E se a Microsoft dominasse o mundo?

AceJustice

Sempre divertidos e a apelar à imaginação e criatividade dos leitores, o site de humor Cracked decidiu promover um concurso destinado a permitir que os leitores imaginassem como seria o mundo se a Microsoft o ‘dominasse’.

Os dez primeiros classificados são bons exemplos dos problemas que a humanidade enfrentaria se a empresa fundada por Bill Gates cumprisse a “ameaça” de controlar as tecnologias do nosso planeta.

Os resultados, entre os quais está a imagem aqui apresentada, podem ser vistos AQUI.

E você, vota por que partido?

euprofiler

Uns senhores europeus, que se convencionaram chamar EU Profiler, decidiram criar um sistema de aconselhamento de voto. Uma espécie “Veja em quem deve votar nas eleições europeias, se lá puser os pés, para totós”.

Este “Voting Advice Application (VAA)” é classificada como uma “ferramenta imparcial desenhada para informar os potenciais votantes e outros interessados acerca do panorama político europeu tendo em vista as eleições para o Parlamento Europeu de Junho de 2009” (tradução livre). A descrição até é bonita.

Isto é, está minimamente interessado nas europeias, mesmo a sério e não apenas como forma de castigar quem quer que seja; não está minimamente interessado em ler os programas políticos de todos os partidos; até gosta destas coisas da cidadania e política e sociedade e economia e tem a mínima curiosidade? Então, aliste-se já e participe no inquérito. Nem que seja por uma simples e banal curiosidade, do género “vamos lá saber qual o partido que está mais próximo das minhas opiniões”.

O EU Profiler propõe-se ajudar a responder a algumas perguntas, como os partidos que estão a concorrer, a forma como se posicionam nos assuntos importantes, o nosso posicionamento face aos partidos, entre outros aspectos divertidos. Como descobrimos tudo isso? Através de respostas condicionadas a algumas opções. A coisa faz-se em poucos minutos, se tivermos ideias afinadas ou, pelo menos, ideias.

Eu já fiz o teste. E querem saber qual o partido mais próximo das minhas opiniões? Se pedirem muito…, pronto, está bem, é o Movimento Esperança Portugal. E você, vota por que partido?

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Quem tem medo de encarar a brutalidade?

Ou quando a violência doméstica é para ser mantida dentro de portas

São dois minutos que nos contam uma história. Como deve fazer qualquer anúncio publicitário ou de sensibilização, como é o caso. São dois minutos intensos que nos atingem a sério, a doer. Mesmo que não saibamos ao que vamos, a partir do primeiro quarto desse filme começamos a adivinhar o que nos espera. Já percebemos tudo ou quase. Entramos pela porta, como Keira Knightley, a actriz que dá vida à personagem principal, à espera do inevitável. Estamos lá, com ela, como ela.

Sentimos tudo. Repulsa, revolta, indignação, vergonha.

Este é um spot da "Women’s Aid", uma organização de prevenção e combate à violência doméstica. Destinava-se a ser passado na televisão, numa campanha contra um flagelo mundial, que atinge todos os países e estratos sociais. Não foi autorizado. Num gesto de censura legal, a Clearcast, organismo do Reino Unido responsável por “examinar e autorizar” anúncios televisivos, chumbou o anúncio.

O anúncio é brutal? É, pois. E a violência doméstica? É um “walk in the park?”

Um lapsus languae vale votos?

O presidente da distrital do Porto do PSD, Marco António Costa, não perdeu a oportunidade. Depois do aparente deslize de Manuela Ferreira Leite, ontem, o número dois de Luís Filipe Meneses em Gaia veio garantir, esta tarde, que era contra o bloco central porque o PS e o PSD de hoje têm ideologias que não são conciliáveis.

Por mim, acho que a questão não está tanto nas ideologias mas mais nos interesses estratégicos e políticos, nas opções e, sobretudo, nas personagens.

Por estranho que pareça, apesar de tudo, o vice-presidente da Câmara de Gaia refere que só "razões patrióticas" justificariam uma união de esforços de vários partidos. Estranho. Para mim, a gestão do país, a liderança ou presença num governo é sempre uma razão patriótica.

A maior parte dos políticos garante que está na política porque quer o melhor para o país, mesmo à custa da carteira pessoal. Juram que perdem dinheiro. Logo, o bem do país, suponho, será uma razão patriótica. A principal. Mas, enfim, são opiniões.

O intróito na matéria serviu outra finalidade. No seu estilo implacável, Marco António Costa aproveitou para salientar que a líder do partido fez “um auto-desmentido". Uma classificação potente. Manuela Ferreira Leite não foi mal compreendida, mal interpretada, não houve maldade na forma como as suas palavras foram apreendidas, não foi um lamentável lapso de expressão. Nada disso. A líder auto-desmentiu-se.

Nem no próprio partido, nem em tempo de preparação para três actos eleitorais, Manuela Ferreira Leite tem uma trégua. E por culpa própria.

Manuela Ferreira Leite convenceu-me a ficar distraído

Ferreira Leite

Mariano José Pereira da Fonseca, marquês de Maricá, brasileiro, foi escritor, filósofo e político brasileiro do século XVIII. Foi ministro das Finanças, conselheiro de Estado e senador do Império do Brasil. Foi doutor em filosofia e consagrado em matemática pela Universidade de Coimbra, em 1793. Como escritor, foi autor de várias obras, sendo “Máximas, Pensamentos e Reflexões” a mais conhecida. São quatro volumes, com um total de 3169 artigos. Por aqui já se vai tirando a pinta ao homem.

Lá pelo meio, o Marquês de Maricá, diz-nos que “Ordinariamente nos fingimos distraídos quando não nos convém parecer atentos”. Foi dessa frase que me lembrei quando soube da manifestação de intenções de Manuela Ferreira Leite, anunciada esta noite, em entrevista a Mário Crespo, na SIC.

Vejamos. A presidente do PSD foi questionada sobre o cenário em que se sentiria mais confortável, se numa aliança do PSD com o CDS-PP ou se num novo Bloco Central com o PS. Respondeu: "Eu sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que eu acredite, em que eu acredite que a conjugação de esforços e, especialmente, a conjugação de interesses – interesses no sentido do país – são coincidentes. Se perceber que o objectivo país não é propriamente aquele que está no centro das atenções, então com dificuldade haverá um Governo que possa contribuir para a melhoria do país".

O que é que eu pensei? Com toda a certeza ando distraído para não perceber patavina desta frase. Para além da expressão redonda, da fórmula diz que não disse, como quem diz mas pode sempre, a qualquer momento, dizer que não foi bem assim, a presidente do PSD parece-me abrir as portas a qualquer acordo pós-eleitoral. Num jeito de “como não chegamos lá sozinhos, vamos para lá acompanhados, mas vamos para lá”. O “lá”, está bom de ver, é o poder, o governo.

Com objectivos claros de me sossegar, à Lusa, Ferreira Leite disse que "como é sabido" recusou sempre "a hipótese de um Governo de Bloco Central", considerando abusivo que se faça essa interpretação das suas declarações à SIC, que tinham sido gravadas.

Descansei. Afinal tinha razão.

Bem vistas as coisas, acho que vou fazer como o Marquês de Maricá.

Por um país sem correntes…

25_de_Abril_by_CantosDePortugal

A imagem chama-se “25 de Abril”. Apenas. É da autoria de alguém que se identifica como CantosDePortugal. Está no Deviantart, um dos sites mais populares da Internet e que é uma montra para artistas de diversas especialidades.

Não sei quem colocou os cravos numa corrente ferrogenta. Nem sei se foi uma encenação para a foto. Mas isso também não me interessou. Interessou-me apenas a imagem de um país que se viu liberto das correntes que o impediam de chegar à liberdade.

Ainda falta cumprir Abril? Pois falta. Mas a culpa é de todos nós.

O 25 de Abril também se fez para os palermas ou distraídos

As leis, aprendi na escola, são gerais e abstractas. São para todos, sem excepção. Nem sempre é assim, já sabemos, mas estes são considerandos para outra ocasião. O 25 de Abril de 1974 fez-se com um propósito igual ao das leis, geral, abstracto e sem excepções.

A Revolução dos Cravos (outro mérito do 25 de Abril foi permitir criar um belo nome) fez-se para todos os portugueses, de todas as idades, de todos os feitios, cores, clubes, partidos, tendências.

Só por ter havido 25 de Abril é que João Lourenço foi eleito presidente da Câmara de Santa Comba Dão. Noutro tempo seria nomeado. É com uma a legitimidade dos votos populares, pois, que hoje vai inaugurar as obras de renovação do Largo Dr. Salazar. Não tenho nada contra. A liberdade fez-se para todos e para isto. Noutro tempo, não seria possível, por exemplo, inaugurar as obras de um eventual Largo Catarina Eufémia.

António Oliveira Salazar nasceu naquela terra, é uma figura histórica do país, e é natural que haja um largo com o seu nome, ainda para mais com muitos anos de existência. Em todo o país há, pelo menos, 20 localidades que têm artérias com o nome do protagonista do Estado Novo.

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Uma boa medida para os pensionistas… e para a indústria

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Já as ouço ao fundo, as vozes maledicentes. Que esta medida é mais uma ideia avulsa, desenquadrada de propostas de fundo e sem articulação com soluções de apoio social. O certo é que está aí.

“Os reformados com pensões inferiores ao ordenado mínimo vão ter genéricos comparticipados a 100%”, diz o Diário de Notícias. A medida foi aprovada ontem e é anunciada hoje.

Outros podem dizer que é mais uma ajuda às empresas farmacêuticas produtoras de genéricos. Outros que é uma forma de meter a colher no recente conflito entre a Associação Nacional de Farmácias e a Ordem dos Médicos, procurando agradar a todos.

Seja como for, os pensionistas hoje têm um motivo para sorrir.

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Um processo para mim, um processo para ti

“O processo judicial anunciado por José Eduardo Moniz a José Sócrates é tão desprovido de sensatez como as queixas apresentadas pelo primeiro-ministro a jornalistas por apenas expressarem opiniões.

José Eduardo Moniz disse ter ouvido com “surpresa” as declarações de Sócrates. Deve ter sido uma “surpresa”, vá lá, moderada. Não gostou, referiu, acima de tudo pelo “tom impróprio”. Devia estar preparado. Convenhamos que o DVD não surgiu apenas há uma semana na caixa de correio da TVI. Convenhamos que as informações que o canal tem difundido sobre o caso Freeport não apareceram no twitter dos jornalistas, nem lhes devem ter sido oferecidas numa embalagem com um lacinho.”

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