Cartazes de outros lados: Alemanha

Nós temos mais a oferecer 

Cartaz de Vera Lengesfeld, candidata da União Democrata-Cristã (CDU) da Alemanha.

Vera Lengesfeld apareceu num cartaz ao lado de Angela Merkel, as duas com um decote no peito, sendo que se pode ler: “Nós temos mais para oferecer”.

Será isto a política de verdade?

O perigo dos directos televisivos

Para dar vida às emissões estivais da tarde, os canais de televisão usam e abusam dos programas de rua e em directo. Algumas vezes com ‘rede’, outras nem por isso. Daí os momentos imprevisíveis. Este, numa das recentes tardes da SIC, é uma ilustração perfeita do imprevisto.

A “família” Manson matou há quarenta anos

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Foi há quarenta anos que a “família” de Charles Manson assassinou Sharon Tate e alguns convidados, na casa de Tate e do marido, o realizador Roman Polansky, que se encontrava a filmar em Londres.

Foi uma chacina brutal efectuada por quatro seguidores de Charles Manson, um psicopata que dizia ter encontra uma mensagem numa canção dos Beatles, abordando uma guerra racial, que pretendiam espoletar. No dia seguinte voltaram a matar. Foram presos e cumprem penas de prisão perpétua.

No auge do “flower power” e do “make love not war”, um grupo de loucos decidiu ficar para a história. E com sucesso. O caso continua, passadas quatro décadas, a merecer a atenção de muita gente em todo o mundo.

Hoje, o DN aborda o assunto, num texto breve mas bem construído. Quem pretender mais detalhes, pode encontra-los no Trutv.

Quem diria?

Pelos vistos, o Jornal Nacional da TVI é aquele que, entre os espaços de informação dos canais generalistas que vão para o ar às 20h, apresenta uma maior incidência de notícias favoráveis para o Governo, sendo também a informação com um maior peso de notícias desfavoráveis sobre o PSD. As conclusões são do relatório de regulação de 2008 da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). É o que diz o ionline.

Quem diria?

Com certeza que nos números em causa já foi retirado o jornal das sextas de Manuela Moura Guedes, porque nesse até a melhor proposta do Governo Sócrates passa a ser encarada como a pior malfeitoria.

O programa que ninguém lê

Luís Filipe Menezes referiu, numa entrevista à SIC, que é tempo de acabar com as guerras internas. Que é tempo do PSD se unir.

O estranho é que não são conhecidas grandes divergências dentro do partido acerca do projecto para elaboração do programa eleitoral. Só se conhecem divergência a propósito de lugares.

Das duas, uma: ou todos estão de acordo com o projecto de programa eleitotal ou, mesmo dentro do PSD, ninguém o leu. Se calhar, Ferreira Leite tem razão, ninguém lê os programas eleitorais.

Uma história de olhares

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Há alguns dias, a imagem que aqui colocamos tornou-se numa das mais vistas do mundo. Circulou por tudo o quanto é jornal, revista e blogues. Foi alvo de milhares de notícias e posts, de comentários e demais considerações.

O click foi feito por Jason Reed, da Reuters, na cimeira do G8, em Itália. O fotografo nem percebeu que tinha acabado de disparar uma das imagens do ano. Foi o editor que, mais tarde, chamou a atenção para o potencial da imagem, como contou Reed ao jornal brasileiro Zero Hora. Um potencial que se confirmou.

Supostamente, Obama está a apreciar o traseiro da jovem brasileira, de 17 anos, Mayara Tavares, uma das representantes do Brasil na J8 (Cúpula Júnior 8), que reuniu 56 adolescentes, com o objetivo de dar visibilidade a sua opinião sobre as questões discutidas pelos chefes de Estado.

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E que tal uma explicação?

Diz o adágio popular que o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Talvez seja esse o caminho do PSD no processo eleitoral para as legislativas.

Quando tudo estava a correr bem para Manuela Ferreira Leite, bastou a contestação de algumas distritais às suas opções para a construção das listas do PSD às eleições e uma mão cheia de perguntas de jornalistas, para a líder do partido “laranja” exibir uma estranha irritação.

Ser presidente do PSD, partido que pode ser governo de Portugal dentro de poucos meses, dá-lhe poder e autonomia para decidir sobre quem pretende integrar nas listas mas também obriga Ferreira Leite explicar essas opções aos portugueses. E, de preferência, sem arrogância e irritação.

O Grande Irmão sorri mais um bocadinho

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“Data e hora das chamadas ou da ligação à Internet, endereço de IP, nome e endereço do utilizador ou subscritor do serviço, localização de aparelhos móveis – são alguns dos dados que, a partir de amanhã (hoje, quarta-feira), os operadores de telecomunicações passam a ter de guardar durante um ano, para o caso de um juiz requerer a informação. De fora desta medida fica todo o conteúdo das comunicações, cuja retenção continua a ser proibida”, relata o Público.

Quase nada de novo. Continuamos a ser controlados. Cada vez mais. Continuamos à disposição dos senhores juízes e dos senhores das operadoras de comunicação. O que nos vale é que é tudo boa gente e de confiança. Tenho a certeza disso. Você não tem?

Jogar pelo seguro

O “caso” Pedro Passos Coelho seria – é – um pau de dois bicos para Manuela Ferreira Leite. Dizendo não à inclusão do seu ex-adversário interno nas listas para a Assembleia da República, a líder do PSD arrisca críticas internas e externas, acusações de revanchismo político e vingança pessoal. Além de ‘comprar’ um confronto com a distrital de Vila Real.

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Com as primeiras possibilidades pode ela bem. Com a segunda sabe que terminará em breve, em nome da famosa “união” em vésperas eleitorais. E se ganhar as eleições serão águas passadas.

Dizendo sim, seria meio caminho andado para abrir as portas do parlamento e dos deputados ‘laranja’ a um fantasma político que faria marcação cerrada à sua liderança. Ganhe ou perca as legislativas.

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