A arte de Bansky

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“Quando era criança costumava rezar todas as noites por uma bicicleta nova. Depois percebi que Deus não trabalha dessa forma, por isso roubei uma bicicleta e rezei, pedindo perdão”.

A frase é de Emo Philips, um comediante norte-americano, e é o actual “manifesto” de Bansky, um dos mais famosos graffiters do mundo. Graffiters não, artista. Bansky não é um marginal. É um artista, puro e duro, que faz arte e intervenção social através dela. E sem fazer discursos.

Bansky é tímido. Não gosta muito de se mostrar. Quando aparece, é com a indumentária normal de um graffiter que não se quer dar a conhecer, afinal pintar nas paredes ainda não é legal, utilizando um capuz e óculos escuros.

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A crise em desenhos

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A edição onze do PortoCartoon-World Festival abre oficialmente esta sexta-feira (19h00), na Galeria Internacional do Cartoon, do Museu Nacional da Imprensa, no Porto. O tema deste ano é “CRISES”.

A exposição reúne cerca de 400 cartoons vindos de todo o mundo, que estão distribuídos por 800 m2, entre a Galeria Internacional do Cartoon e a Galeria de Exposições Temporárias.

O cartunista romeno Mihai Ignat foi o vencedor do Grande Prémio (imagem). O segundo prémio foi atribuído a Augusto Cid, e o terceiro a Zygmunt Zaradkiewicz, da Polónia.

A qualidade dos trabalhos levou o júri internacional do concurso a atribuir ainda 11 Menções Honrosas a artistas de dez países: Austrália, Bulgária, Coreia do Sul, França, Inglaterra, Itália (2) Irão, Polónia, Rússia, Turquia e Ucrânia. 

Meio milhar de humoristas, de 70 países, enviaram cerca de 2000 desenhos ao XI  PortoCartoon, subordinado ao tema “Crises”.

O XI PortoCartoon tem como mecenas exclusivo a Caixa Geral de Depósitos e pode ser visto até 31 de Dezembro.

Entretanto, a Festa da Caricatura do Museu Nacional da Imprensa volta este ano à Praça da Liberdade, no fim-de-semana de 20 e 21 de Junho, véspera do S. João do Porto, em parceria com a Porto Lazer e a Câmara Municipal do Porto.

Microsoft quer gritar “Bing(o)”

Leio no i:

Só em publicidade ao Bing a Microsoft vai gastar entre 60 e 70 milhões de euros – ou seja, quase quatro vezes mais do que o Google gastou em todo o ano de 2008 a promover-se. Mais curioso ainda, a Microsoft avança com este plano mesmo depois de ter revelado a primeira queda de lucros da sua história, e de o negócio ter caído tanto em vários países da Europa que os directores-gerais (incluindo o português) foram instruídos para cortar orçamentos.

Como é que possível investir assim tanto na promoção de um motor de busca?

Outras eleições, outros eleitores

Carolina Beatriz Ângelo

Carolina Beatriz Ângelo (na imagem) foi a primeira mulher portuguesa a votar. Em 1911, para a Assembleia Nacional Constituinte. Tinha o cartão de eleitor número 2513 e exerceu o seu direito na Assembleia Eleitoral de Arroios.

Médica, republicana, sabe-se que o seu voto recaiu em Afonso Costa, Bernardino Machado e Magalhães Lima, candidatos do Partido Republicano Português pelo Círculo Oriental.

E, de repente, em Tirana…

Ao fim da manhã, numa reportagem da SICN vejo o repórter falar com um cidadão albanês vestido com a camisola de Portugal. Diz que é fã do Benfica e da selecção de Portugal. E fala português, bem razoável para um albanês que nunca esteve em Portugal. Pelo menos é o que ele diz.

Como aprendeu a falar português, pergunta o repórter da SIC. “A ver a SIC nos últimos 15 anos”. O homem deve ser brilhante. Sem ajuda, sem perceber nada da língua, apenas a ver a conjugação de imagens e sons aprendeu a exprimir-se em português de forma razoável para entender umas perguntas e avançar umas respostas.

Ao início da tarde, na RTP1, o repórter enviado a Tirana encontrou, claro, o mesmo indivíduo. A pergunta da ordem recebeu a resposta esperada: “A ver a RTP todos os dias”.

Fiquei mais descansado. O homem aprendeu português não só a ver a SIC mas também a RTP. Assim já acho possível.

Vídeo:

(Não encontrei online a reportagem da SIC com o mesmo protagonista)

“Less is more” ou a filosofia de Mies van der Roeh

david_img18a_400 David, Miguel Ângelo

Pode parecer estranho mas foi de Mies van der Roeh que me lembrei quando li a curta história de Konstantin. O arquitecto germano-americano foi o grande defensor do minimalismo na arquitectura , optando por linhas simples e claras, sem artefactos. Ficou famoso pela descrição que fez do seu trabalho e das suas opções estéticas: “Less is more” (Menos é mais). A frase pode parecer contraditória mas exprime na perfeição as opções do minimalismo.

Konstantin, conta a revista russa “Life”, preferiu complicar. O cidadão russo, senhor de um pénis de 15 centímetros quis mais. Foi, em Fevereiro, a clínica de Moscovo e aumentou o tamanho do seu membro viril em 10 centímetros, passando para os 25. Ao contrário do que esperava, a reacção das mulheres com quem quis confraternizar não foram positivas e Konstantin quis voltar atrás.

Um mês após a primeira cirurgia, regressou à clínica para reverter a operação. Os médicos dizem que não pode ser, tem de esperar seis a oito meses para fazer nova operação, esperando que as coisas corram bem.

Konstantin foi movido pela ganância sexual. Quis mais que aquilo que a natureza lhe deu e arrependeu-se.

Mandam as ‘regras não escritas’ do mundo dos blogues que esta história tenha de terminar com uma lição de moral, como as fábulas que inventaram no passado para transmitir valores às crianças. Não me lembro de nenhuma lição. Muito menos de carácter político ou social.

Opto apenas por lembrar, de novo, Mies van der Roeh e mais uma das suas máximas que são verdadeiros tratados filosóficos: “Deus está nos detalhes”. O arquitecto era, de facto, genial.

E a China começou a mudar…

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Há 20 anos, a 3 de Junho, as tropas do exercíto chinês começaram a atacar os milhares de manifestantes que, desde 14 de Abril, estavam a ocupar a Praça de Tiananmen, a Praça da Paz Celestial, em Pequim, a capita do Império do Meio.

Queriam liberdade, reformas políticas e sociais. Mellhor educação e abertura económica.

Nos dias seguintes morreram, pelo menos, 240 pessoas, segundo números das autoridades chinesas. Na realidade devem ter morrido bem mais.

A China começou a mudar naqueles dias.