O português, já o sabemos, é uma língua traiçoeira. Mas não é a única. O chinês também não é nada simples. Muitas palavras têm significados diferentes e só a entoação faz o receptor da nossa mensagem perceber o que queremos dizer. Não há-de ser nada simples para os iniciados.
Acontece o mesmo noutras línguas, latinas, eslavas… Deve ser um problema geral. O inglês, a língua mais universal existente no mundo, não escapa aos quid pro quos. Que o diga Penélope Cruz. Com um inglês demasiado verde pediu, num salão de beleza, um ‘blow job’ (sexo oral) em vez de um ‘dry job’ (secagem de cabelo). Que o digam muitas outras pessoas, que fizeram e fazem confusão com o inglês. E que o diga Anderson. O talentoso jogador brasileiro, ex-FC Porto, está há ano e meio no Manchester United mas continua com dificuldades na língua do país onde reside.
Apesar destas limitações, ou por causa delas, o canal de televisão do MU decidiu entrevistar, em Dezembro, o jovem médio / avançado. A entrevista foi genial. Não pelas perguntas, banais, nem pelo conteúdo das respostas, ainda mais banais. Mas pelas expressões e frases ditas por Anderson, que é muito melhor com a bola que com as palavras. Teria sido muito mais fácil que não tivesse havido aquela confusão, na altura da construção da Torre de Babel.
Vídeo da entrevista AQUI.