Um “O filho de Rambow” para descobrir

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Ao primeiro impacto, a ideia é deixar de lado. Um filme chamado “O filho de Rambow” não pronuncia nada de bom. Resistamos, pois, a essa tentação. Quantos não mereceram o mesmo rótulo e depois se revelaram belas películas?

O primeiro impacto parece querer solidificar a impressão ou talvez seja ainda algum preconceito a reinar. Vai o filme nos seus cerca de 10 dos 96 minutos que o compõem e ainda não se vislumbra uma saída. O pior cenário parece ganhar força. Regressa a tentação: o melhor é desistir. Nunca fui de deixar filmes a meio ou a caminho de meio mas o tempo ajudou a perceber que o tempo é demasiado precioso para nos colocarmos com pruridos deste género.

De repente, duas portas abrem-se. Literalmente e para o corredor de uma escola. “O filho de Rambow” ganhou nova vida. Sabem como era, quando ganhávamos créditos nas velhas máquinas que jogávamos nas romarias ou num café? Aqui foi o mesmo. Uma cena, uma trintena de segundos e o filme ganhou uma série de créditos. Uma mão cheia de ‘vidas’ que hão-de chegar ao fim.

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Estou tão surpreendido…

“Os funcionários públicos portugueses são os que, na União Europeia, menos horas de trabalho fazem, segundo o estudo Eurofound citado pelo "Jornal de Negócios"
Em 2008, os funcionários do Estado trabalharam em média 35 horas, enquanto a média da União Europeia se situou em 38,3 horas semanais”, escreve o Público.

Eu já desconfiava. Aguardo agora por um estudo sobre a produtividade de cerca de 650 mil portugueses.

Resposta à adivinha de ontem

“Sei como posso fazer mais com menos”.

Quem disse esta frase é candidato. Quem disse esta frase aposta num programa minimalista, de contenção, de rigor e tem a sincera convicção de que pode fazer um trabalho decente, bem feito utilizando parcos recursos. Não foi Manuela Ferreira Leite.

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Adivinha

“Sei como posso fazer mais com menos”. Sabe que disse isto?

Quem disse esta frase é candidato. Quem disse esta frase aposta num programa minimalista, de contenção, de rigor e tem a sincera convicção de que pode fazer um trabalho decente, bem feito utilizando parcos recursos.

Sabe quem é o (a) autor(a) desta frase? Se souber, óptimo. Se não souber regresse a este blogue amanhã, que dou a resposta.

Tudo na mesma…

O "Estudo sobre a Pobreza na Região Norte de Portugal", elaborado pelo Centro de Estatística da Associação Nacional das PME e pela Universidade Fernando Pessoa, para a Comissão Europeia, indica que a região Norte é a mais pobre de Portugal e está entre as 30 mais pobres das 254 regiões da UE25, enquanto Trás-os-Montes é classificada como a Sub-Região mais pobre da UE27.

Este é, claro, mais um estudo que serve apenas para confirmar o que já se sabia. Uma espécie de chover no molhado. Só quem andou e anda distraído é que não sabia deste panorama. Depois estranham que não haja emprego, equipamentos sociais, desenvolvimento e que o maior desejo de qualque transmontano seja mudar de vida e de local de residência.

Este é um país cada vez mais inclinado para o litoral. E ninguém parece incomodado com isso.

A promiscuidade entre empresas e política

O governo de José Sócrates prepara-se para cessar funções sem conseguir melhorar o desempenho em relação aos anteriores Executivos, de acordo com a avaliação que será hoje divulgada pelo "Compromisso Portugal" (CP), que culpabiliza a maior intervenção do Governo pelo agravamento da promiscuidade entre a política e o mundo empresarial.

O Compromisso Portugal, vá lá saber-se porquê, assinala a existência de um “agravamento da promiscuidade entre a política e o mundo empresarial”. O que o movimento nos diz é que essa promiscuidade já existia, existiu sempre, mas nos últimos anos foi crescendo.

Eles devem saber do que falam. O Compromisso Portugal, que costuma aparecer em alturas estratégicas, como eleições, é constituído por uma enormidade de gente ligada, muito ligada, às empresas. As empresas do tal mundo empresarial. Daquele que estará em acentuada e crescente promiscuidade com a política e o Governo.

Há qualquer coisa de estranho nisto, não há?

Só por Hotel Califórnia já merecem o Olimpo

Admito que algumas das suas músicas podem rondar o ‘foleiro’. Enfim, não se pode ser bom o tempo todo. Não interessa, só por uma canção, uma única canção, os Eagles merecem entrar no restrito círculo do deuses da música.

“Hotel Califónia” é um hino. A tudo. Àquilo que se quiser. O mistério que rodeia a canção não precisa de ser explicado. Nunca o será. Os autores não abrem a boca sobre o assunto e fazem eles muito bem. Aliás, eventualmente eles próprios não terão qualquer resposta.

Os Eagles estreiam-se hoje, quarta-feira, em palcos portugueses, no palco do Pavilhão Atlântico, pelas 21h00, para um concerto que será um regresso a algumas das mais emblemáticas canções das últimas quatro décadas.

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O espectáculo terá cerca de três horas de duração. Este será o último concerto da digressão do grupo e coincide ainda com a celebração do 62º aniversário de Don Henley, o carismático baterista e fundador do grupo.

Os Eagles trazem uma formação de peso, a saber, os fundadores Glenn Frey, 60 anos, (voz, guitarra, teclas, harmónica) e Don Henley (voz, bateria, guitarra), a que se juntam Joe Walsh, 61 anos (guitarras, teclas, voz), que está no grupo desde 1975, e Timothy B. Schmit, de 61 anos (viola-baixo, guitarra acústica, voz), que entrou para a banda em 1977.

Em não vou lá estar mas gostaria. Para ouvir todas as músicas, mas sobretudo “Hotel Califórnia”, uma daquelas que levaria para uma ilha deserta.

Pela mão de Sagan

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Cheguei ao espaço pela mão de Carl Sagan. Era ele que aos sábados à tarde, se bem me recordo, me pegava na mão, me dizia para não ter medo e me transportava (tipo ‘beam up, Scooty’) para o seu e o meu Cosmos.

Como eu era um miúdo e ele uma pessoa crescida, limitava-me a olhar para ele esticando o pescoço o mais que podia, para escutar cada palavra dita lá no alto da sua sabedoria. Os sábados (se era mesmo aos sábados que a RTP transmitia Cosmos) eram os melhores dias das semanas.

Era nessa altura que partia à descoberta de novos mundos, de tudo aquilo que existia no nosso planeta, na nossa via láctea, na nossa galáxia, no nosso universo. Eram viagens fantásticas. Mas demasiado rápidas. Mal descolávamos já estávamos de regresso. Mas valiam todos os minutos que nelas aplicava.

Pouco tempo depois, o mesmo Carl Sagan estava ao meu lado a sussurrar as palavras dos seus livros. Li, de fio a pavio, mais de uma vez, ‘Cosmos’, ‘O cérebro de Broca’, ‘Os dragões do Edén’ e a ficção ‘Contacto’, onde me contava uma história acerca da descoberta de vida extraterrestre.

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Ucrânia proibiu “Bruno”

A Ucrânia proibiu a exibição de "Bruno", comédia de Sacha Baron Cohen sobre um repórter de moda austríaco gay. As autoridades argumentam com as cenas de nudez e sexo homossexual, disse o Ministério da Cultura. O ex-Estado soviético já tinha proibido "Borat", a sátira anterior de Cohen.

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Uma comissão do Ministério da Cultura concluiu que "Bruno" inclui "a exibição artisticamente injustificada de órgãos e relações sexuais, actos homossexuais de forma flagrantemente explícita, linguajar chulo, sadismo e comportamentos antissociais que podem prejudicar a educação moral de nossos cidadãos".