos anos. Pelo menos. Composta pelo experiente Hans Zimmer, autor de mais de uma centena de bandas sonoras, reúne todos os condimentos necessários a ilustrar a história: emotividade, mistério, riqueza instrumental.

Um dos temas fortes da banda sonora conta com a guitarra de Johhny Marr.

Na apresentação oficial do filme, ambos estiveram em palco para interpretar um pedaço de grande música.

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Há demasiada informação e a coisa não vai abrandar

O problema não é novo mas ameaça agudizar-se. Somos cada vez mais vítimas do excesso de informação. Vítimas mas também criminosos, quando nos colocamos na situação de produtores de conteúdos.

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Todos os dias consumimos e produzimos muita informação. Sejam notícias lidas em jornais e revistas, de papel ou online, publicações de episódios da vida de ‘amigos’ no Facebook ou outras redes sociais, além de comentários a fotografias, dos vídeos que partilharam e demais informações, tweets da comunidade que ‘seguimos’, post em vários blogues, sejam dos informativos ou opinativos.

Todos os dias, a todas as horas, produzem-se milhões de conteúdos novos. Acompanhar tudo é impossível. Claro que a primeira tarefa é separar o trigo do joio. O problema está em quando mesmo o trigo que resta é demasiado para ser consumido.

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ARKive: uma Arca de Noé para o mundo digital

O ARKive está a criar, online, um guia multimedia para as espécies em vias de extinção.

É uma tarefa que está a ser desenvolvida com a ajuda de cientistas, claro, mas também de cineastas, fotógrafos e outros interessados em proteger as especies. Vale a pena ver.

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O Escritor Fantasma numa história com muito de real

Já foram ver O Escritor Fantasma (The Ghost Writer)? Se não foram, vão. Desde, claro, que reúnam alguns requisitos. Um deles é gostar de cinema. A verdade é que há algumas pessoas que vão ao cinema mas não gostam de cinema. Parece que vão comer pipocas. E beber refrigerantes. Para esses fica a informação: não é preciso ir ao cinema para beber cola e comer milho frito em óleo.

O segundo requisito é gostar de boas histórias e contadas com rigor. É isso o que acontece neste filme de Roman Polanski, que realiza e assina o argumento, numa adaptação de um livro de Robert Harris. Polanski volta a saber como encenar um texto delicado, que exige cuidado. Estão lá todas as atenções aos detalhes. A começar no clima sombrio que acompanha toda a história, as fórmulas dramáticas de revelar os segredos que a percorrem, o ambiente sinistro que nos deixa sempre na expectativa. Uma mansão tão gélida quanto quem a ocupa.

O terceiro requisito é gostar de boas interpretações e é isso que encontramos. Desde um Pierce Brosnan em boa forma, passando por um Ewan McGregor suficientemente contido para vestir a pele de um escritor fantasma discreto, até uma excelente Olivia Williams.

Convém, ainda, gostar de política. E dos meandros que rodeiam as grandes decisões do mundo. Afinal, esta é uma história cheia de política. No ex-primeiro-ministro britânico, Adam Lang (interpretado por Pierce Brosnan), julgamos ver Tony Blair. Curiosamente ambos, um na ficção e outro na realidade, a braços com potenciais investigações do Tribunal dos Direitos do Homem por causa da guerra no médio oriente. Pelo meio surge uma secretária de Estado norte-americana que é uma sósia de Condoleezza Rice, o que ajuda a acentuar as muitas coincidências entre a ficção e a realidade. Coincidências sempre desmentidas pelos autores do livro e do filme.

Para lá destes sumarentos elementos, O Escritor Fantasma é, antes de tudo, um bom entretenimento. Talvez falte apenas um pouco mais de ritmo. Mas tem o condão de nos fazer pensar, o que, nos dias de hoje, não é fácil.

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Como diz o outro, a revisão constitucional é uma treta

Republica Portuguesa

Desculpem a expressão mas é sempre a mesma merda. Quando há crise económica e financeira, e porque não sabem fazer nada sem dinheiro (muito dinheiro), os partidos políticos da oposição, dentro da esfera da ‘vocação de poder’, inventam.

Fracos de ideias e a terem de alinhar com o governo ‘dos outros’ na maior parte das soluções de carácter económico, que é aquilo que verdadeiramente interessa, procuram encontrar um caminho alternativo. E da cartola já gasta sai-lhes a brilhante ideia de fazer uma revisão constitucional.

Enfim, o país até está habituado, já teve várias revisões do documento, e a última já tem uns anitos, assim sendo, porque não propor outra… Sempre se procura marcar a agenda política, coloca-se a comunicação social a falar do tema, e como é Verão e o Mundial já acabou até há mais espaço para o assunto, e entretém-se o povo.

Em rigor, as propostas mais relevantes da proposta são obsoletas. É para dar mais poderes ao Presidente da República? O PSD diz que não. É para retirar a expressão “tendencialmente gratuita” no que diz respeito à saúde e à educação? Tirem lá isso, porque num e noutro sector já há muita gente a pagar e, aliás, todos pagamos, quanto mais não seja através dos impostos.

Dizem que é para tirar a conotação de esquerda à Constituição? Tiram lá isso, afinal não aquece nem arrefece. Houve vários governos à direita e não vi que não pudessem governar por impedimentos da Lei Fundamental.

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