Não sei porquê, hoje lembrei-me de Os Amigos de Alex

Não é uma obra-prima mas é um excelente filme. Em todo o caso, não é apenas cinema. Os Amigos de Alex é mais que um filme, é uma marca de uma geração que procurava um rumo, entre os anos da revolução social da década de 60 e o despertar dos boom económico mundial na segunda metade dos 80.

Realizado e escrito por Lawrence Kasdan, com um elenco de luxo, Os Amigos de Alex conta o reencontro de sete antigos colegas da Universidade que se reúnem para o funeral de Alex, um amigo comum que não chegamos a conhecer.

Alex não está lá em corpo mas é ele que une um grupo muito diferente social e economicamente. Sam (Tom Berenger) é repórter de televisão, Nick (William Hurt) é traficante de droga, Harold (Kevin Kleine) é um industrial rico, Michael (Jeff Goldblum) escreve colunas sociais, Sarah (Glen Close) é médica, Karen (Jobeth Williams) é dona de casa e Meg (Mary Kay Place) é advogada. São os representantes de uma sociedade a viver de incertezas. São os amigos de um Alex que era o melhor e o mais brilhante de todos mas que nunca chegou a lado nenhum.

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John Ford, as histórias do homem que chegou de comboio

Não sou grande fã de efemérides relativas a falecimentos, prefiro assinalar os nascimentos. Mas por John Ford faço uma excepção. Um dos mais importantes e mais relevantes cineastas da história morreu num dia assim, um 31 de Agosto, foi em 1973, depois de 79 anos cheios, a esmagadora maioria deles dedicada ao cinema.

Quando lhe perguntaram como tinha chegado a Hollywood, respondia que tinha sido de comboio. Um sinal de que a vida não foi fácil para este descendente de irlandeses, que homenageou as suas origens no excepcional O vale era verde.

Divertia-se a contar histórias. Em privado, aos amigos e àqueles com quem trabalhava. E aos espectadores dos seus filmes. Mais do que planos, cenários, detalhes, o que interessava a Ford era contar histórias. Sempre através das suas personagens. Eram as personagens que faziam girar as roldanas do guião. E aqui, por personagens, há que contar com o Monument Valley, a região do oeste dos EUA que serviu de cenário, perdão, de personagem, dos seus filmes.

Muitos deles, de resto, poderiam ter sido feitos hoje. Como o brilhante The Searchers (A desaparecida), onde os silêncios dizem muito mais que as palavras.

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Um passado sempre presente

“You think when you wake up in the mornin yesterday don’t count. But yesterday is all that does count. What else is there? Your life is made out of the days it’s made out of. Nothin else.”

Cormac McCarthy, em No Country for Old Men

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Quem é Salt? Salt é Jolie

De repente dei por mim a pensar que Salt poderia ser melhor. E podia. No instante seguinte dei por mim a pensar que poderia ter sido pior. E podia. Bastava que o papel principal, de Salt, agente da CIA, tivesse sido interpretado por quem primeiro foi convidado, Tom Cruise. Poderia ter sido um desastre. Não porque Cruise não seja um actor de bons préstimos, apenas porque não poderia nunca mostrar as fragilidades que Angelina Jolie mostra quando veste a pele de Salt.

O mais interessante do filme não está na história, um caso de espiões e contra-espiões misturada com agentes duplos e ‘silenciosos’. O mais interessante está nas personagens e nos seus interpretes. Com Jolie à cabeça. Mas com um excelente naipe de actores que parecem saber exactamente o que fazer e como o fazer.
Mérito para Philip Noyce, que há quatro ano não trazia qualquer fita ao cinema. O realizador voltou a mostrar dar-se bem em histórias de mistério, espionagem e acção e teve aqui um bom reencontro com a actriz, depois de lhe ter dado projecção em O Colecionador de Ossos, de 1999.
Salt é um bom entretenimento. Não há excessivos moralismos, há acção q.b., uma perseguição talvez demasiado grande mas bem filmada, boas interpretações e boa realização. Mas não é um filme excelente e anda longe desse patamar. Falta alguma densidade a um argumento que necessitava de ser mais refinado, uma dose extra de emoção também vinha a calhar.
A promoção ao filme – e o respectivo trailer – perguntam quem é Salt, numa aparente referência às reais intenções da personagem – é ou não uma agente duplo? -, mas a resposta é fácil de dar. Salt, o filme, é Angelina Jolie. E é o suficiente para valer a pena.

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Knock, knock. Quem é? É o Google Realtime

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O estado do universo geosocial (infografia)

Daqui…

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Não sei porquê, hoje lembrei-me de Um dia de cão

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Al Pacino, debaixo da direcção de Sidney Lumet, numa das suas melhores interpretações.

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E o filme com mais mortos é…

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Descobri que O Senhor dos Anéis: O regresso do rei é o filme com o maior número de cadáveres da sétima arte. Um dos filmes históricos, já entrou na lista por direito próprio, com os Oscars obtidos, ficou bem à frente de filme de terror gore.

Fiquei surpreendido.

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Agosto, Agosto

Afinal começo a gostar de Agosto. É certo que é uma seca, que pouco ou nada se passa, com excepção dos tenebrosos incêndios, que os jornais e revistas têm menos páginas e há menos coisas novas para ler na Internet, que há uma eternidade de gente de férias, que o Algarve está a abarrotar…

No entanto, como não resido no Algarve mas sim numa daquelas áreas que ficam quase desertas em Agosto, fico satisfeito por alguma tranquilidade extra, pelas estradas mais desertas, pelas filas de trânsito mais curtas, por algum tempo livre disponível.

Afinal, descobri que gosto de Agosto. Faltam uns dias para o mês terminar mas já começo a ter saudades.

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Hoje é o Dia Mundial da Fotografia

Imagem da primeira fotografia permanente do mundo feita por Nicéphore Niépce, em 1825

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Como funciona o Google

How Google Works.

Infographic by the Pay Per Click Blog

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Os alegres idiotas

Por diversas razões sempre tive a ideia de que o sistema de ensino dos EUA é uma miséria. Era uma ideia baseada apenas numa componente empírica e sem bases científicas. Acho que não me enganei.

Um estudo divulgado ontem revela que a maioria dos jovens norte-americanos que está quase a entrar na universidade é detendor de uma cultura geral abaixo de cão. O estudo Mindset List, uma pesquisa feita anualmente na Universidade de Beloit , no Wiscosin, indica que os alunos que responderam pensam que a Checoslováquia nunca existiu. Pelo que sabem, Beethoven não passa de um cão e Michelangelo é "um vírus de computador". Também podiam ter dito que era uma das Tartarugas Ninja mas isso já deverá ser muito erudito.

Para os jovens inquiridos, a Jugoslávia nunca existiu e João Paulo II foi o único Papa que existiu. Mesmo Clint Eastwood é apontado como um "famoso cineasta de Hollywood". Ter sido o homem que deu o corpo à personagem de "Dirty Harry" é desconhecido.

Mesmo no sacro-santo desporto, glorificado na pátria de Lincoln, a coisa é catastrófica. O tenista John McEnroe é um modelo de publicidade. Enfim, uns ignorantes. Mas pelos vistos contentes da vida.

Ah, não tenhamos ilusões, os jovens estudantes nacionais estão a caminho do mesmo desastre.

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A razão de João Jardim

Diz hoje o Jornal de Notícias que “os fundos comunitários desviados das regiões mais pobres para Lisboa já ultrapassam 154 milhões de euros”. Feitas as contas dá “um aumento de seis milhões em meio ano, tendo o ritmo de aprovações abrandado”.

A isto não se chama desvio, concentração, opções políticas ou estratégicas. Nem sequer se chama ‘país a duas velocidades’. Chama-se uma vergonha!

Cada vez me convenço que, no seu jeito truculento, Alberto João Jardim tem razão. Quem não grita, quem não berra ou ameaça não come.

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A Internet das coisas

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O mistério das letras desaparecidas no JN

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É espantosa a frequência com que casos deste género surgem nas páginas online do JN.

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Que horas são?

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Hotéis sem alvará pode ser, bolas de berlim na praia é que não

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O Diário de Notícias avisa-nos que o hotel de cinco estrelas Crowne Plaza, em Vilamoura, está a funcionar "sem alvará de utilização". É normal.

Acontece com hóteis, clínicas médicas, restaurantes e muitos outros estabelecimentos. Podem abrir sem legalização. E sem problemas. Agora se for para vender bolas de berlim na praia, lá isso, não… Afinal somos um país europeu.

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A Google ainda defende o “do no evil” ou mudou para “do money”?

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Depois do “Do no evil!” estará a Google a entrar numa nova fase? Andará o dinheiro, a tentação do poder e do controlo a subir à cabeça dos senhores que fizeram o maior sucesso empresarial do mundo dos últimos dez anos? Esqueceu a Google o poderoso contribuiu – suportado na neutralidade da internet – que os utilizadores dos seus serviços tiveram para ser o colosso que é hoje?

Pensará que o pedestal onde foi colocada não lhe pode ser retirado um dia, quando o “do no evil” estiver morto e enterrado?

Pensará que apenas por ser uma proposta Google, o mundo vai levantar-se num clamor e aplaudir? Acharão mesmo que o futuro da internet ou de uma qualquer rede mais ou menos parecida passa pela criação de divisões entre os ricos e os pobres? Acreditam realmente que uma melhor internet e uma melhor distribuição de dados passa por criar uma divisão entre quem paga e não paga?

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Não sei porquê, hoje deu-me saudades… da cidade

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Não sei porquê, hoje lembrei-me que Portugal encerra em Agosto

O mês de Agosto causa-me sentimentos ambivalentes. Por um lado, aprecio a menor densidade de automóveis nas estradas, a menor velocidade com que se fazem as coisas, a existência de menos notícias.

Por outro lado, não gosto da existência de menos notícias. Há a tendência a dar-se demasiada importância a notícias que não o merecem.

Admito que detesto o facto de mais de metade do país parar. Quem está não decide, quem decide não está. Eis Portugal em Agosto.

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