Google Earth ajuda polícia a detectar plantação de marijuana

As tecnologias têm coisas tramadas. Que o digam os produtores de uma plantação de marijuana na Suíça. Não é que a polícia a detectou utilizando o Google Earth? Deu-se assim cabo do ganha-pão de uma série de pessoas?

marijuana

Foram detidas 16 pessoas, conta a notícia da ABC.

Até parece que já estou a ver a aplicação da Google, destida de azul, com as cuecas vermelhas fora das calças, um G gigante estampado no peito e uma capa a esvoaçar ao vento. Por baixo, a legenda: ‘Sempre no combate ao crime’.

Lida imagem, hem…

Lisboa tem quatro dos melhores dez hostels do mundo. Quem diria?

“Sem sombra de dúvida, revelamos que o novo centro do ‘hostelling’ mundial é… Lisboa”. A frase está no jornal britânico Guardian, que utiliza as votações do site Hostelworld.com para dizer que a capital de Portugal é o novo “must” dos hostels, pequenos estabelecimentos hoteleiros de baixo custo, sem luxos ou extras, básicos e preferidos por jovens e viajantes de mochila, os ‘backpackers’.

hostel_guardian Imagem do The Guardian

Do nada, diz o jornal, Lisboa passou a ter quatro hostels nos 10 primeiros lugares. Aliás, os três primeiros classificados estão na capital lusitana. O primeiro lugar pertence a The Travellers House, na baixa lisboeta.

Já estive em hostels, embora não em Portugal, e gostei. É uma excelente forma de viajar e onde até se podem fazer amigos. Simples, informal, prático e, importante, barato. Lisboa entrou na rota dos melhores hostels do mundo. Ainda bem.

Os vegetarianos fazem melhor sexo

A cadeia televisiva NBC vetou, esta semana, a exibição de um anúncio da Peta, a famosa associação de defesa de animais, considerando que o conteúdo era "demasiado sexual".

É importante referir que o spot deveria ser exibido durante a transmissão da final do campeonato de futebol americano, o Super Bowl, no domingo, evento que este ano é emitido pela NBC, e que é anualmente o programa televisivo de maior audiência nos EUA. Logo, com os mais caros spots publicitários. E são emitidos uma carrada deles ao longo de todo aquele “emocionante” jogo. (Faço questão que reparem nas aspas).

O anúncio recebeu o nome de “Veggie Love” e exibe modelos em lingerie a brincar com vegetais. Uma bela ideia. E com uma mensagem. Os autores pretendiam mostrar que os vegetarianos fazem melhor sexo que os outros. E apelam a quem vê para que se torne vegetariano. Penso que com o objectivo de todos fazerem melhor amor. Enfim, é uma boa razão, por entre outras, para quem o pretender se tornar vegetariano.

Se é verdade ou não que os vegetarianos são melhores no sexo do que quem come carne, não sei. Nem o caso me merece grandes comentários. Pelo menos para já.

Acho curioso que um desporto com um índice de violência apreciável, que é “perigoso para a saúde”, como indica um estudo norte-americano e comentado pela revista “The Atlantic”, como é o futebol americano, se negue a estar associado, nem que seja por uns segundos, ao amor.

Há algumas exigências do Super Bowl e a NBC censurou o spot por considerar que superava “os níveis de sexualidade” permitidos. A NBC admite, no entanto, exibir o anúncio caso a Peta retire algumas das sequências mais ousadas.

Eis o vídeo em causa:

Crise, essa palavra que perde sentido de tanto ser repetida

Confesso que resisti. No meio de tanta informação, notícias, comentários, comunicação social e blogues, iria surgir mais um a falar da “crise”. Garanto que a palavra “crise” não será utilizada muitas vezes neste texto. Pelo menos não tantas vezes como foi publicada nas páginas da imprensa nacional ao longo de 2008.

“Esta etapa é o ponto final num ciclo económico, financeiro, social e, quase de certeza, político. Os parâmetros de crescimento, nuns casos, e desenvolvimento, noutros – mas menos -, terão de ser radicalmente alterados”

Um estudo da Cision refere que a dita cuja foi aplicada mais de 91 mil vezes em notícias da imprensa nos 365 dias do ano transacto. Só ficou através de “futebol”, “Sport Lisboa e Benfica” e “Futebol Clube do Porto”. Sim, o “Sporting Clube de Portugal” foi escrito menos vezes. Se atendermos que há em Portugal três jornais desportivos diários já estamos a ver que a tal palavra de apenas cinco letras foi digitada vezes demais.

 

aqui nao ha crise

Resisti em escrever este texto também porque me parecia que seria chover no molhado. Então porque o fiz? Porque, de futuro, sempre poderei dizer “eu avisei”. Isto é, trata-se de um aliviar da consciência. Um desabafo. Um alerta para quem faz o favor de aturar estes meus escritos.

A coisa, como dizia Chico Buarque, “tá preta”. As notícias de despedimentos são diárias, às vezes várias no mesmo dia. A Hitachi “suprime” – esse eufemismo para despedimentos – sete mil postos; a norte-americana Manitowoc Crane Group (MCG), companhia que fabrica gruas e outros equipamento de logística, vai despedir 2 100 funcionários por todo o mundo, incluindo em Baltar e Gondomar; desde o início do ano, as empresas já anunciaram o despedimento de pelo menos 2178 trabalhadores em Portugal, refere o Diário de Notícias. Bom, só esta semana já foram divulgados milhares de despedimentos, numa lista compilada pela TSF.

A Organização Internacional do Trabalho destaca que a coisa (a tal palavra) pode provocar um aumento de desemprego “de entre 18 a 30 milhões em todo o mundo e até de 51 milhões se a situação continuar a deteriorar-se”.

Sejamos práticos: a crise (lá está, mais uma vez escrita a palavrinha mais irritantes dos últimos tempos) existe. É real. É a pior de muitas décadas, na opinião de muitos economistas. É financeira e é económica. Desta vez afectou toda a gente. Nem os ricos escaparam. Portanto, a coisa é séria.

Ninguém me tira da ideia, no entanto, que as circunstâncias do momento não estarão a ser aproveitadas por muitos empresários e administradores de empresas, sem escrúpulos, se livrarem do ‘fardo’ de uns tantos funcionários.

Uma certeza, porém. Esta etapa é o ponto final num ciclo económico, financeiro, social e, quase de certeza, político. Os parâmetros de crescimento, nuns casos, e desenvolvimento, noutros – mas menos -, terão de ser radicalmente alterados. A sociedade global em que vivemos está a sofrer uma profunda e progressiva transformação. Não sei se para melhor, mas desconfio que não. Basta observar os sinais.

Hoje, como em 1963, seria bom ouvir Bob Dylan, no seu The times they are a-changin’.

E o fiasco do ano é…

Antes de sabermos qual é o fiasco do ano, é melhor conhecer os os nomeados do “Fiasco Awards”, uma iniciativa que tem o objectivo de distinguir, pela negativa, os projectos tecnológicos que se revelaram um fracasso em 2008.

fiasco award

O mundo virtual Second Life é um dos nomeados, e com grandes possibilidades de arrecadar o troféu. Outro mundo virtual, Lively, lançado pelo Google, também surge como forte candidato. O sistema operativo Windows Vista é outro candidato relevante, tal como o projecto One Laptop per Child. Mas há mais.

Vou ficar a torcer para que o vencedor será o Second Life. Além de ser um projecto totalmente irrelevante, com pouco valor acrescentado do ponto de vista tecnológico, de ter feito muito boa gente perder uma data de horas, teve o mérito de fazer algumas pessoas e bastantes empresas e universidades gastarem dinheiro a comprar ‘ilhas’ e terrenos virtuais. Como já é difícil encontrar terra real para comprar, até porque já não se faz mais, houve quem optasse por ‘investir’ em lugares que apenas existem no âmbito nos ecrãs de computadores.

Na altura achei a ideia uma parvoíce pegada. Hoje continuo a achar. Apesar do sucesso estrondoso na fase de lançamento e desenvolvimento do projecto, hoje o Second Life parece estar mais para lá do que para cá.

A entrega dos prémios vai ter lugar a 26 de Fevereiro em Barcelona.

Até lá podem votar no ‘vosso’ fiasco preferido.

E Sócrates falou…

Difamar e caluniar é fácil. Apresentar uma defesa de uma calúnia é bem mais complicado. Se é uma calunia aquilo que está a acontecer ao primeiro-ministro, José Sócrates vai ter dificuldades em libertar-se das suspeitas ou de olhares de esguelha.

Não vai ter vida fácil, apesar das certezas com que hoje comunicou a “campanha negra” que o atinge.

Manoel de Oliveira é a pessoa viva que Dustin Hoffman mais admira

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Depois da família, dos amigos, do Presidente da República, enfim, de diversas personalidades, agora foi Dustin Hoffman que se juntou ao coro de elogios a Manoel de Oliveira.

Nas respostas de um questionário “rápido” que a revista ‘Vanity Fair’ publica todos os meses nas últimas páginas, o celebre actor norte-americano, que recebeu por duas vezes o Óscar de Melhor Actor (por “Kramer contra Kramer” e “Rainman – Encontro de Irmãos”) disse que a pessoa viva que mais admira é "o realizador português Manoel de Oliveira, que tem 100 anos e continua a trabalhar".

Na entrevista (o “Proust Questionnaire”), Hoffman refere que a sua ideia de felicidade é tomar um café pela manhã, sentado no sofá, com os cães, a ler o jornal. Diz que gostava de ler mais depressa e de saber tocar bom jazz no piano. Tem nos seus blocos de notas o seu bem mais precioso.

Gosto de Hoffman. Não só como actor mas como pessoa. Quer dizer, por aquilo que leio e ouço dele e sobre ele. Não conheço o senhor pessoalmente mas gostava. Disse recentemente que é difícil, em Hollywood, arranjar bons papéis para actores mais velhos.

Talvez seja também por isso – mas não só -, que o cinema de indústria está a perder fulgor. Quantos filmes memoráveis, daqueles mesmo, mesmo inesquecíveis, foram lançados nos últimos anos?

Não estávamos mesmo nada a precisar disto…

O cenários que se apresenta no caso Freeport não é agradável. As autoridades inglesas consideram o primeiro-ministro português ‘suspeito’ e querem ver as contas de José Sócrates, refere o Público, citando notícias das revistas Sábado e Visão.

Continuo a acreditar na inocência do chefe do Governo. Aliás, até prova em contrário todos são inocentes. Mas Portugal não precisava de mais este caso…

A Procuradoria Geral da República promete para esta quinta-feira um comentário à situação. Espero que a investigação seja rápida e o mais perto da perfeição possível, para não deixar dúvidas.

O que vem à rede… são castelos, incluindo o de Sintra

As ligações (links) da internet são coisas fantásticas. É claro que é impossível provar isso mas calculo que toda a rede mundial está ‘ligada’ através das ‘ligações’. De vez em quando é bom gastar dois a três minutos do nosso tempo de navegação e seguir umas tantas ligações. Muitas vezes não se ‘chega’ a nada de jeito. Noutras, podemos encontrar coisas interessantes. Foi o caso de uma breve viagem que fiz hoje.

palacio sintra

Encontrei BootsnAll Travel Network. É um site comunitário sobre viagens e destinado a viajantes independentes. O público alvo não são os turistas, embora estes possam também tirar proveito do mesmo, mas sim os viajantes.

Lá por dentro, há material sobre Portugal, claro. Um dos artigos recentes chamou-me a atenção. Era sobre os mais belos, os 12 mais belos, castelos da Europa. No oitavo lugar está o Palácio da Pena, em Sintra. A autora do texto diz que é “o mais antigo palácio do romantismo histórico”, uma mistura de diversos estilos.

Vale a pena visitar o palácio. Mas não vá entre 16 e 20 de Fevereiro, porque estará fechado para manutenção, refere a Câmara de Sintra.

Piscas, uma questão de privacidade

Em Portugal, é sabido, somos uns aselhas a conduzir. Parece que temos orgulho nisso. Quando o assunto vem à baila, em conversas mais ou menos sérias, o tema é enquadrado por alguns sorrisos. Não são gargalhadas mas a coisa não é motivo de ligeireza suficiente para nos permitirmos desenhar algum coisa com os lábios que não seja um esgar de lamentação.

piscas

Bom, para sermos honestos, há ainda pior. Em Itália, em concreto em Roma, conduzem de forma pavorosa e perigosa. Dizem-me que no Cairo e em Atenas é assim tão mau ou ainda pior. Valha-nos isso. Somos maus mas não somos os piores. E isto pode ser uma lição para os estafermos que passam a vida a dizer que nem deveríamos ser autorizados a conduzir.

Ora, acontece que as escolas de condução estão a pensar em fazer descontos para os candidatos a potenciais homicidas nas estradas. O negócio corre mal e a culpa não é só da crise. Nos últimos anos, dizem, tem havido menos alunos.

Mas vamos ao que me leva a falar deste assunto. Os portugueses não sabem utilizar os piscas. Não sabem! É a única explicação que encontro para um número gigante de automóveis não dar sinais (por indicação dos condutores) do seu destino. Sem querer exagerar, parece-me até que metade daqueles que têm a ‘regueifa’ na mão não se prestam ao favor de informar os parceiros de estrada das suas intenções.

Piscas, é para o tecto. Desconfio que é porque não sabem como se faz. Ou, então, não sabem que aquela alavanca ao lado do volante tem, de facto, uma função. Eventualmente pensam que é decoração. Há ainda outras possibilidades.

  1. Sabem da coisa e para que serve mas as luzes estão todas avariadas;

  2. Têm problemas nos ossos dos dedos e se accionarem a tal alavanca, doe-lhes;

  3. Não gostam do Natal e não querem ser chamados de árvore;

  4. O tic-tic sonoro irrita e perturba a audição do CD pirata que está a tocar;

  5. São tão discretos e defensores da sua privacidade que não querem que ninguém saiba para onde vão.

É capaz de ser por esta última. Se calhar não está mal visto, não…