O Porto é “cool” e até tem uns “spots”

Todos sabem aquela história de que muitas vezes sabemos mais sobre o que se passa do outro lado do mundo do que aquilo que acontece à nossa porta. Pois, acabei de descobrir que se passou isso mesmo comigo.

Diz-me a agência Lusa que o “site O Porto Cool, um guia de estilo urbano on-line”, está a organizar uma votação para os leitores escolherem os locais mais interessantes da cidade portuense, entre lojas, restaurantes e bares. Confesso que não ligo nenhum ao concurso, ou melhor a este género de concursos. O que gostei foi de saber que há um site chamado O Porto Cool e cuja finalidade é ser “um guia de estilo urbano on-line”.

A ideia do concurso nem sequer tem a ver com locais ou estabelecimentos, tem a ver, indica o site, com os “spots mais cool”. Os anglicismos, convenhamos, até nem ficam mal, tratando-se de coisa para malta jovem, que está mais que habituada à lingua cantada por Joss Stone. Além do mais, se há povo com quem o Porto tem profundas relações históricas é com o Inglês.

Enfim, gostei de saber que O Porto Cool existe. Já ganhei o dia.

Cinema: 1 ano, 7 minutos, 342 filmes

Kees van Dijkhuizen decidiu olhar para o cinema de 2009 e resolveu criar um pequeno filme. Em cerca de sete minutos decidiu montar imagens de 342 filmes. Não quis deixar nada, do que considerou relevante, para trás. Há um ano atrás, ‘recuperando’ o cinema de 2008, fez-lo com pouco mais de 100 filmes. Desta vez foi bem mais longe.

Os filmes em causa são…

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Alguém à escuta?

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Karsten Nohl é engenheiro informático, 28 anos licenciado nos Estados Unidos. Ele e a sua equipa conseguiram, às custas de um equipamento de três mil euros e tabelas de código, quebrar o algoritmo A5/1, utilizado para garantir a privacidade dos telefonemas das redes de 2G. Ao longo dos últimos seis meses esteve a ouvir, com toda a facilidade, conversas alheias.
Por estranho que pareça, a lucrativa indústria de telecomunicações usa a mesma encriptação desde há 21 anos nas redes Global Systems for Mobile (GSM), utilizadas nos telemóveis, abrangendo 80 por cento dos 4,3 mil milhões de cartões activos.

Claro que a GSM Association não achou piada nenhuma à investigação de Nohl. Mas devia achar. Como avestruz que prefere não encarar o problema e as falhas detectadas, e tão laboriosamente escondidas, considerou o trabalho "ilegal" e "contra-intuitivo", já que o objectivo seria promover a privacidade dos telefonemas. Por isso, preferiu atacar o mensageiro.

A organização garantiu que esta descoberta não ameaça a segurança do sistema mas agora ninguém tem a certeza. A começar pelos órgãos políticos e de justiça em Portugal.

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Os portugueses gastaram 2,58 mil milhões de euros em compras e um valor médio de 44 euros, entre os dias 1 e 26 de Dezembro deste ano, indicam os dados da SIBS, a entidade gestora dos sistemas de pagamento, que junta os bancos a operar em Portugal. Feitas as contas, algo em que não somos grande coisa, “investiram” (palavra mais bonita que “gastaram”) o equivalente a 2,9% do produto interno bruto.

Perante estes números assola-me uma dúvida: os portugueses são completamente doidos pelo Natal? Perderam a cabeça de vez? Ou a história da crise é uma treta?

Julho é já ali, não é?

Posso estar enganado mas “Inception” promete ser um dos fenómenos cinéfilos de 2010. O novo projecto de Christopher Nolan, que escreveu o argumento e realizou a película, promete muito, a avaliar pelos traillers já libertados.

Pouco se sabe da história, o que ajuda a alimentar uma certa ansiedade em redor de um filme que Leonardo DiCaprio proragoniza, ao lado de Ellen Page, a magistral intérprete de “Juno”.

Sabe-se, no entanto, que é um thriller psicológico e muito do que se passa acontece na mente do protagonista. Do autor de “Memento” e “Cavaleiro das Trevas”, entre outros, vale a pena esperar coisas boas.

Falta muito para Julho de 2010?

Colton Harris-Moore: quando o criminoso é herói

Foi do portuense Siga ou do norte-americano Jesse James que me lembrei quando conheci o caso de Colton Harris-Moore. Nos EUA comparam-no a Huckleberry Finn ou a Robin dos Bosques. Prefiro vê-lo como apenas como um criminoso jovem, embora com estilo, e não como um justiceiro que rouba aos malvados ricos e entrega aos pobres ou uma simples vítima órfã de um pai cruel.

Colton Harris-Moore

Tal como Siga, criminoso jovem desde criança, Colton Harris-Moore entrou no mundo dos assaltos muito cedo. Tal como Jesse James é encarado como um rebelde com causa, cheio de estilo e a quem apetece ajudar e bater palmas.

Colton Harris-Moore só tem 18 anos mas uma vida cheia de aventuras. Num churrasco de família, ele, criança, e o pai discutiram, tendo terminado com o homem a apertar o pescoço ao miúdo. A mãe saiu de casa e levou-o. Ainda não tinha feito nove anos e já a polícia o procurava. Tinha roubado uma bicicleta. Foi o primeiro de um currículo gigante, construído em dez anos.

A seguir às bicicletas vieram automóveis, barcos e aviões, que pilotou mesmo se ter qualquer aula, tendo sido quanto baste a leitura de um manual que encomendou pela internet. Ao longo de dez anos foi construindo uma legião de fãs através da internet. No YouTube há hinos que o glorificam. No Facebook tem milhares de seguidores. Que se saiba, nenhuma delas foi vítima de Colton.

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Nada para além do factor humano

O primeiro gesto é para por colocar tudo numa bandeja. Cinzenta nas maior parte das vezes, mas já aconteceu encontrar de outras cores. Depois, não esquecer o telemóvel, as chaves, o casaco. Sim, é necessário tirar o cinto. Tem mesmo de ser. Humm, já agora tire também os sapatos, se faz favor. Assim fazemos. Todos. Eu e todos os outros. Passamos pelo pórtico, um de cada vez. Olhados ao pormenor, por um ou dois especialistas nestas coisas.

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Ultrapassar esta fase não significa que a componente segurança esteja resolvida. Se transportarmos uma mala podemos ser convidados a chegar ao lado. Um outro elemento da segurança, com luvas de látex pergunta-nos o que transportamos. Uma muda de roupa, afinal nunca se sabe se as malas vão chegar ao destino connosco e um homem prevenido vale por dois.

Abre a mala, coloca as mãos, mexe, verifica. Não encontrando nada de relevante, agradece. Pode seguir, boa viagem.

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O Pai Natal não existe. Pronto, está dito!

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Sejamos directos. É tempo de descer à terra. Cá vai: O Pai Natal não existe! Pronto, está dito. Da forma mais directa, simples e, vá lá, também da mais dura. Mas é melhor enfrentarmos a realidade.

Apesar da componente esotérica da questão, que poderá permitir uma leve – muito leve, e algo inútil discussão, basta uma simples análise matemática para mostrar o disparate que é a ideia de ter um senhor idoso, algo anafado, montado num veículo puxado por renas, percorrer todo o planeta com um saco de presentes, verificar a lista das crianças que se portaram bem ao longo do ano, descer a chaminé nas casas que as têm (como seria nas que não têm chaminé), depositar embrulhos junto de uma árvore, subir a chaminé, regressar ao trenó, passar para a casa seguinte e recomeçar todo o processo milhões de vezes. Pense dois segundos neste assunto e chega à mesma conclusão: não é possível. A existir, S. Nicolau terá de ser mais rápido que Usain Bolt, que Lucky Luke ou o Super-Homem.

Vamos directos ao assunto. Toda a história do trenó cai por terra por uma simples evidência: as renas não voam. Nenhuma espécie de rena voa. Pelo menos, até ao dia de hoje. O argumento não chega? Há mais e com argumentos imbatíveis. Matemáticos.

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Jesus Cristo não nasceu a 25 de Dezembro, portanto o Natal pode ser quando o Homem quiser

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Não. Pelo menos segundo diversos investigadores e estudiosos. É certo que o Natal celebra o nascimento de Jesus Cristo mas é também certo que não foi a 25 de Dezembro que o “Menino Jesus” nasceu. Pelo menos em Belém.

A Igreja acabou por “adoptar”, não sem alguns problemas, o 25 de Dezembro para o Natal, de forma oficial, a partir do ano 354, por determinação do Papa Libério.

Há dados que apontam para o facto de os primeiros cristãos valorizarem cada momento da vida de Jesus, em especial a Paixão e Morte na Cruz. Mas não era, na altura, costume comemorar o aniversário e, portanto, não havia elementos suficientes para datar o nascimento. Há, aliás, datas muito variadas.

O dia 25 de Dezembro foi escolhido pela Igreja na sequência da missão de cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno. Eram festividades assinaladas por inúmeros povos europeus e foram adoptadas no Império Romano, através da Saturnália, festa em honra ao deus Saturno, que era comemorada entre 17 a 22 de Dezembro. Era um período de alegria e troca de presentes.

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