André Carrilho desenha Salman Rushdie

Um texto do jornalista Christopher Hitchens sobre os 20 anos da fatwa (decreto religioso) do falecido Ayatollah Khomeini sobre o escritor britânico Salman Rushdie, publicado na edição de Fevereiro da revista “Vanity Fair” é acompanhado de um cartoon do português André Carrilho.
Um dos mais importantes cartoonistas nacionais, com trabalho publicado em jornais e revistas de todo o mundo, Carrilho é convocado, muitas vezes, para ilustrar artigos da popular revista norte-americana.
O trabalho de Christopher Hitchens, editor da revista, surge a propósito dos 20 anos de fatwa aplicada a Rushdie devido à publicação de “Os versículos satânicos”. O contributo de André Carrilho faz-se através do desenho do escritor britânico de origem indiana.

Vale a pena dar uma vista de olhos em Spam Cartoon, sítio animado por André Carrilho em cooperação com Cristina Sampaio e João Fazenda.

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Jogos Olímpicos – Nova Modalidade (Olympic Games – New Category) from Spam Cartoon on Vimeo.

Deolinda no Porto: Vão indo, que eu vou lá ter

Sejamos claros: Deolinda foi uma das grandes revelações de 2008, senão mesmo “a” revelação da música portuguesa do ano transacto. Com o lançamento, em Abril, do CD de estreia, “Canção ao lado”, o quarteto lisboeta tornou global aquilo que alguns privilegiados já conheciam das primeiras actuações do grupo. Deixaram um círculo restrito de fãs para ganharam muitos apreciadores em todo o país. Não tardou ao disco chegar ao top dos mais vendidos, onde permanece ainda nos 10 mais vendidos. Para um mercado como o português, é obra.

Deolinda

Deolinda

Deolinda esteve ontem, e repete esta noite, na Casa da Música, no Porto, para dois espectáculos de casa cheia. Esgotada. E merecidamente. Com grande à-vontade em palco, onde se sentem como se estivessem, de facto, numa sala de estar de uma qualquer quarentona, e solteirona, lisboeta dos nossos dias, Deolinda – porque é assim que os quatro elementos decidem tornar singular um colectivo -, não se limita a percorrer as canções do disco que quase todos os presentes conheciam. Uns mais, outros menos.

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Sócrates e a mulher de César

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O caso passou-se no dia 1 de Maio do ano 62 a.C. Era o dia de festejar a Bona Dea (a deusa boa) em casa de Júlio César, que tinha sido eleito há não muito tempo como ‘pontifex maximus‘ (sacerdote supremo). César, ao contrário do que é genericamente indicado, nunca foi imperador de Roma, uma vez que este estatuto só foi implementado (em 27 antes de Cristo) após a morte (em 44 antes de Cristo) do mais famoso representante do período áureo de Roma.

Regressemos à história. Por tradição, o acesso a estas festas estava reservado às mulheres. A segunda mulher de Júlio César, Pompeia Sula, era a jovem e, consta, bela anfitriã do que era conhecido como uma ‘orgia báquica reservada ao sexo feminino’. Só que nesse ano as coisas não correram muito bem.

Muito graças à forma imprudente como Publius Clodius, jovem rico e de boas famílias, conhecido pela sua arrogância e audácia, pretendeu aceder a esta festividade. Apaixonado por Pompeia, não resistiu a tentar introduzir-se na celebração. Para isso, disfarçou-se de tocadora de lira e entrou na festa. As coisas correram mal e Publius Clodius foi descoberto por Aurélia, mãe de César, sem chegar a ‘conhecer’ (no sentido bíblico) a bela Pompeia.

Num tempo em que os escândalos corriam depressa (como nos nossos dias), o caso exigiu uma rápida tomada de posição por parte de Júlio César. O ‘pontifex maximus‘ decidiu divorciar-se de Pompeia. Publius Clodius foi acusado de sacrilégio e julgado em tribunal. O certo é que o povo estava com Clodius. Inteligente na forma de adoptar, seguir e manipular as massas, César, chamado a depor como testemunha, disse que nada tinha, nem nada sabia contra o suposto sacrílego. “Então porque se divorciou da sua mulher?”, perguntaram os senadores. A resposta ficou para a história: “A mulher de César deve estar acima de qualquer suspeita”.

No final deste processo, Pompeia, a ex-mulher de César, ficou eternamente sob suspeita. Publius Clodius beneficiou da demagogia de Júlio César e do receio dos senadores de perderem apoio popular.

Ao longo dos tempos a famosa frase foi sofrendo transformações e acabou por ficar em “À mulher de César não basta ser, terá de parecer” ou fórmulas semelhantes.

Vem esta história a propósito do caso que envolve José Sócrates, o tio, o licenciamento do complexo comercial Freeport, em Alcochete, e a empresa promotora do empreendimento.

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Obama segurou o Blackberry

Obama e o Blackberry

Apesar de todas as ameaças que pendiam sobre o seu telefone preferido, o presidente dos EUA conseguiu manter intacto (ou quase) o seu poder sobre o Blackberry pessoal. O aparelho que o acompanhou ao longo dos últimos anos vai poder continuar fiel ao dono.

Afinal, a América ainda é a “land of the freedom” (ou quase). Bom, haverá sempre algumas restrições ao uso do aparelho, que acabou artilhado com sistemas de segurança mais rigorosos, conta a The Atlantic.

“Yes, i can” terá gritado Obama (esta parte é a minha imaginação a funcionar).

Macintosh celebra 25 anos de vida

O Macintosh festeja amanhã, 24 de Janeiro, 25 anos de vida. Entre o Macintosh, instrumento de trabalho de artistas de várias áreas e técnicos de diversos sectores, até ao Mac, símbolo de estatuto e estilo social, passaram duas décadas e meia de vida, nas quais o mundo da informática mudou muito.

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A Microsoft ganhou terreno no mercado profissional e gráfico, que durante algum tempo foi terreno quase exclusivo dos Macintosh, surgiram sistemas operativos ‘open source’, como o Linux, primeiro em ambiente demasiado técnico mas hoje com configurações amigáveis e acessíveis a todos.

Neste período também os Macintosh mudaram. De produto fiável pela estabilidade e funcionalidade passaram a objectos de design. Não servem apenas para trabalhar, mas também para apreciar. Seja por fora, a embalagem, seja por dentro, o sistema operativo e as aplicações que acompanham cada um dos exemplares.

Há coisas que não mudaram em 25 anos, como a forma de Steve Jobs apresentar os produtos. Veja o vídeo, já abaixo, da apresentação do Macintosh e comprove.

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Os segredos da linguagem corporal dos cinco presidentes dos EUA vivos

O Boston Globe é um grande jornal. Fazendo parte do gigantesco grupo de comunicação liderado pela “velha senhora cinzenta”, como é catalogado por alguns, de forma desprestigiosa, o New York Times, é muitas vezes relegado para segundo plano. É claro que Boston não é a ‘big apple’ ou Washington, mas tem o MIT e, claro, o Boston Globe.

O jornal resolveu criar mais um excelente exemplo de jornalismo visual. Tendo por base a fotografia oficial do encontro, incentivado por Barack Obama, que juntou num almoço na Casa Branca os cinco presidentes dos EUA ainda vivos, o jornal procurou especialistas em linguagem corporal para analisar o sentir de cada um dos homens.

George H. Bush é catalogado como “o padrinho”; Obama como “o afável diplomata”; George W. Bush como “o chefe”, Bill Clinton como tendo “a posição real” e Jimmy Carter como “o espaço negativo”, por estar algo à parte na imagem.

O resultado está aqui…

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Bom, pelo menos num aspecto todos estavam em igualdade. Todos se podiam tratar por Mr. President.

Será de confiar na Standard & Poor' s?

A Standard & Poor’ s, uma agência de notação financeira, uma das maiores do mundo, decidiu baixar a classificação que atribui ao risco de crédito do Estado português, passando o rating de “AA-“ para “A+”, refere o jornal Público.

À partida poderia ser uma má notícia. Mas até pode nem ser. Como ouvi hoje na SIC, esta importante e significativa entidade norte-americano não tem sido muito fiável nos últimos tempos. Deixou escapar os colapsos de vários bancos, incluindo norte-americanos, não teve grande pontaria nas projecções económicas relacionadas com a crise global e, por fim, foi apanhada de surpresa pela falência da Islândia.

A propósito, o país de Bjork tinha uma boa cotação da Standard & Poor’s.

Actualização: Na noite de ontem, 21, houve confrontos na capital da Islândia. Os discretos islandeses foram para as ruas protestar e exigir a queda do governo. Outro acontecimento que a Standars & Poor’s não previu. Eles falham muito, está visto!

Barack Obama: Um ícone na Casa Branca

Barack Obama tomou ontem, 20 de Janeiro, posse como presidente dos EUA. O cargo político mais importante do mundo. Assume a liderança de um país em crise. Financeira e de valores. Com um sistema económico em clara derrapagem, com finanças em estado de sítio e fraca margem de progressão no curto prazo, uma nação descrente num sistema educativo que está em declínio há muitos anos e poucos parecem dar por isso.

Imagem do Boston Globe

Imagem do Boston Globe

Obama tem pela frente uma tarefa hercúlea. Arranca para um mandato debaixo de enormes expectativas, dos norte-americanos e de todo o mundo. A sua eleição para a presidência foi festejada um pouco por todo o lado.

Obama é o novo Messias, a estrela em ascensão

Naquele 4 de Novembro de 2008 Obama não foi apenas eleito o presidente dos EUA, tornou-se o presidente de uma parte significativa do mundo. O homem que vai mudar “isto”, sendo o “isto” um mundo que parece ter perdido o norte. Num planeta à míngua de referências, Obama tornou-se a esperança. De um mundo melhor, de um planeta mais saudável, do fim dos conflitos, do ponto final no aquecimento global, do início do fim da crise económica. Obama é o novo Messias, a estrela em ascensão.

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