O Macintosh festeja amanhã, 24 de Janeiro, 25 anos de vida. Entre o Macintosh, instrumento de trabalho de artistas de várias áreas e técnicos de diversos sectores, até ao Mac, símbolo de estatuto e estilo social, passaram duas décadas e meia de vida, nas quais o mundo da informática mudou muito.

A Microsoft ganhou terreno no mercado profissional e gráfico, que durante algum tempo foi terreno quase exclusivo dos Macintosh, surgiram sistemas operativos ‘open source’, como o Linux, primeiro em ambiente demasiado técnico mas hoje com configurações amigáveis e acessíveis a todos.
Neste período também os Macintosh mudaram. De produto fiável pela estabilidade e funcionalidade passaram a objectos de design. Não servem apenas para trabalhar, mas também para apreciar. Seja por fora, a embalagem, seja por dentro, o sistema operativo e as aplicações que acompanham cada um dos exemplares.
Há coisas que não mudaram em 25 anos, como a forma de Steve Jobs apresentar os produtos. Veja o vídeo, já abaixo, da apresentação do Macintosh e comprove.
Ao longo destes anos não foi só o Mac a mudar. A Apple, a empresa que os produz, também mudou. É verdade que, reza a história, foi Jef Raskin que deu o nome aos computadores, mas foi Steve Jobs que ‘fez’ os Macintosh acontecerem. Jobs lançou a Apple e os seus aparelhos no mundo. Foi dispensado e depois recuperado para a segunda vida da empresa.
Com ele, a Apple deixou os Macintosh e passou para os Mac, pode parecer apenas uma questão de semântica mas, em rigor, é algo mais. Um algo mais que se chama “estilo”. Um algo mais que dá pelo nome de iPod ou iPhone. Ou que surge sobre a forma de uma loja de música online, primeiro, e multimedia, depois, que passa a vender milhões de título e que adopta (agora em mudança) práticas comerciais que a empresa mãe criticava na concorrente Microsoft.
Assim, aos poucos, maça trincada deixava o cantinho dos fãs e chegava às massas. Mas, claro, sem perder o estilo. A classe continuava mas agora destinava-se a mais gente.
Jobs está de baixa até ao início do Verão, pelo menos. Não se sabe o futuro dele, nem o futuro da Apple. Aconteça o que acontecer, os seus produtos já entraram para a história.
Claro que em toda esta história, é bom saber que há certas coisas que não mudam. Quando foi lançado, em 24 de Janeiro de 1984, o Macintosh custava 2495 dólares. Hoje, um Mac não custa tanto dinheiro mas ainda continua a ser caro. Ou talvez não, o estilo e a classe também têm preço.
Outra coisa que nunca muda… a forma de Jobs apresentar os produtos. Veja o vídeo de 1984 para tirar dúvidas. E, já agora, parabéns ao Mac.
Cá estamos, na luta. A blogosfera é um mundo difícil e ingrato, mas estamos prontos para lutar.
Parabéns!